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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Serpro?


Para ter conexão à Internet, seja discada ou banda larga, o consumidor paga uma taxa mensal à uma determinada operadora, dentre as várias que oferecem o serviço. Quem regulamenta e autoriza a prestação desse serviço é a Anatel, por meio de uma licença.

No caso de ministérios, autarquias e órgãos públicos federais, a conexão à Internet é feita pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Desde 2006, o Serpro administra uma rede de fibra ótica, chamada Infovia Brasília.

Entretanto, de acordo com a Anatel, o serviço prestado pelo Serpro é clandestino, porque o órgão não tem licença desde 2007, quando pediu cancelamento.

O Serpro é uma empresa pública, ligada ao Ministério da Fazenda, cujo principal objetivo é modernizar e agilizar os serviços do setor público, por meio de programas e serviços que permitem maior controle e transparência sobre a receita e os gastos públicos.


Em 44 anos de existência, destacam-se várias soluções desenvolvidas pelo órgão, como a declaração do Imposto de Renda via Internet (ReceitaNet), a nova Carteira Nacional de Habilitação e o novo Passaporte Brasileiro.

Enquanto milhões de brasileiros aguardam a tão falada inclusão digital, afinal muita gente ainda continua de fora desse processo, o governo dá o mau exemplo se conectando à rede clandestinamente.

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segunda-feira, 23 de março de 2009

ABS?


Que as decisões do governo federal são controversas e, muitas vezes, equivocadas ninguém duvida. O problema é que, em alguns casos, as medidas deixam de ser somente engraçadas e passam a ser preocupantes.

Ainda este ano todos o carros fabricados no país deverão ter um sistema antifurto, além de rastreador. É evidente que estes itens de segurança são importantes para proprietários de veículos, mas e o que dizer, por exemplo, da cadeirinha infantil? O seu uso só será obrigatório a partir do ano que vem.

Mais estranho ainda é o fato de exigirem, somente a partir de 2014, que os carros saiam de fábrica com airbag duplo e freios ABS. Estes itens não seriam mais relevantes no que diz respeito à segurança?

Outro detalhe: a lei que torna o airbag obrigatório já foi sancionada pelo presidente, enquanto a do ABS ainda será discutida. De acordo com especialistas, o freio seria mais importante do que o airbag, porque ele age na prevenção do acidente. E olha que nem é preciso ser especialista pra saber isso.


A sigla ABS, do inglês Anti-lock Braking System, significa Sistema de Freios Antitravamento. Apesar do nome complicado, o ABS tem uma função simples e extremamente eficaz: ele evita o travamento das rodas, em caso de freada brusca.

Em uma situação de emergência, a reação instintiva de quem está ao volante é pisar no freio com toda força, o que, em um carro sem ABS, poderia fazer com que as rodas travassem e o motorista perdesse o controle da direção.

O que o ABS faz é reproduzir a reação de um motorista pisando no freio várias vezes, tentando evitar o travamento das rodas. Só que o ABS realiza esse trabalho muito mais rápido, com maior eficiência e com a diferença de que o motorista mantém o pé no freio o tempo todo.

Com todas essas mudanças - sistema antifurto, rastreador, airbag duplo e freios ABS - há alguma dúvida de que o valor dos automóveis vai aumentar? Somente o ABS custa, atualmente, cerca de R$ 3 mil e, mesmo assim, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) garante que as montadoras terão de fazer mágica, ou seja, incluir os equipamentos sem elevar o preço. Alguém acredita?

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sexta-feira, 13 de março de 2009

Ponto eletrônico?


O ponto em questão não é aquele usado em programas de televisão, com o qual o diretor se comunica com o apresentador, mas aquele a que quase todos os trabalhadores estão acostumados no dia-a-dia.

Sim, o livro ou folha ponto que muitos assinam quando chegam e saem do serviço, para comprovar que estiveram ali durante o período de trabalho.

Pois é, o ponto, eletrônico neste caso, entrou na roda de discussões em Brasília essa semana, depois de uma reportagem denunciar que, em janeiro, servidores públicos do Senado receberam horas extras, mesmo estando em recesso parlamentar.

Foram pagos R$ 6,2 milhões em horas extras para 3.883 funcionários no mês em que não houve qualquer sessão ou reunião na Casa.

