Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2009

Radioterapia?


Pra muita gente, feriado é sinônimo de comemoração, desculpa pra viajar, ou até mesmo de ficar em casa, descansando. Pra outros, motivo de preocupação e medo.

Quem enfrenta radioterapia tem, muitas vezes, o tratamento interrompido por vários dias devido aos feriados, quando os hospitais ou clínicas simplesmente fecham.

E não é só isso. Há, também, dias em que os aparelhos passam por manutenção ou, ainda pior, quebram. Sem contar o tempo que as pessoas aguardam, em filas do SUS, até conseguir vaga. Para os pacientes que dependem da radioterapia isso pode comprometer o controle do câncer e diminuir a chance de cura.

Todas essas informações fazem parte de um estudo, que acompanhou 560 pacientes com câncer e demonstrou que 62,5% tiveram o tratamento interrompido.


A radioterapia é um tratamento bastante comum entre pessoas com câncer. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% dos pacientes precisam deste tipo de tratamento.

O método consiste na utilização de radiação para destruir as células que apresentam o tumor. A dose de radiação tem de ser bastante precisa para que as outras células não sejam afetadas.

A radioterapia pode ser feita de duas maneiras: por teleterapia, em que o paciente recebe a radiação externamente; e por braquiterapia, em que a radiação é colocada dentro do seu corpo.

O mais comum é que os pacientes se submetam a cinco sessões semanais por um período de duas a oito semanas, sem parar. A eficiência da radioterapia, no entanto, depende de diversos fatores, entre eles a sensibilidade do tumor.

E o corpo sente todos os efeitos do tratamento. Queimaduras na pele, feridas na boca, diarréia, dor ao urinar, enjoo e vômito são apenas alguns deles. Na luta contra o câncer a radioterapia é mais uma arma de que o paciente dispõe.

Continue lendo…

terça-feira, 7 de abril de 2009

Acomplia?


Ele voltou. Depois de alguns meses de suspensão, determinada no Brasil pela Anvisa e nos demais países pela FDA, o Acomplia teve seu uso e comercialização liberados.

O remédio foi vendido por mais de um ano no Brasil até ser proibido em outubro de 2008. A alegação dos órgãos reguladores foi a de que estudos apontaram risco de desenvolvimento de problemas psiquiátricos em pacientes que faziam uso da medicação.

O Acomplia, cujo princípio ativo é o rimonabanto, é um medicamento usado para combater a obesidade, fabricado pelo laboratório francês Sanofi-Aventis. O remédio é indicado para pessoas que, além de serem obesas, apresentam algum fator de risco, como diabetes tipo 2.

Ficou mais conhecida como pílula antibarriga e, mesmo com a proibição da venda, o Acomplia sempre foi encontrado em sites como o MercadoLivre.


O medicamento funciona inibindo o apetite e, com isso, reduz os índices de triglicérides no organismo, melhora o controle das taxas de açúcar no sangue, ajuda a regular o diabetes e aumenta o colesterol bom.

Agora, o Acomplia será comercializado em farmácias, mediante apresentação de receita médica controlada, pelo preço máximo de R$ 225 para a caixa com 28 comprimidos.

Para conseguir emagrecer e evitar reações adversas – como mudança de humor, depressão, náuseas e tonteiras – o paciente deve receber orientação profissional, além de seguir uma dieta balanceada e fazer exercícios físicos. Os que esperavam um processo milagroso vão ter de esperar um pouco mais; a ciência ainda não chegou lá.

Continue lendo…

sábado, 4 de abril de 2009

Mamografia?


Ela não é a única, mas uma das mais eficientes formas de detecção do câncer de mama. Mesmo assim, mais de 30% das brasileiras, entre 35 e 65 anos, nunca a fizeram, seja por falta de hábito, preguiça ou mesmo desinformação.

Trata-se da mamografia, exame clínico realizado tanto de forma preventiva, quanto de diagnóstico (quando há suspeita de alguma alteração). É uma radiografia especial feita em um aparelho chamado mamógrafo e cuja eficiência supera outros exames.

É possível, por meio da mamografia, detectar o câncer em estágio inicial, até dois anos antes de ele ser palpável. No exame, a mama é comprimida no aparelho para que seu achatamento possibilite a redução das doses de raios-X, a uniformização dos tecidos, além de manter a mama imóvel.


De acordo com a mesma pesquisa que apontou o percentual de mulheres que nunca se submeteram à mamografia, 80% das entrevistadas citaram o autoexame como forma de detecção de câncer de mama, enquanto 12% responderam ultrassonografia e toque médico. Apenas 47% se lembraram da mamografia.

