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sexta-feira, 10 de abril de 2009

AIE?

As previsões não são nada boas. A projeção para a demanda de petróleo neste ano, que já era baixa, foi reduzida em um milhão de barris diários, isto é, para 83,4 milhões de barris por dia.

A expectativa, diante do cenário mundial de recessão, era de que houvesse crescimento da produção de petróleo, mesmo que muito pequeno. No entanto, já se prevê contração de 1,4% do PIB mundial.

De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE) – entidade que analisa e recomenda sobre as boas práticas para a energia – o mundo não tem feito nada muito relevante para mudar essa situação.


A reunião do G-20, segundo a AIE, com exceção do aumento de recursos para o FMI, apenas reafirma medidas monetárias e fiscais já existentes. Problemas como aumento do desemprego, redução das vendas no comércio e queda na produção industrial, avançam sem solução.

A AIE, cuja sigla em inglês é IEA (International Energy Agency), foi criada durante a crise do petróleo na década de 1970. Naquela época, seu papel principal era coordenar medidas que garantissem o abastecimento de petróleo para o mundo.

Atualmente, a organização possui 28 países membros (o Brasil não faz parte) e trabalha com foco nas políticas de mudanças climáticas, novas tecnologias de energia e colaboração com os grandes consumidores de energia.

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

ZPE?


Eles lutaram pela conquista de benefícios para empresas exportadoras e agora pedem mais tempo para se adequar à lei. Governadores do Nordeste querem que o governo federal estenda o prazo para o cumprimento da lei 11.508, que vence em julho deste ano, para 2010.

A lei trata da regulamentação das atividades das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). Das 17 zonas criadas, apenas quatro estão com a infraestrutura concluída.

As ZPEs são áreas em que empresas têm produção destinada à exportação e recebem incentivo do governo federal, como a suspensão do pagamento de alguns impostos (IPI , Cofins, PIS, Pasep), liberdade cambial (não são obrigadas a converter em reais as divisas obtidas com exportações), além de contar com procedimento aduaneiro simplificado.


O presidente Lula assinou ontem o decreto que complementa a regulamentação das zonas. Ficaram definidos os critérios para instalação de empresas, gestão, procedimentos de fiscalização e vigilância nas ZPEs.

Com essa medida, o governo tem a intenção de equilibrar o desenvolvimento econômico e social de algumas áreas específicas (Norte, Nordeste e parte de Minas Gerais e Espírito Santo) com o restante do país.

Além disso, pretende gerar empregos, atrair investimentos internacionais e aumentar a competitividade das exportações brasileiras. Com relação ao prazo para o cumprimento da lei, que vence em julho, o governo ainda não se manifestou.


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terça-feira, 7 de abril de 2009

Acomplia?


Ele voltou. Depois de alguns meses de suspensão, determinada no Brasil pela Anvisa e nos demais países pela FDA, o Acomplia teve seu uso e comercialização liberados.

O remédio foi vendido por mais de um ano no Brasil até ser proibido em outubro de 2008. A alegação dos órgãos reguladores foi a de que estudos apontaram risco de desenvolvimento de problemas psiquiátricos em pacientes que faziam uso da medicação.

O Acomplia, cujo princípio ativo é o rimonabanto, é um medicamento usado para combater a obesidade, fabricado pelo laboratório francês Sanofi-Aventis. O remédio é indicado para pessoas que, além de serem obesas, apresentam algum fator de risco, como diabetes tipo 2.

Ficou mais conhecida como pílula antibarriga e, mesmo com a proibição da venda, o Acomplia sempre foi encontrado em sites como o MercadoLivre.


O medicamento funciona inibindo o apetite e, com isso, reduz os índices de triglicérides no organismo, melhora o controle das taxas de açúcar no sangue, ajuda a regular o diabetes e aumenta o colesterol bom.

Agora, o Acomplia será comercializado em farmácias, mediante apresentação de receita médica controlada, pelo preço máximo de R$ 225 para a caixa com 28 comprimidos.