Depois de toda a repercussão, o presidente do Senado, José Sarney, decidiu que a Casa deve adotar o ponto eletrônico (como se isso resolvesse alguma coisa).


Com a medida, o governo espera fiscalizar o pagamento de horas extras aos servidores, além, é claro, de controlar horários e faltas. Os funcionários do Tribunal de Contas da União (TCU) já utilizam o sistema, por meio de crachá que indica horários de entrada e saída no edifício.

Atualmente, não há como comprovar se os servidores fizeram ou não hora extra. A própria Advocacia Geral do Senado reconheceu que não tem mecanismos para isso. A sociedade tomou conhecimento da prática só agora, com a reportagem da Folha de São Paulo, mas imagine há quanto tempo isso vem sendo feito.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nano?


Nem adianta ficar muito animado porque, pelo menos por enquanto, ele não vem para o Brasil; e pode ser que não venha nunca.

Trata-se do Nano, o carro mais barato do mundo, fabricado pelo grupo indiano Tata Motors e que será lançado oficialmente no dia 23 de março, em Mumbai - ou Bombaim, como queiram -, na Índia.

Antes mesmo de seu lançamento, já ganhou status de 'carro do povo' e deve ser vendido a pouco mais de US$ 2 mil, ou cerca de R$ 4,8 mil.

Quando se diz que o Nano talvez nunca venha para o Brasil, afirma-se isso por dois motivos principais: a alta carga tributária, que inviabiliza a fabricação de um carro como este, e o nível de exigência do consumidor brasileiro, que ainda não se rendeu aos encantos de um 'supercompacto'.


O grupo indiano Tata foi fundado em 1868 e é formado por 93 empresas, que atuam em sete áreas de negócio: sistemas de comunicação, engenharia, materiais, serviços, energia, produtos químicos e para consumo.

Seus produtos e serviços, que são exportados para 140 países, vão desde chá e temperos, até softwares e redes de hotéis.

Dimensões
De qualquer maneira, os indianos vão desfrutar do pequeno Nano a partir de abril, a uma velocidade aproximada de 70 km/h. É o que o pequeno motor, de 624 cm³ de cilindrada (o mesmo que uma moto) deve aguentar sem sobressaltos, apesar de o carrinho atingir a marca de 120 km/h.

Por incrível que pareça, o Nano tem quatro portas em menos de três metros de comprimento. O modelo popular não possui acessórios, como rádio, nem opcionais, como direção hidráulica, vidros elétricos e ar-condicionado.

Até agora, a curiosidade e/ou interesse do público tem provocado reações surpreendentes. O site do grupo Tata registrou mais de 30 milhões de acessos no ano passado, além da criação de mais de seis mil grupos e comunidades de interesse do carro na internet.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Insulina?


Quem tem diabetes e depende de injeções constantes de insulina sabe o quanto é difícil a rotina de tratamento da doença e, ao mesmo tempo, quão importante é o medicamento para uma vida melhor.

Uma boa notícia para quem faz uso da insulina é que, depois de dez anos, o Brasil vai voltar a produzir o medicamento. Isso porque, atualmente, apenas a Alemanha, a Dinamarca e os Estados Unidos produzem insulina no mundo todo.

A nova fábrica deve ser aberta ainda este ano e a produção do medicamento deve começar em 2011. A expectativa é que sejam produzidos 800 kg do produto anualmente, o que é suficiente para atender a demanda nacional e, ainda, permite exportar para outros países.

Entre os benefícios da fabricação em terras brasileiras estão a redução dos custos, garantindo um preço menor aos pacientes, além do fim da dependência de tecnologia importada.


A insulina é o hormônio utilizado para reduzir os níveis de açúcar no sangue. Normalmente ela é produzida pelo pâncreas, mas, quando isso não acontece, é preciso fornecê-la artificialmente, ou seja, por meio de injeções. Pessoas que apresentam essa disfunção sofrem de diabetes.

Por ser uma proteína, a insulina não pode ser tomada como qualquer outro medicamento. Ela deve ser injetada para que os sucos digestivos não a destruam.



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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Terapia gênica?


O avanço da medicina está chegando cada vez mais próximo, senão da cura total, pelo menos do tratamento eficaz de doenças agressivas, como a Aids.