A mamografia é indicada, principalmente, para mulheres acima dos 40 anos e deve ser feita anualmente. Nem por isso a mulher, a partir dos 15 anos, deve deixar de fazer o autoexame das mamas mensalmente. O período ideal é sete dias depois do início da menstruação, quando as mamas estão mais flácidas e indolores.

Vale lembrar que o autoexame não substitui a mamografia e é imprescindível procurar um médico para orientação.

Continue lendo…

terça-feira, 31 de março de 2009

Toxina botulínica?


Se você digitar o termo e fizer uma busca no google, certamente irá encontrar centenas, milhares de informações a respeito deste, que se tornou o método mais rápido e prático de se livrar das indesejáveis rugas.

A novidade é que, de uns tempos pra cá, ele passou a ser utilizado para outros fins, tão ou mais importantes que o original. Alguns pacientes que sofreram derrame cerebral têm recorrido aos benefícios da toxina botulínica, assim como crianças que têm o pé torto ou pessoas que apresentam transpiração excessiva.

Mais recentemente, a Anvisa aprovou a utilização no tratamento de pacientes com incontinência urinária, um mal que acomete, em média, 3 milhões de brasileiros.

Também chamada de Botox, afinal esta é a marca registrada mais famosa, a toxina botulínica é uma neurotoxina produzida pela bactéria clostridium botulinum, causadora do botulismo – uma forma grave de intoxicação alimentar.


Existem outras marcas da toxina, como o Dysport (sueco) e o Prosigne (chinês). A toxina botulínica é dividida em sete tipos, de A a G, sendo o tipo A utilizado tanto para o uso cosmético, quanto terapêutico.

A toxina foi descoberta no final da década de 1960 e sua primeira aplicação foi uma alternativa no tratamento do estrabismo – um defeito no alinhamento dos olhos.

Cada país determina, por meio do órgão que regula os procedimentos de saúde (no caso do Brasil a Anvisa), de que forma a toxina pode ser utilizada, ou seja, quais as aplicações. Mesmo assim, existem vários procedimentos não oficiais, como em caso de derrames, mas que têm sido bem aceitos.

Com a aprovação da toxina no tratamento de incontinência urinária, é possível pedir cobertura dos planos de saúde e, assim, beneficiar um maior número de pessoas. A aplicação é eficiente em casos de incontinência de urgência, ou seja, aqueles pacientes que perdem a urina antes de chegar ao banheiro.

Os resultados são temporários, com duração média de um ano, e a aplicação custa cerca de R$ 1.500. A utilização de botox só não é recomendada para pacientes com insuficiência respiratória e mulheres grávidas. O mais importante é procurar um médico (dermatologista ou cirurgião plástico) especializado no assunto.

Continue lendo…

domingo, 29 de março de 2009

TAS?


É muito comum que, em determinado momento da vida, as pessoas se sintam envergonhadas em situações como entrevista de emprego, apresentação de seminário, primeiro encontro, entre outros. Nessa hora, a mão sua, o coração bate mais forte, sente-se um frio na barriga, nó na garganta e, o pior, o rosto fica vermelho.

Dali a pouco esses sintomas desaparecem e tudo volta ao normal; é possível até que se faça piada com a situação. O problema é quando essas experiências se tornam memórias negativas e prejudicam a vida de quem as sente; quando o simples fato de se lembrar dos episódios constrangedores já causa ansiedade e mal-estar.

Para se ter ideia, há casos em que a pessoa não consegue comer em locais públicos, frequentar banheiros coletivos, falar com estranhos, expor um trabalho para o chefe, enfim, levar uma vida normal.

Quando isso acontece estamos diante de um caso mais grave do que apenas timidez. A ansiedade excessiva e contínua é caracterizada como Transtorno de Ansiedade Social (TAS) – um distúrbio em que o indivíduo evita se expor porque teme críticas.


Como consequência, a pessoa desenvolve baixa auto-estima, se sente incapaz, fracassado e se isola do convívio com outras pessoas, com medo de ser humilhada e ridicularizada. Caso precise falar em público, gagueja, transpira, tem “branco”, ou, mais que isso, se recusa a fazê-lo.

Em casos mais graves, o paciente com TAS pode apresentar quadro de depressão ou mesmo abusar de bebidas alcoólicas e drogas.

O tratamento do TAS vai desde a psicoterapia – em que o terapeuta busca conhecer os fatores que levaram a esse comportamento e tenta fazer com que ele se exponha de maneira positiva a eles – até o uso de medicamentos, em geral antidepressivos.

O apoio da família e dos amigos é de fundamental importância, tanto para o diagnóstico do TAS quanto para o sucesso do tratamento.

Continue lendo…

sábado, 28 de março de 2009

Fotofobia?


Você se sente como um vampiro quando sai de casa num dia de sol? A luminosidade te incomoda, a ponto de ser difícil manter os olhos abertos? Cuidado, você pode ter fotofobia.