Para conseguir emagrecer e evitar reações adversas – como mudança de humor, depressão, náuseas e tonteiras – o paciente deve receber orientação profissional, além de seguir uma dieta balanceada e fazer exercícios físicos. Os que esperavam um processo milagroso vão ter de esperar um pouco mais; a ciência ainda não chegou lá.

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domingo, 5 de abril de 2009

Otan?


Ela é constantemente citada no noticiário internacional, principalmente quando se fala em conflitos. Ontem, em especial, foi lembrada ao completar 60 anos e a aliança, que já possuía 26 membros, ganhou mais dois aliados no aniversário: Albânia e Croácia.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é uma aliança militar constituída em 1949, quando os Estados Unidos e a URSS (União Soviética) viviam o período conhecido como Guerra Fria.

Os Estados Unidos temiam por uma guerra direta contra a URSS e, por isso, criaram a Otan, uma forma de conseguir apoio de aliados. O acordo entre os países membros estabelecia que caso algum deles sofresse qualquer tipo de agressão os outros se sentiriam ofendidos e, com base nessa justificativa, defenderiam o grupo.


Com o fim da URSS, o propósito de defesa coletiva perdeu o sentido e a Otan teve de redefinir seu papel perante o mundo. Agora, a aliança seria a base da política de segurança de toda a Europa e América do Norte.

Nesse contexto, os países membros se reúnem e decidem quais medidas tomar diante de alguma ameaça que, atualmente, responde pelo nome Al-Qaeda. Esta semana ficou definido que mais cinco mil soldados serão mandados para o Afeganistão, como parte da nova estratégia adotada pelo presidente Obama.

A sigla Otan é adaptada do acrônimo, em inglês, NATO, que significa North Atlantic Treaty Organization. Fazem parte da Otan os países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Países Baixos, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal, Reino Unido, Turquia, Hungria, Polônia, República Checa, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia e, desde ontem, Albânia e Croácia.

Atualmente, o maior desafio da Otan é, sem dúvida, a Guerra do Afeganistão, que já dura oito anos. Nesse conflito, milhares de civis e militares foram mortos em vão e, ao que parece, outros milhares vão no mesmo sentido.

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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Repatriação?


“Tentar a vida” é uma expressão muito usada por quem sai do seu país em busca de melhores oportunidades, crescimento profissional, enfim, um futuro melhor. E não são poucos os brasileiros que deixam tudo pra trás em nome desse sonho, abdicando do convívio familiar, dos amigos e da sua cultura.

Para muitos, o sonho acaba antes mesmo de se tornar realidade, ou porque não encontraram aquilo que esperavam, ou porque a concorrência nem sempre é leal; e, para piorar, a famigerada crise financeira mundial afeta o emprego em qualquer parte do mundo.

Os dekasseguis, já citados aqui, continuam enfrentando problemas no Japão, onde o desemprego atinge, principalmente, os setores automotivos e de eletrônicos.

Esta semana, o governo japonês decidiu oferecer dinheiro a brasileiros e peruanos, que lá estão, para voltar a seus países de origem. A oferta, de US$ 3 mil por imigrante – mais US$ 2 mil por dependente – não agradou a todos.

Isso porque, um dos requisitos para receber o benefício é não mais voltar ao Japão, por um período ainda indeterminado. O direito que a ascendência japonesa lhes dá, de viver e trabalhar no país, é perdido. Só poderão voltar ao Japão como turistas, ou com visto de trabalho.


Além disso, o imigrante não pode ter patrimônio no Japão e deve ter entrado no país antes de 31 de março deste ano.

Todas essas condições caracterizam a repatriação, benefício pelo qual o cidadão consegue retornar ao país de origem, com ajuda do governo local. No caso do Japão, somente brasileiros e peruanos, as duas maiores colônias de dekasseguis no país, serão beneficiadas pela medida.

A impressão que se tem, visto a exclusão de outras nacionalidades, é que o governo japonês pretende eliminar o problema antes que ele se torne ainda maior. Enquanto os trabalhadores serviram a seus interesses foram mantidos; agora que engrossam a massa de desempregados, melhor que voltem pra casa.