O tratamento antirretroviral - com o coquetel antiAids - já existe, mas ainda provoca uma série de efeitos colaterais nos pacientes.

Um estudo realizado recentemente mostra que a terapia gênica pode ser uma esperança no tratamento da Aids. Apesar de bastante modestos, os resultados mostraram uma pequena melhora nos pacientes tratados com a terapia.

Não houve redução da carga viral, mas também não causou efeitos adversos, diferentemente dos antirretrovirais.

A terapia gênica trata o paciente transferindo material genético funcional para células com genes defeituosos, com o objetivo de substituir os genes causadores de doenças.


De maneira mais simples, é trocar um gene doente por um saudável, como forma de tratar doenças graves; não somente a Aids, mas também diversos tipos de câncer e doenças cardiovasculares.

Enquanto uma vacina não é desenvolvida para curar a Aids, a terapia gênica pode ser o caminho para tentar minimizar o sofrimento dos pacientes.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Bolsa geladeira?


Para você que achou que já sabia tudo sobre Bolsa Família, ProUni, Brasil Alfabetizado, enfim todos os "programas sociais" do governo Lula, aí vai mais um: o Bolsa Geladeira.

Não se trata de nenhuma piada, pelo menos não no sentido literal da palavra. O projeto prevê a troca de geladeiras velhas por novas e uma série de benefícios, que merecem ser elencados.

O primeiro, e mais óbvio, pelo menos para você consumidor que vive em um mundo capitalista, é diminuir o consumo de energia elétrica e, consequentemente, a sua conta de luz.

Depois, acabar com o problema de emissão de gás CFC (clorofluorcarbono) que os equipamentos antigos apresentam. A camada de ozônio e as futuras gerações agradecem.

E, por último, vejam vocês, estimular o setor de eletrodomésticos, prejudicado pela crise financeira. Sem comentários. Mas o pior ainda está por vir. Trocar a geladeira é ótimo, dá um up-grade na cozinha, maravilha; mas com que dinheiro?


Calma, tudo está sendo meticulosamente planejado para o segundo semestre. Até lá, a manipulação terá sido muito bem elaborada.

O governo explica o seguinte: trocando a geladeira antiga, automaticamente sua conta de luz será reduzida. Com este valor que você economiza é perfeitamente possível pagar a prestação da nova geladeira.

Aí você se pergunta: por que eu não pensei nisso antes? Geladeira nova, meio ambiente livre da poluição, aquecimento da economia, enfim, tudo perfeito. Esse governo é mesmo uma mãe.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

GPS?


Facilitar o trabalho é o lema da vida moderna, seja em casa, no emprego ou na escola. A rotina corrida de todos os dias obriga as pessoas a escolher maneiras mais rápidas e simples de resolver problemas.

Para um almoço mais rápido, comida congelada e micro-ondas; para a distância e saudade, Internet e webcam; para reuniões de trabalho, videoconferência. Estes são só alguns exemplos que podem ajudar a racionalizar o tempo, dando chance de aproveitar melhor horários livres.

Assim também faz o Sistema de Posicionamento Global, da sigla em inglês Global Positioning System ou, como é mais conhecido, GPS. Nada pior do que ter a sensação de estar sempre perdido, sem saber pra onde ir.


Ou, ainda, pedir informação, se perder, chegar atrasado, e tudo por não saber se localizar. Mas, para alívio de quem se sente assim, o aparelho de GPS tem sido a salvação.

Instalados em carros, celulares ou mesmo como acessório independente, o GPS chegou aos locais mais distantes. Cablocos da Amazônia estão mapeando áreas para conter o avanço do desmatamento e outros abusos, comuns nessas regiões.

Tudo funciona por uma rede de satélites que informa a exata localização em qualquer parte do planeta. A partir daí, é o fim dos desencontros, atrasos e consequente perda de tempo.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

GNV?


É cada vez maior o número de carros circulando nas ruas, seja nas grandes ou pequenas cidades. Facilidade de financiamento, redução de IPI, e mesmo o desejo de realizar um sonho podem ajudar a explicar o fenômeno.