E não são apenas os raios solares que irritam os olhos de quem sofre do mal; ambientes muito iluminados – por lâmpadas fluorescentes, por exemplo – e faróis de automóveis à noite também podem causar desconforto.

A fotofobia, ou medo da luz como o nome sugere, é uma sensibilidade excessiva à luz, seja natural ou artificial. Pode ser causada por distúrbios oculares, como astigmatismo – alteração do formato da córnea, que faz com que imagens próximas fiquem distorcidas.


A sensibilidade pode, ainda, ser sintoma de alergias e conjuntivite e, nesse caso, é temporária; assim que o paciente se recupera a fotofobia desaparece. Entretanto, muitas pessoas que apresentam aversão à luz não têm qualquer problema de visão, apenas são mais sensíveis.

A fotofobia se manifesta em pessoas de qualquer idade, sobretudo as de olhos claros. Não existe tratamento específico, apenas medidas para conviver melhor com o problema, como o uso de óculos escuros ou lentes fotossensíveis, além de iluminação adequada em ambientes fechados.

Continue lendo…

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vasectomia?


Já era hora de o governo pensar, discutir e tomar decisões a respeito do planejamento familiar no Brasil. Atualmente, são ofertados métodos contraceptivos pelo SUS, mas todo mundo sabe da precariedade e, principalmente, da demora no atendimento público de saúde.

Agora, os planos e seguros de saúde privados vão cobrir as despesas com cirurgias de laqueadura e vasectomia, de acordo com o projeto de lei proposto pela Câmara e aprovado pelo Senado esta semana.

A medida garante não só a eficiência e segurança do serviço de saúde, mas a ampliação do debate a respeito da responsabilidade de colocar mais uma criança no mundo.

É fato que essa responsabilidade ainda recai sobre as mulheres e são elas que escolhem os métodos de contracepção, seja para si próprias, para o parceiro, ou para o casal.

Isso também ajuda a esclarecer dúvidas importantes sobre a vasectomia - um método contraceptivo pouco realizado, talvez por falta de informação ou apenas de oportunidade.


A vasectomia é um procedimento simples, rápido e, em alguns casos, definitivo. É a ligadura dos canais deferentes – por onde os espermatozoides passam até chegar na uretra. A cirurgia é feita com anestesia local e não requer internação.

De acordo com a lei, podem fazer vasectomia homens com mais de 25 anos ou com, pelo menos, dois filhos vivos; ou ainda nos casos em que a gravidez da mulher representa risco de morte para a mesma.

É bom explicar que o corte do canal deferente apenas impede a chegada dos espermatozoides na uretra, retendo-os no testículo. Isso quer dizer que o líquido seminal continua sendo eliminado durante a ejaculação, normalmente, e com o mesmo volume.

A ereção e a potência sexual também continuam as mesmas de antes da cirurgia, afinal os nervos e vasos responsáveis pela ereção não estão envolvidos durante a vasectomia.

Vale lembrar que a cirurgia é reversível, porém o sucesso dessa reversão varia de acordo com cada caso, além de ser mais complexa e delicada. É fundamental que o casal busque orientação médica antes de tomar qualquer decisão, porque só um profissional pode indicar o melhor método.

Continue lendo…

domingo, 22 de março de 2009

Joanete?


Antes de mais nada é necessário esclarecer que joanete não é parente da joaninha e, portanto, se trata de um substantivo masculino; o joanete. Não se sabe ao certo porque ganhou esse nome, afinal a denominação científica de joanete é hallux valgus (em latim), em que hallux significa "o primeiro dedo do pé".

Estima-se que pouco mais de 30% da população sofra deste mal, em diferentes graus de deformidade. Mais do que um problema físico, que causa dor e desconforto, o joanete pode abalar a auto-estima, principalmente das mulheres.

Aliás, são elas as mais prejudicadas com a patologia, em grande parte por causa do uso de sapatos apertados e alguns modelos específicos, como os de bico fino. No entanto, sabe-se que fatores genéticos também estão entre as causas para a deformidade.

Vale lembrar que o joanete não é um osso que cresceu ou surgiu de uma hora pra outra; ele é um desvio do osso metatarsiano (do dedão), que forma uma protuberância na lateral do pé.


A boa notícia é que existe tratamento para o mal, que varia de acordo com a gravidade da deformação. Em casos mais simples, o paciente usa sapatos mais confortáveis ou pequenas talas, colocadas entre os dedos, para evitar a sobreposição deles.

Quando a deformidade é mais acentuada os médicos aconselham a cirurgia, que corrige definitivamente o problema. Por isso, é fundamental a avaliação de um ortopedista, independente de qual for o tratamento.