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terça-feira, 31 de março de 2009

Toxina botulínica?


Se você digitar o termo e fizer uma busca no google, certamente irá encontrar centenas, milhares de informações a respeito deste, que se tornou o método mais rápido e prático de se livrar das indesejáveis rugas.

A novidade é que, de uns tempos pra cá, ele passou a ser utilizado para outros fins, tão ou mais importantes que o original. Alguns pacientes que sofreram derrame cerebral têm recorrido aos benefícios da toxina botulínica, assim como crianças que têm o pé torto ou pessoas que apresentam transpiração excessiva.

Mais recentemente, a Anvisa aprovou a utilização no tratamento de pacientes com incontinência urinária, um mal que acomete, em média, 3 milhões de brasileiros.

Também chamada de Botox, afinal esta é a marca registrada mais famosa, a toxina botulínica é uma neurotoxina produzida pela bactéria clostridium botulinum, causadora do botulismo – uma forma grave de intoxicação alimentar.


Existem outras marcas da toxina, como o Dysport (sueco) e o Prosigne (chinês). A toxina botulínica é dividida em sete tipos, de A a G, sendo o tipo A utilizado tanto para o uso cosmético, quanto terapêutico.

A toxina foi descoberta no final da década de 1960 e sua primeira aplicação foi uma alternativa no tratamento do estrabismo – um defeito no alinhamento dos olhos.

Cada país determina, por meio do órgão que regula os procedimentos de saúde (no caso do Brasil a Anvisa), de que forma a toxina pode ser utilizada, ou seja, quais as aplicações. Mesmo assim, existem vários procedimentos não oficiais, como em caso de derrames, mas que têm sido bem aceitos.

Com a aprovação da toxina no tratamento de incontinência urinária, é possível pedir cobertura dos planos de saúde e, assim, beneficiar um maior número de pessoas. A aplicação é eficiente em casos de incontinência de urgência, ou seja, aqueles pacientes que perdem a urina antes de chegar ao banheiro.

Os resultados são temporários, com duração média de um ano, e a aplicação custa cerca de R$ 1.500. A utilização de botox só não é recomendada para pacientes com insuficiência respiratória e mulheres grávidas. O mais importante é procurar um médico (dermatologista ou cirurgião plástico) especializado no assunto.

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quarta-feira, 25 de março de 2009

FIA?


Vai e volta. Depois de anos com as mesmas regras na Fórmula 1, a FIA resolve mudá-las repentinamente para, logo em seguida, voltar atrás e deixar tudo como está. Alguém entendeu?

Primeiro anunciou que o número de vitórias durante a temporada definiria o campeão da categoria, ao contrário do que é feito atualmente, em que o vencedor é aquele com mais pontos.

Mas há uma explicação para o fato (não da mudança, mas do arrependimento). O regulamento só poderia ser mudado se fosse aprovado por todas as escuderias, o que não aconteceu. Além do mais, as regras não podem ser alteradas 20 dias antes de começar o campeonato.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA), ou dération Internationale de l'Automobile - do original em francês - vai ter de adiar a mudança para o campeonato do ano que vem, se conseguir.


E essa não é a primeira vez que a Fórmula 1 sofre mudanças nas regras. A diferença de pontos do primeiro para o segundo colocado já foi alterada algumas vezes, tanto para mais quanto para menos.

Para especialistas, essas modificações tinham como objetivo acirrar a disputa entre os competidores e, assim, postergar a decisão do título.

A FIA foi criada em 1904 e, desde então, é responsável por promover e regulamentar corridas automobilísticas e, a partir de 1950, o Mundial de Fórmula 1.

No Brasil a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) é o órgão filiado à FIA que organiza os eventos e representa os pilotos de automobilismo em território nacional.

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segunda-feira, 16 de março de 2009

Comitê de Basileia?


Em mais um capítulo da crise financeira mundial, o Brasil foi convidado, na semana passada, a integrar o Comitê de Basileia para Supervisão Bancária (BCBS). A ligação entre a notícia e a crise é apenas coincidência (ou não), pois, para o Banco Central, "o convite ao Brasil é reflexo da qualidade da regulação e supervisão do sistema financeiro, implementadas pelo país".