Novo ou usado, à gasolina ou álcool, o fato é que brasileiro tem verdadeira paixão por carros. E, mais recentemente, descobriu uma maneira de diminuir os gastos, sem ter que abrir mão de dirigir.

Primeiro foram as frotas de ônibus, veículos de carga e táxis; depois foi a vez dos carros particulares usarem o Gás Natural Veicular (GNV) como principal fonte de combustível.

No início, a conversão era cara e os postos que forneciam o gás, escassos. Mas, com o tempo, tornou-se vantajoso optar pelo novo combustível, cuja economia pode ultrapassar 60%.


Tudo depende, é claro, de como se comporta a economia mundial, afinal o preço do GNV está diretamente ligado à variação do barril do petróleo.

Em 2008, o metro cúbico do gás passou de R$ 1,70, ficando mais caro que o álcool na média nacional. A perspectiva é que os preços estabilizem este ano e é possível, inclusive, haver queda.

O GNV é um combustível distribuído na forma gasosa e armazenado em um cilindro que, geralmente, é colocado no porta-malas do automóvel.

O gás natural pode ser obtido diretamente na natureza juntamente com o petróleo, como subproduto do processo de refino ou ainda de biodigestores, num processo de decomposição de material orgânico.

Em comparação com a gasolina, tem as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos reduzidas porque sua queima é mais completa.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

UCA?


Não tem mais jeito, estamos na era digital. Celulares, computadores, câmeras digitais, enfim, uma infinidade de produtos que facilitam a nossa vida.

Mas espere um momento: estamos quem? Para quem lê esse post pode até parecer normal falar em novas tecnologias, internet e outras mídias, mas muita gente (muita mesmo) nem faz idéia do que isso significa.

Mesmo assim, o Ministério da Educação (MEC) realizou, ontem, um pregão eletrônico para a compra de notebooks populares.

A medida faz parte do programa Um Computador por Aluno (UCA) do MEC, que tem como objetivo informatizar o ensino público no Brasil.

O MEC acredita que, se cada estudante tiver seu próprio laptop, a aprendizagem acontece de modo mais completo, porque além da mobilidade, ele estará imerso na cultura digital.

Em 2007 cinco escolas participaram de um projeto piloto em São Paulo, Porto Alegre, Palmas, Piraí e Brasília.

Dessa vez, são 150 mil equipamentos, no valor de R$ 553 cada um, que serão distribuídos em escolas públicas do país.


No valor estão incluídos os serviços de entrega nas escolas, imposto, garantia, manutenção e configuração.

A empresa que venceu o pregão é a Encore e o modelo escolhido é o Mobilis. O notebook deve ter, entre outras coisas, no mínimo 512 MB de memória, tela LCD a partir de sete polegadas, duas portas USB e teclado protegido contra derramamento de líquidos.

No ano passado o governo cancelou uma licitação de compra de notebooks por considerar alto demais o valor das máquinas.

Com tanta tecnologia à disposição dos menos favorecidos, resta saber se os professores vão ensinar os alunos a fazer um download de um prato de comida. Em muitos casos, esta é a necessidade mais imediata de que muitos precisam.

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domingo, 23 de novembro de 2008

Zeebo?


Os tempos mudaram e os brinquedos também. Se na sua época a sensação era o último lançamento da Caloi, e você se divertia na rua junto com os amigos, saiba que você está ultrapassado, velho, out.

Crianças hoje querem videogame, e quanto mais moderno melhor. E não só elas. Adolescentes e adultos também ficam horas em frente ao brinquedinho, em disputas emocionantes ou tentando descobrir os segredos da próxima fase.

Entre tantas opções que o mercado de games oferece, a empresa brasileira Tectoy apresenta o seu mais novo lançamento: o Zeebo. Ao contrário de outros videogames, o Zeebo não tem cartuchos ou DVDs, ou seja, todos os jogos são armazenados na memória. Eles podem ser obtidos por meio de download e deverão custar entre R$ 10 e R$ 30.

O usuário não vai precisar ter um modem especial, nem ter acesso à banda larga ou pagar mensalidade. Ao ligar o aparelho na TV ele se conectará automaticamente à rede wireless ZeeboNet 3G, totalmente gratuita e disponível onde há cobertura 3G (aqui no Brasil, com a tecnologia da Claro).