Continue lendo…

sexta-feira, 20 de março de 2009

Esteatose?


Então é hora de se levantar, de onde quer que esteja sentado ou deitado, e começar a praticar qualquer atividade física. É isso aí, o recado é para os sedentários, principalmente aqueles que exibem uma barriguinha mais avantajada.

E não é questão de vaidade ou estética, mas de sobrevivência. Por trás da cintura mais larga pode estar um problema muito maior: a esteatose.

O nome complicado tem, na verdade, uma definição muito simples. A esteatose é o acúmulo de gordura no fígado, um órgão extremamente complexo que produz, armazena e transforma substâncias vitais ao organismo. Só para se ter ideia, o fígado efetua cerca de 220 funções diferentes no nosso corpo.

A alteração é mais comum em pessoas de mais idade, que naturalmente ganham peso ao longo da vida, mas o aumento crescente de jovens com esteatose tem surpreendido médicos. Crianças e adolescentes são as novas vítimas, especialmente por causa do sedentarismo e consumo exagerado de calorias.


Cuidados

Para evitar o excesso de gordura no fígado, pode-se começar mudando alguns hábitos alimentares. Diminuir a quantidade de carboidratos - pães e massas - é uma boa alternativa, assim como carnes vermelhas, manteiga, frituras e biscoitos industrializados.

O melhor é investir em fibras, encontradas na aveia, frutas, verduras e massas integrais. Ficar longe de bebidas alcoólicas também ajuda, além de praticar exercícios físicos.

Continue lendo…

quarta-feira, 18 de março de 2009

SUS?


O drama de quem vivencia a experiência de um câncer, seja ele qual for, é difícil por si só. Some-se a isso as barreiras impostas pelo serviço de saúde que, muitas vezes, obriga o paciente a procurar vários hospitais diferentes para cada estágio da doença.

Operação de tumor em um lugar, quimioterapia em outro, e, pra piorar, fila de espera em todos eles. Esta é a realidade de quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS) no país.

Entretanto, no dia 13 de março o Ministério da Saúde publicou uma nova portaria determinando que os hospitais habilitados pelo SUS no atendimento a pacientes com câncer devem, a partir de agora, oferecer tratamento integral.


O SUS foi criado em 1988, pela Constituição Federal, para que toda a população tivesse acesso ao atendimento gratuito. Antes, a assistência médica era de responsabilidade do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), mas somente àqueles que contribuíam com a previdência.

Atualmente, o Brasil conta com 258 instituições habilitadas e sete estados ganharam 11 novos hospitais credenciados. Com a nova portaria, todos os estados, com exceção de Roraima, passam a ter pelo menos um hospital habilitado em oncologia de tratamento integral.

Ainda existem alguns hospitais que oferecem tratamentos isolados - radioterapia, por exemplo -, que terão as habilitações provisórias. Mesmo assim, o Ministério da Saúde determina que a instituição fica responsável pelo paciente, ainda que ele receba o tratamento em outro local conveniado.

Talvez o mais importante ainda não tenha sido discutido, que é a oferta de vagas pelo SUS. Muitos pacientes morrem nas filas, mesmo tendo o diagnóstico da doença. Resta saber até quando.

Continue lendo…

domingo, 15 de março de 2009

Floral?


Relações mais superficiais, rotina mais estressante, vida mais agitada. Tudo mais intenso, elevado ao quadrado, inclusive os problemas. O ser humano é contraditório mesmo; reclama da solidão e da multidão, do excesso e da falta.

E aí inventa (ou tenta) soluções para sentir-se aliviado de sentimentos de culpa, cansaço, tristeza, depressão, medo, ansiedade, raiva, aflição. Procura médicos e medicamentos, terapeutas e terapias, em busca de equilíbrio.

Quem nunca ouviu falar em floral de Bach? É uma terapia antiga, dos idos de 1930, que tem como filosofia o tratamento da pessoa, e não da doença, ou como acreditava seu criador, da causa e não do efeito.

O inglês Edward Bach foi quem criou os florais, essências naturais preparadas a partir de flores e água mineral. Eles são usados não só no tratamento de pessoas, como também de plantas e animais.


E por que um animal precisaria de tratamento à base de florais? Para superar a perda do dono (em caso de falecimento); por ser agitado demais; para aceitar um novo integrante na família, enfim, as aplicações são diversas, afirmam especialistas.

Não há contra-indicação quanto ao uso do floral, podendo ser utilizado por pessoas de qualquer idade e também junto com medicamentos convencionais. É por isso que o floral não é considerado um remédio, afinal ele não age sobre nenhuma doença específica.