Fato é que outros países também foram convidados a participar do comitê, como Rússia, Índia, China, Austrália, México e Coreia.

O BCBS, sigla em inglês para Basel Committee on Banking Supervision, é formado atualmente por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Suíça, Bélgica, Luxemburgo, Países Baixos e Japão.

Foi criado em 1975 pelos presidentes dos bancos centrais dos países do G-10 e tem como objetivo promover e fortalecer as práticas de supervisão e de gerenciamento de riscos mundialmente.


As reuniões do grupo acontecem na Suíça, no Banco de Compensações Internacionais, que é o Banco Central dos Bancos Centrais. O que muda na prática é que os novos integrantes terão representação de governança no comitê.

Mesmo antes de participar como membro, o Brasil já tentava se adequar às regras e recomendações do acordo da Basileia, como, aliás, fazem a maioria dos países não integrantes. Isso porque, o BCBS não tem autoridade para obrigar nações a seguir suas regras.

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domingo, 15 de março de 2009

Floral?


Relações mais superficiais, rotina mais estressante, vida mais agitada. Tudo mais intenso, elevado ao quadrado, inclusive os problemas. O ser humano é contraditório mesmo; reclama da solidão e da multidão, do excesso e da falta.

E aí inventa (ou tenta) soluções para sentir-se aliviado de sentimentos de culpa, cansaço, tristeza, depressão, medo, ansiedade, raiva, aflição. Procura médicos e medicamentos, terapeutas e terapias, em busca de equilíbrio.

Quem nunca ouviu falar em floral de Bach? É uma terapia antiga, dos idos de 1930, que tem como filosofia o tratamento da pessoa, e não da doença, ou como acreditava seu criador, da causa e não do efeito.

O inglês Edward Bach foi quem criou os florais, essências naturais preparadas a partir de flores e água mineral. Eles são usados não só no tratamento de pessoas, como também de plantas e animais.


E por que um animal precisaria de tratamento à base de florais? Para superar a perda do dono (em caso de falecimento); por ser agitado demais; para aceitar um novo integrante na família, enfim, as aplicações são diversas, afirmam especialistas.

Não há contra-indicação quanto ao uso do floral, podendo ser utilizado por pessoas de qualquer idade e também junto com medicamentos convencionais. É por isso que o floral não é considerado um remédio, afinal ele não age sobre nenhuma doença específica.

E, apesar de usado há tanto tempo e por tantas pessoas em todo o mundo, as propriedades do floral de Bach não são reconhecidas cientificamente como forma de tratamento médico. Com ou sem o aval da medicina, o sucesso dos florais atravessa gerações e continentes, conquistando adeptos onde chega.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

Uefa?


Antigamente, crianças sonhavam em ser jogadores de futebol quando crescessem. Não que hoje seja diferente, pelo contrário, muitas ainda têm esse desejo, mas agora não precisam esperar ficar adultas.

O futebol se tornou um esporte tão comercial, que é comum clubes contratarem meninos de oito ou nove anos, com a suposta intenção de ajudá-los, mas que, na verdade, escondem um tipo de exploração.

Essas crianças, geralmente de famílias pobres, são tiradas do ambiente em que vivem, muitas vezes do país onde nasceram, para tentar a sorte na nova carreira.

Isso mesmo, tentar, porque é fato que muito poucos daqueles que vão para centros de formação dos clubes conseguem chegar à categoria profissional, ganhando salários astronômicos.

É motivador ouvir histórias de jogadores que saíram de condições financeiras precárias, que moravam na favela e hoje são profissionais bem-sucedidos. Mas este é só um lado da história, porque para cada Ronaldinho de sucesso, existem milhares de Josés que não deram certo.


E será que eles foram preparados para a vida sem o futebol? Alguém lhes mostrou o plano b?

É por isso que a União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) quer acabar com as transferências internacionais de jogadores com menos de 18 anos.