A idéia dos criadores é tentar combater a pirataria, oferecendo jogos que não podem ser gravados ou transferidos para outros equipamentos. Na memória já estarão inclusos seis jogos, todos em português.

O videogame vai ser produzido na fábrica da Tectoy em Manaus e, a partir daí, oferecido para licenciamento em outros países, principalmente nos mercados emergentes.

O fabricante afirma que o Zeebo é voltado a um público de menor poder aquisitivo, que não tem acesso aos videogames mais caros. No entanto, o preço sugerido (em torno de R$ 600) não favorece o consumidor, afinal existem consoles semelhantes pelo mesmo valor. A previsão é que o Zeebo comece a ser vendido no Brasil até julho do ano que vem.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

EaD?


É cada vez maior o número de pessoas que ingressam no Ensino Superior, visto a quantidade de faculdades espalhadas pelo país, além das facilidades que elas oferecem aos estudantes.

Cursos com menor duração, vestibular agendado e tele-aulas são apenas alguns recursos que têm atraído alunos.

A Educação a Distância (EaD) é a modalidade educacional em que as aulas são ministradas com o auxílio da tecnologia, ou seja, em que alunos e professores estão separados fisicamente, mas conectados de alguma forma.

Pode ser via Internet, televisão, vídeo, enfim, qualquer meio capaz de tornar possível a transmissão de informações.


A eficácia deste tipo de método é colocada em xeque por especialistas, professores e até mesmo alunos. Defensores de um lado, críticos de outro e o Ministério da Educação (MEC) no meio da polêmica.

As instituições que oferecem a EaD devem ser credenciados pelo MEC e, assim como as universidades e faculdades presenciais, são avaliadas e devem seguir regras, estabelecidas no Decreto 5.622, de 2005.

E é por causa deste controle que, esta semana, o MEC divulgou uma lista de 1.279 pólos de EaD que serão desativados. Os pólos fechados pertencem à Universidade Estadual de Tocantins (Unitins), em parceria com a Faculdade Educacional da Lapa e com o sistema Eadcon. Ao todo, cerca de 60 mil alunos estudam nestes locais.

O fechamento faz parte de um processo de vistoria da qualidade dos pólos de EaD. O próximo passo do MEC é avaliar mais quatro pólos e diagnosticar a qualidade de ensino que oferecem. Com essa medida, outras instituições correm risco de fechar.

Antes de optar por um curso a distância é importante verificar a instituição escolhida, sua idoneidade e reputação, assim como a dos professores e coordenadores; conferir se existe o credenciamento e autorização junto ao MEC; e conversar com ex-alunos e atuais para que não haja nenhuma surpresa desagradável.

Aqui você confere as instituições credenciadas pelo MEC, que oferecem cursos de graduação a distância.

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

ANP?


Já falamos aqui sobre a Opep, royalties, enfim, assuntos ligados ao ouro negro, sim, o petróleo. É verdade que a crise mundial tem abalado a cotação do barril, fazendo, inclusive, com que haja corte na produção para o próximo ano.

O Brasil, entretanto, que não faz parte da organização, promete aumento na produção. E os investimentos não páram por aí. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) acaba de anunciar, para os próximos cinco anos, a destinação de R$ 1 bilhão para novos estudos geológicos nas bacias terrestres do país.

A intenção é perfurar poços para conhecer as áreas com potencial de exploração de petróleo no Brasil. A agência, que até então só regulava o setor petrolífero, resolveu apostar nas perfurações terrestres.


Isso acontece porque atualmente a maior parte do petróleo extraído no Brasil (80%) é de jazidas marinhas. A ANP quer aumentar o interesse das petrolíferas pelas áreas terrestres no país. Os primeiros poços a serem perfurados estão próximos à bacia do Parnaíba, no Piauí, e em São Luiz, no Maranhão.

História

A ANP existe há dez anos e é o órgão que regula as atividades que integram a indústria do petróleo e gás natural e a dos biocombustíveis. O que isso significa:

Regular - estabelecer regras por meio de portarias, instruções normativas e resoluções;

Contratar - promover licitações e celebrar contratos em nome da União com os concessionários em atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural;

Fiscalizar - tomar conta das atividades das indústrias reguladas, diretamente ou mediante convênios com outros órgãos públicos.