E, apesar de usado há tanto tempo e por tantas pessoas em todo o mundo, as propriedades do floral de Bach não são reconhecidas cientificamente como forma de tratamento médico. Com ou sem o aval da medicina, o sucesso dos florais atravessa gerações e continentes, conquistando adeptos onde chega.

Continue lendo…

sábado, 14 de março de 2009

Sódio?


É impossível falar da culinária brasileira sem citar o tempero. De norte a sul, passando por todos os estados, mudam os ingredientes, o modo de fazer, mas a comida é sempre bem temperada.

Alho, cebola, salsa, qualquer que seja a combinação, lá está ele, o sal, dando o gostinho que nenhum outro condimento consegue. E ele também acaba sendo usado em quase todos os produtos industrializados que consumimos.

É só virar a embalagem e procurar nas informações nutricionais pelo sódio. Ele é o elemento químico que forma o sal e contribui para o bom funcionamento do organismo.

O sódio é responsável por manter o volume de líquidos no corpo, além de transportar nutrientes para dentro das células. Ele é encontrado naturalmente em vários alimentos e, também, artificialmente, para melhorar o sabor, aumentar o prazo de validade e atuar como bactericida.

Entretanto, o excesso de sódio no organismo pode causar uma série de danos à saúde, como aumento da pressão arterial, doenças renais, má circulação e retenção de líquidos.


O problema é que os efeitos não são imediatos e, muitas vezes, as pessoas demoram anos para apresentar os sintomas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que uma pessoa consuma, no máximo, 2g de sódio por dia.

Mas não é que tem acontecido na mesa dos brasileiros. O consumo de sódio, segundo pesquisas, está duas vezes e meia acima do limite recomendado. Só pra se ter ideia, dois pedaços de pizza congelada contêm sódio suficiente para o dia todo.

Pra ficar mais fácil, um pacote de sal (500g), em uma casa com cinco pessoas, deve durar mais de 30 dias.

Como substituto do sal, na hora de cozinhar, podem ser usados ervas e outros temperos, como salsinha, coentro e cebolinha. Não fazem o mesmo efeito, é claro, mas ajudam a não salgar tanto a comida, e a saúde agradece.

Continue lendo…

quinta-feira, 12 de março de 2009

Diálise?


Quem lê o título da postagem pode pensar: "mas o correto não seria hemodiálise?". Outros, ainda, poderiam questionar: "não são a mesma coisa?". É muito comum as pessoas acharem que se tratam de sinônimos, mas não são.

Antes de explicar quais as especificidades de cada procedimento, é importante alertar a sociedade de que o número de casos de doença renal tem aumentado muito nos últimos anos.

É possível perceber este aumento tendo como base o número de pacientes que fazem diálise. Entre os anos de 2000 e 2008 esse índice cresceu 84%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

O aumento se deve, principalmente, a maior incidência de hipertensão e diabetes, consequências de hábitos de vida incorretos (má alimentação, ingestão de bebida alcoólica e cigarro, por exemplo).

Atualmente, qualquer paciente que tenha perdido a função renal tem três métodos de tratamento, que substituem as funções do rim. São eles: a diálise peritoneal, a hemodiálise e o transplante renal.

A diálise é um procedimento artificial que retira todas as substâncias indesejáveis acumuladas pela insuficiência renal crônica. É chamada de peritoneal, quando aproveita a membrana peritoneal, que reveste toda a cavidade abdominal, para filtrar o sangue.


E ganha o nome de hemodiálise, quando se usa uma membrana dialisadora para fazer o mesmo processo. Ou seja, a hemodiálise é um tipo de diálise.

Na diálise peritoneal é introduzido um catéter dentro do abdômen e, através dele, passa uma solução aquosa que permanece por um período até que se realize a filtração, como se fosse o rim. São aquelas bolsas plásticas que alguns pacientes têm penduradas na cintura.

Já na hemodiálise, o paciente tem de fazer uma cirurgia. Os médicos constroem uma fístula - ligação entre uma veia do braço e uma artéria - para aumentar o fluxo de sangue. Em cada sessão, o sangue é retirado pela fístula, passa por um cilindro cheio de capilares para que seja filtrado e, em seguida, volta para o organismo.

Enquanto a diálise peritoneal pode ser feita em casa ou no local de trabalho, já que o processo de troca é feito pelo próprio paciente ou outra pessoa, a hemodiálise deve ser feita em hospitais ou clínicas, por depender da máquina que serve como filtro.

Pacientes que fazem hemodiálise se submetem ao tratamento três vezes por semana, em sessões de três a quatro horas, em média.

Quem decide se será feita diálise ou hemodiálise é o médico, junto com o paciente e sua família, de acordo com as condições de saúde e estilo de vida do paciente.