A proposta será apresentada à Fifa e à União Europeia pelo presidente da Uefa, Michel Platini. A medida deve frear as investidas de clubes que, atualmente, veem o futebol não mais como um esporte, um jogo, mas como um negócio lucrativo.

A Uefa, do inglês Union of European Football Associations, é o órgão que administra e controla o futebol europeu. É a mais influente e rica entre as seis confederações continentais da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associação) e realiza, anualmente, o torneio entre clubes europeus: a Copa da Uefa.


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terça-feira, 10 de março de 2009

One degree less?

Para os que dizem não saber o que fazer para combater o aquecimento global, agora já têm um ponto de partida. É claro que separar o lixo doméstico, evitar o uso de sacolas plásticas, usar menos o carro, enfim, todas essas medidas contribuem para a preservação do meio ambiente, mas o que se propõe é algo novo.

E é justamente disso que o mundo precisa; soluções inovadoras, simples e, principalmente, ao alcance de todos.

Especialistas fazem previsões catastróficas para os próximos anos, também como forma de alerta, com base em estudos científicos. A sociedade, que antes não levava o assunto tão a sério, hoje se preocupa porque o problema bateu em sua porta, em forma de enchentes, furacões, queimadas etc.

E agora, o que fazer? Mobilizações, projetos, parcerias e, no meio disso tudo, uma campanha mundial começa a ser conhecida no Brasil. One Degree Less, ou Um Grau a Menos, em português, consiste em pintar os telhados das casas de branco para diminuir a temperatura dentro de casa e, ainda, reduzir o aquecimento global em 1ºC.


A campanha, baseada em um estudo científico norte-americano, foi criada por uma entidade que promove o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil, a Green Building Council (GBC).

A explicação está no fato de que a cor branca reflete os raios solares (até 90%), reduzindo a temperatura no interior do imóvel em média 6ºC. Com isso, diminui o consumo de aparelhos de ar-condicionado, ventilador e, consequentemente, o valor da conta de luz.

É evidente que apenas uma atitude não vai garantir o sucesso da campanha, nem da sustentabilidade do planeta. No entanto, faz-se necessário apontar soluções e estimular a discussão de um assunto que deveria ser prioridade. É melhor do que apenas mostrar números e estatísticas de uma realidade tão cruel.

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segunda-feira, 9 de março de 2009

Deflação?

* Escrito por João Carlos Simionato

Durante um longo período a economia brasileira sofreu com os efeitos da inflação e hoje se percebe que este mal foi superado. Pois bem, com o cenário de recessão mundial e desaceleração das economias emergentes, o temor da moda agora se chama deflação, isso mesmo, o oposto da inflação.

A deflação é quando a moeda em circulação ganha valor relativamente às mercadorias, serviços e moedas estrangeiras. Num cenário recessivo da economia mundial, empresas investem e contratam menos, o consumo é desaquecido e, para não sofrerem tanto com a queda da demanda, tendem a reduzir os preços e diminuir a produção, o que deflaciona as mercadorias no mercado.

De certo ponto de vista, no curto prazo, tal fenômeno é benéfico, pois aumenta o poder de compra da população, porém não é bem assim que as coisas funcionam. No médio e longo prazo a queda generalizada dos preços agrava o problema na economia do país.

Exemplo real

Para entender melhor como isso ocorre, vamos fazer uma comparação com o que acontece aqui no Brasil. Um cidadão qualquer compra um celular por R$ 1.000 e divide em 10 prestações fixas de R$ 100. No pagamento da última parcela visualiza seu celular na vitrine custando R$ 600. Bom, no primeiro momento ele se sente desconfortável porque podia ter esperado um pouco para comprar o produto mais barato, mas de certa forma a satisfação que ele sentiu ao adquirir com antecedência o produto minimiza seu desconforto.

O exemplo citado acima se refere a um bem supérfluo, que é o caso do aparelho celular. Mas se houver uma perspectiva de deflação em bens de maior valor agregado, a pessoa normalmente vai aguardar pelo barateamento do produto.