Entre as responsabilidades da ANP estão a promoção de estudos geológicos, a realização de licitações de áreas de exploração, a autorização e fiscalização de atividades de refino, processamento, transporte, importação e exportação de petróleo e gás natural.

Além disso, a ANP calcula os royalties a serem pagos a municípios, estados e à União. E que cálculos.

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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Inpe?


Desmatamento da Amazônia cai em setembro. Este é o tipo de manchete que preocupa. Por um lado nos faz acreditar em avanços no que diz respeito à fiscalização e combate ao desmatamento (dúvidas, muitas dúvidas).

Em contrapartida, soa falso, dá impressão de discurso governista. Pior que isso, passa a idéia de que as coisas estão melhorando, mas, definitivamente, não estão.

A enorme queda a que se referem é de 169 quilômetros quadrados. O desmatamento, que em agosto foi de 756 km², caiu para 587 km², área equivalente a praticamente um terço da cidade de São Paulo.

Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) com base em números do sistema de detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter).


Criado em 1961, ainda com o nome de Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais, o Inpe tem como objetivo executar estudos e pesquisas científicas nos campos da Ciência Espacial e da Atmosfera, da Meteorologia, Engenharia e Tecnologia Espacial.

Na prática são os lançamentos de balões meteorológicos, montagens e testes de satélites, estudos climáticos, observações astronômicas, entre outros. Além disso, o instituto promove cursos de mestrado e doutorado em diversas áreas como, por exemplo, astrofísica e meteorologia.

Números

Voltando à questão do desmatamento o estado campeão em devastação é o Mato Grosso, que só este ano desflorestou 3.247 km², seguido pelo Pará, com 1.679,7 km², e Roraima, com 469,6 km².

Nos últimos 12 meses a devastação da Amazônia totalizou 8.657 km². Muitas ações devem ser realizadas até que se possa falar em diminuição do desmatamento. A Floresta Amazônica ainda respira com a ajuda de aparelhos.

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domingo, 21 de setembro de 2008

OGM?


Muita gente ainda tem receio quando ouve a palavra "transgênico". A reação é ainda pior quando se fala em Organismos Geneticamente Modificados (OGM), principalmente porque se sabe pouco sobre eles. Não se tem certeza, até o momento, dos benefícios que alimentos produzidos a partir dessas técnicas podem trazer ao ser humano e, o pior, se existem prejuízos à saúde.

Entre brigas e polêmicas, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) aprovou a liberação comercial de mais quatro variedades de OGM no país. Duas de milho, uma de algodão e uma vacina animal. Antes disso, o Brasil havia permitido o plantio de soja, em 1997, de algodão, em 2000 e de milho transgênico, este ano.

Os OGM são organismos manipulados, que possuem alteração no material genético, isto é, em sua seqüência de DNA. Com a modificação ele adquire características de um outro organismo (bactéria ou fungo, por exemplo), tornando-se mais resistente. Tudo isso é possível por meio de técnicas da Engenharia Genética.


Há quem diga que os OGM poderiam contribuir para o aparecimento de alguns tipos de câncer, alergias e, ainda, para o aumento da resistência contra agrotóxicos. Por enquanto são somente suspeitas, mas o fato é que alguns países desenvolvidos, como os da Europa, ainda rejeitam alimentos transgênicos e proíbem plantações, enquanto os Estados Unidos figuram entre os maiores países produtores de OGM.

Já os defensores dos transgênicos argumentam que esses alimentos, ou melhor, as sementes deles são mais resistentes à pragas e insetos, têm melhor adaptação climática e, dependendo da modificação, podem inclusive auxiliar no combate à doenças. O apelo desses produtores mexe também no bolso do consumidor, afinal o preço cai quando há redução dos agrotóxicos e de perdas na lavoura.

História

Os primeiros alimentos transgênicos foram produzidos na década de 1980, nos Estados Unidos e França. Milho, soja e algodão foram a principais culturas testadas, e a resistência a agrotóxicos e insetos eram os principais objetivos dos pesquisadores. Já na década de 1990 mais de 40 países se lançaram na pesquisa de alimentos transgênicos, entre eles o Brasil.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Arrasa-bunkers?