É importante lembrar que, se a doença renal for diagnosticada precocemente, é possível evitar a evolução para a forma mais grave, aquela em que é necessário tratamento por meio de diálise e transplante de rim.

Exames de urina e creatinina devem ser feitos com frequência, principalmente para quem pertence a grupos de risco, como hipertensos, diabéticos e pessoas com mais de 50 anos.

Continue lendo…

domingo, 8 de março de 2009

Menopausa?


Não é o inferno, mas chega bem próximo disso, pelo menos no que diz respeito ao calor. Brincadeiras à parte, este é um período vivido pelas mulheres, por volta dos 50 anos, e que provoca alterações físicas e psicológicas.

Atualmente, existem diversos tratamentos que minimizam os efeitos desagradáveis da menopausa, por meio de terapias hormonais. Entretanto, um estudo recente revelou que as terapias que combinam estrogênio e progesterona, por pelo menos cinco anos, fazem com que o risco de sofrer câncer de mama seja multiplicado por dois.

A menopausa é a parada do funcionamento dos ovários, ou seja, quando a mulher deixa de menstruar. A palavra tem origem grega e quer dizer "pausa da menstruação". Apesar de ser mais comum ocorrer em mulheres a partir de 50 anos, há casos em que o processo é adiantado ou atrasado.

Os tratamentos para menopausa têm como objetivo diminuir, ou mesmo excluir, os sintomas mais comuns, como calores repentinos, secura vaginal, alteração do humor, diminuição da libido, entre outros.

Se bem que, para muitos especialistas, a redução do desejo sexual é muito mais uma questão cultural do que propriamente uma consequência da menopausa. Além disso, a falta de libido pode estar associada ao consumo de alguns medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos.


Mas não pense que a mulher, a partir dos 50 anos, está fadada a viver na menopausa até o fim de seus dias. Aliás, as alterações também não acontecem do dia para a noite; há um período de transição.

Este tempo, que corresponde ao antes, durante e depois da menopausa ganha o nome de climatério, que significa "fase crítica". De acordo com médicos, é no período que antecede a menopausa que acontecem as mudanças mais complicadas, na qual há picos de alta e de quase escassez da produção de estrogênio. Esse desequilíbrio produz alterações que afetam física e emocionalmente as mulheres.

Só um médico pode avaliar a necessidade de um tratamento de reposição hormonal, porque, assim como os sintomas variam em cada mulher, o corpo de cada uma reage de forma diferente aos medicamentos. O que foi bom para a sua vizinha, nem sempre pode funcionar com você.

Continue lendo…

sábado, 7 de março de 2009

Excomunhão?


Esta semana, o caso da menina de nove anos que estava grávida de gêmeos ganhou repercussão ainda maior depois que foi realizado o aborto.

O suspeito de ter violentado a menina é o padrasto, de 23 anos, que já está preso. O homem mantinha relações sexuais com a criança há cerca de três anos.

A gravidez foi interrompida porque os médicos consideraram que havia risco de morte para a menina. O aborto foi realizado com base na legislação brasileira, que permite a cirurgia em casos específicos, como este.

A reação da Igreja Católica foi imediata: a mãe da garota e os médicos que participaram do aborto foram excomungados. Já o padrasto da menina, que confessou à polícia que abusava da garota e da irmã mais velha, de 14 anos e com deficiência mental, não recebeu a excomunhão.

Para a igreja, o aborto é um crime mais grave que o estupro.

De acordo com o direito canônico, a excomunhão é a penalidade máxima que a Igreja Católica pode aplicar. Na prática, significa excluir um indivíduo da religião. Entre os castigos a que são submetidos os excomungados está o impedimento de receber os sacramentos, como batismo, eucaristia, crisma e casamento.

Do ponto de vista espiritual, a igreja afirma que o excomungado, quando morrer, não vai para o céu, apesar de não dizer que ele vai para o inferno. (hã?)


Além do aborto, vários outros casos são passíveis de excomunhão, entre eles a agressão física contra o Pontífice, a violação do segredo da confissão e a apostasia, ou seja, a negação da fé.

Resta saber se a Igreja Católica vai esperar 500 anos para se arrepender e pedir perdão por atitudes extremas, como fez com os índios, admitindo que cometeu abusos quando tentou catequizá-los no período colonial.

Continue lendo…

terça-feira, 3 de março de 2009

Melamina?


Não bastassem os produtos de qualidade duvidosa fabricados na China, o país foi envolvido em um escândalo depois de milhares de pessoas passarem mal por ingerir leite adulterado.

Mais de 300 mil pessoas foram afetadas com leite contaminado e pelo menos seis bebês morreram vítimas de intoxicação. O consumo do leite provocou, em muitas crianças, infecção urinária e o surgimento de pedras nos rins, o que não é comum na infância.

Pouco mais de seis meses após o escândalo do leite, a China investiga, agora, a produção de ovos falsos. Mais baratos que os ovos de galinha verdadeiros, eles têm, no lugar da proteína, metais e componentes sintéticos.

A gema é colorida artificialmente e a casca é feita à base de carbonato de cálcio. Há, inclusive, empresas que dão curso ensinando como produzir ovos falsos.

Voltando ao caso do leite contaminado, no começo deste ano a Justiça chinesa condenou vários acusados de comandar o esquema de adulteração à prisão perpétua e três deles à pena de morte.

A melamina é um produto químico utilizado na fabricação de plástico e materiais antichama. Na China, a substância foi misturada ao leite em pó para falsificar o controle de qualidade, e assim fazer com que o produto parecesse rico em proteínas.


Em menos de dois meses, a companhia agrária Sanlu - principal responsável pela adulteração do leite - envasou e vendeu mais de 813 mil toneladas de leite contaminado. O produto foi exportado para o mundo todo e os casos de contaminação foram registrados em vários países, principalmente na Europa, Ásia e Oceania.

A Associação da indústria Leiteira Chinesa prometeu indenizações às famílias afetadas pela contaminação do leite, como forma de amenizar o sofrimento e ganhar o seu perdão (sem comentários!)

Memória

Não se pode esquecer que há pouco tempo - em 2007 - o Brasil também esteve envolvido em esquema de adulteração de leite. Aqui foi acrescentada soda cáustica e água oxigenada ao leite UHT, para disfarçar a adição de água.

Isso porque a água misturada à substâncias como a soda cáustica gera um pH que altera os resultados de exames de crioscopia, feito para verificar se o leite contém água.

Estes são apenas alguns exemplos de fraudes que vem à tona, denunciados por alguém que não entrou no esquema da bandidagem; ou como no caso chinês, em que crianças tiveram que morrer para que a sociedade fosse alertada. Agora imagine quanta falcatrua acontece nos bastidores de indústrias e empresas sem que se tenha conhecimento.

Continue lendo…

domingo, 1 de março de 2009

Guacamole?


O nome não é lá muito atrativo, mas é sempre bom descobrir os benefícios de um alimento para a saúde, além de apenas satisfazer o paladar, é claro.

O guacamole é uma comida típica da cozinha mexicana, feita à base de abacate e outros temperos.

O que poucos sabem é que a iguaria ajuda a controlar o colesterol, melhorar o sistema circulatório e a pele. Por ser rico em ácido fólico é bastante eficiente no combate à anemia e doenças cardiovasculares.

Durante a gravidez, a ingestão de ácido fólico previne a má-formação do bebê.

Além disso, o abacate é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajuda a reduzir o colesterol ruim, e antioxidantes, que impedem a ação dos radicais livres, adiando o envelhecimento.


A palavra guacamole vem da língua asteca "náuatle", na qual ahuacatl deu origem à palavra aguacate, em espanhol (abacate em português); e molli quer dizer mistura, molho. A fusão resultou em guacamole: mistura de abacate.

Agora, já sabendo das vantagens do guacamole, resta experimentar o sabor deste que pode ser um acompanhamento para saladas e aperitivos. Ele pode ser servido com tortilla ou salgadinhos de milho (Doritos) e cada 100g tem, em média, 170 Kcal.

Receita:

Ingredientes
1 abacate médio;
3 colheres sopa de azeite de oliva;
2 tomates médios sem sementes;
1 pimenta de sua preferência;
1/2 maço de coentro;
1 cebola média picada;
suco de 1 limão médio;
sal à gosto.

Modo de Preparo
Pique os tomates em cubos bem pequenos. Abra a pimenta ao meio, tire as sementes, e pique em pedacinhos. Pique as folhas de coentro bem finas e reserve.

Descasque o abacate, retire o caroço e coloque a polpa num recipiente. Amasse com um garfo e regue com o suco de limão. Adicione o tomate, a pimenta, o coentro, a cebola, o azeite de oliva e o sal. Misture. Sirva em seguida, logo depois de pronto, para evitar que o abacate escureça e fique amargo.

Se não for servir imediatamente, conserve o guacamole na geladeira junto com o caroço do abacate, que deve ser lavado e seco. Bom apetite.

Continue lendo…

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Insulina?


Quem tem diabetes e depende de injeções constantes de insulina sabe o quanto é difícil a rotina de tratamento da doença e, ao mesmo tempo, quão importante é o medicamento para uma vida melhor.

Uma boa notícia para quem faz uso da insulina é que, depois de dez anos, o Brasil vai voltar a produzir o medicamento. Isso porque, atualmente, apenas a Alemanha, a Dinamarca e os Estados Unidos produzem insulina no mundo todo.