A linha do tempo que traça a história da humanidade é, invariavelmente, marcada por guerras e conflitos. Aliás, são estes confrontos que determinam o fim ou o início de novas eras, novos períodos. E a cada combate surgem armamentos mais sofisticados, modernos e, conseqüentemente, com maior poder de destruição.

Com essa intenção foram criadas as bombas arrasa-bunkers. Os bunkers são instalações subterrâneas, na maioria das vezes militares, que foram construídas para desafiar ataques, sendo difíceis de encontrar e de atacar. Neles funcionam centros de comando, depósitos de munição e laboratórios de pesquisa que têm importância estratégica em uma guerra.

A Força Aérea Americana (USAF, do inglês United States Air Force) vem desenvolvendo várias armas para atacar esses “esconderijos” subterrâneos. As bombas arrasa-bunkers são pequenas, mas penetram profundamente no solo ou atravessam concreto reforçado, e só depois explodem. Capazes de entrar nesses bunkers, elas possibilitaram atingir e destruir instalações que teriam sido impossíveis de se atacar de outra forma.


Existem diferentes tipos de arrasa-bunkers. Um protótipo criado pela Força Aérea Americana, na Guerra do Golfo, tinha como características cerca de 295 kg do explosivo tritonal dentro de um envoltório de aço. O tritonal é uma mistura de 80% de TNT (Trinitrotolueno) e 20 % de pó de alumínio. Na frente foi conectado um equipamento de orientação por laser para direcionar a bomba.


Conhecida como GBU-28 ou BLU-113, a bomba final, tem 5,8 metros de comprimento, 36,8 centímetros de diâmetro e pesa 1.996 kg. Essas bombas têm um tubo extremamente forte, mas estreito se comparado à sua carga, muito pesada.

Em uma missão, os serviços de inteligência ou imagens aéreas de satélite localizam o bunker. A partir daí a bomba é liberada de um avião, para que chegue ainda mais rápido ao alvo. Antigamente a GBU-28 era abrigada dentro de um detonador (FMU-143), para fazer com que ela explodisse somente após a penetração, e não no impacto.

Também já foram realizadas diversas pesquisas com detonadores inteligentes, conhecidos como HTSF, que conseguem detectar o que está acontecendo durante a penetração e explodir no momento correto. Mesmo com a existência dessas bombas, projetistas querem criar arrasa-bunkers que penetrem ainda mais profundamente. É mais fácil do que criar um caminho para a paz.




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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Portabilidade?


Quem nunca teve vontade de mudar de operadora de celular? E o telefone fixo então? Mas aí vinha aquele pensamento: "Já tenho esse número há tanto tempo". A comodidade de ter o mesmo número de telefone era, sem dúvida, um dos principais motivos para permanecer utilizando o serviço.

Isso mesmo, era. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acaba de determinar o início da portabilidade numérica para 1º de setembro. A partir dessa data as empresas de telefonia terão prazo até março do ano que vem para concluir o processo em todo o país.

Com a portabilidade, quem possui um telefone, fixo ou celular, passa a ser dono do número, podendo mudar de operadora sem precisar alterar o número do telefone.


No caso de celulares, a portabilidade vale para locais com o mesmo código DDD, ou seja, o cliente de Curitiba (DDD 41) que vai para cidades da região metropolitana, por exemplo, fica com o mesmo número.

Já no caso dos telefones fixos a portabilidade é válida para a mesma localidade. Isso quer dizer que o cliente pode mudar de endereço, sem ter que mudar o número.

Para fazer a mudança a pessoa deverá ir até a operadora para a qual deseja migrar e, mediante solicitação, terá o contrato com a antiga operadora cancelado. Vai haver a cobrança de uma taxa, cujo valor ainda não foi determinado, mas deve custar menos de R$ 10,00.

Vale lembrar que a portabilidade não será tão fácil quanto parece. Pelo menos não para todos. Usuários que têm planos de fidelidade só poderão fazer a migração depois de pagar multa prevista em contrato.

Esta pode ser uma mudança positiva, no que diz respeito à concorrência. A fragilidade das empresas, que agora se vêem obrigadas a atender as exigências do consumidor, deve estimular a disputa pelos clientes, com redução de tarifas e aumento na qualidade do serviço prestado.

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