A nova fábrica deve ser aberta ainda este ano e a produção do medicamento deve começar em 2011. A expectativa é que sejam produzidos 800 kg do produto anualmente, o que é suficiente para atender a demanda nacional e, ainda, permite exportar para outros países.

Entre os benefícios da fabricação em terras brasileiras estão a redução dos custos, garantindo um preço menor aos pacientes, além do fim da dependência de tecnologia importada.


A insulina é o hormônio utilizado para reduzir os níveis de açúcar no sangue. Normalmente ela é produzida pelo pâncreas, mas, quando isso não acontece, é preciso fornecê-la artificialmente, ou seja, por meio de injeções. Pessoas que apresentam essa disfunção sofrem de diabetes.

Por ser uma proteína, a insulina não pode ser tomada como qualquer outro medicamento. Ela deve ser injetada para que os sucos digestivos não a destruam.



Continue lendo…

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bioplastia?


Já ouviu a expressão "descansar trabalhando"? É o que faz a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em Pernambuco. Enquanto desfruta do carnaval em meio aos foliões, aproveita para antecipar a campanha presidencial de 2010.

Ela visita o comércio da região, passeia pelas ruas, carrega criancinhas no colo, tira fotos, enfim, faz tudo aquilo que se espera de um político em campanha.

E, agora, Dilma exibe o novo visual, resultado de uma bioplastia realizada em Porto Alegre. A ministra, que tem 61 anos, passou pelo procedimento no fim do ano passado e se diz contente com os elogios que tem recebido.

A bioplastia é um procedimento semelhante a uma cirurgia plástica, porém menos invasivo. É bastante utilizado para amenizar rugas, aumentar o bumbum, o queixo, realçar as maçãs do rosto e até aumentar o pênis.


Com uma seringa, o médico injeta um produto derivado do plástico - o polimetilmetacrilato - mais conhecido como PMMA. O material é constituído de microesferas de acrílico dispersas em um gel. As esferas de acrílico são permanentes, enquanto o gel é absorvido com o tempo. O tratamento é simples e o paciente volta para casa no mesmo dia.

O PMMA é liberado pela Anvisa, porém com algumas restrições, afinal o produto permanece para sempre no organismo. A substância deve ser aplicada em regiões específicas e em pequenas quantidades.

Especialistas apontam as vantagens da bioplastia e também os riscos da técnica. Tanto a forma quanto o volume do local onde o produto é aplicado permanecem os mesmos com o passar do tempo.

O tratamento é mais barato que uma cirurgia plástica e, se for necessário, pode ser aplicada mais quantidade no mesmo local.

Em contrapartida, se a injeção atingir um vaso sanguíneo, pode causar embolia, ou seja, a obstrução do vaso. Outra desvantagem é o fato de a aplicação ser irreversível; isso quer dizer que o paciente não tem como desistir do procedimento. Se pra ganhar alguns votos é preciso ficar mais bonita, qual o problema, não é mesmo, Dilma?

Continue lendo…

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lúpus?


Uma vida aparentemente normal, um bom emprego e, de repente, uma reviravolta. A advogada Paula Oliveira virou manchete dos noticiários ao afirmar ter sido atacada por neo-nazistas e, em consequência disso, perdido os bebês que supostamente estaria esperando.

Em menos de uma semana a polícia da Suíça, onde vive a brasileira, desmentiu a jovem afirmando que ela não estava grávida e, além disso, teria feito cortes no próprio corpo.

As declarações surpreenderam a todos, inclusive os profissionais da imprensa, e deixou uma interrogação no ar: o que teria levado a brasileira a tamanho absurdo?

Agora, o pai de Paula e seu advogado tentam encontrar meios de defendê-la, e devem usar como atenuante o fato de ela sofrer de lúpus.

O lúpus eritematoso sistêmico, ou simplesmente lúpus, é uma doença inflamatória de causa desconhecida, que provoca a produção de anticorpos que atacam os tecidos do próprio organismo.


A doença, que atinge principalmente mulheres, pode afetar a pele, o cérebro, os rins e o sistema cardiovascular. Entre os sintomas estão o cansaço, perda de peso, lesões na pele, queda de cabelo, entre outros.

O diagnóstico é feito a partir da investigação dos sintomas associados a exames clínicos. Também é feita uma pesquisa de anticorpos, tanto para o diagnóstico quanto para o acompanhamento da doença.

Além disso, os medicamentos de controle do lúpus, que não tem cura, podem reduzir a fertilidade feminina.

É possível, segundo especialistas, que haja distúrbios neurológicos, convulsões e alucinações, inclusive com a perda de contato com a realidade. E é nessa tese que a defesa de Paula deve se sustentar.

Continue lendo…