Aí que mora o perigo: “comprar depois porque vai estar mais barato”. Isso trava a economia como um todo, pois é o consumo que a movimenta. Aquele que não comprou porque esperou o produto baratear, agora não compra porque não tem emprego e crédito para adquirir o bem.


Com a recessão na economia americana, o desemprego aumentando continuamente, o preço das commodities despencando e a maior demanda por dólares no mercado mundial, o valor da moeda americana se eleva, colaborando para que haja queda no preço das mercadorias e também dos imóveis. E a queda no preço dos imóveis nos Estados Unidos (EUA) faz com que, num certo ponto, o valor das dívidas superem o valor do imóvel. Ou seja, a garantia que o banco tinha para se proteger da inadimplência não vale o valor do empréstimo.

O setor imobiliário dos EUA, onde se originou a crise, explica bem os problemas criados pela deflação. Mesmo o FED (Banco Central Americano) baixando a taxa de juros quase a zero e tomando algumas medidas heterodoxas - como a injeção de liquidez no sistema financeiro, por meio de compra de títulos privados - isso não foi o suficiente para afastar o mal da deflação.

Por ser um ativo líquido e seguro, o dólar é a moeda mais procurada em época de crise, o que torna difícil a tarefa do FED em produzir inflação. Mesmo com emissão monetária, não há excesso de oferta de moeda, apenas atende-se a demanda do mercado. Por não haver moeda em excesso, apesar do aumento da quantidade da mesma, não ocorre pressão inflacionária, porque com medo ninguém quer gastar o dinheiro que tem, pelo contrário, todos querem poupar o máximo.

Na linguagem da teoria quantitativa da moeda, se diz que houve um aumento da quantidade da moeda, mas esta é recompensada pela queda da velocidade de circulação, o que evita que haja elevação dos preços.

Mas a dúvida é o que vai acontecer quando esta crise passar e todas essas moedas, que antes eram estocadas, voltarem ao mercado em busca de remuneração. Onde aplicá-las? O que fazer para enxugar toda essa enxurrada de dinheiro? Aplicar no Brasil, que paga 12% a.a? Aumentar a taxa de juros do FED? Ou deixar que haja uma desvalorização acentuada do dólar e que este perca um pouco sua imagem de moeda forte, líquida e porto seguro para qualquer crise?

Para essas e outras perguntas talvez encontraremos respostas até 2010 ou 2011, se as coisas andarem conforme as previsões moderadas e otimistas. Até lá, vamos acompanhar esta crise de perto, pois ela será lembrada e estudada por muitos, por ser a crise que se originou no centro do sistema capitalista e não nas periferias, como as dos últimos anos.

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sábado, 7 de março de 2009

Excomunhão?


Esta semana, o caso da menina de nove anos que estava grávida de gêmeos ganhou repercussão ainda maior depois que foi realizado o aborto.

O suspeito de ter violentado a menina é o padrasto, de 23 anos, que já está preso. O homem mantinha relações sexuais com a criança há cerca de três anos.

A gravidez foi interrompida porque os médicos consideraram que havia risco de morte para a menina. O aborto foi realizado com base na legislação brasileira, que permite a cirurgia em casos específicos, como este.

A reação da Igreja Católica foi imediata: a mãe da garota e os médicos que participaram do aborto foram excomungados. Já o padrasto da menina, que confessou à polícia que abusava da garota e da irmã mais velha, de 14 anos e com deficiência mental, não recebeu a excomunhão.

Para a igreja, o aborto é um crime mais grave que o estupro.

De acordo com o direito canônico, a excomunhão é a penalidade máxima que a Igreja Católica pode aplicar. Na prática, significa excluir um indivíduo da religião. Entre os castigos a que são submetidos os excomungados está o impedimento de receber os sacramentos, como batismo, eucaristia, crisma e casamento.

Do ponto de vista espiritual, a igreja afirma que o excomungado, quando morrer, não vai para o céu, apesar de não dizer que ele vai para o inferno. (hã?)


Além do aborto, vários outros casos são passíveis de excomunhão, entre eles a agressão física contra o Pontífice, a violação do segredo da confissão e a apostasia, ou seja, a negação da fé.

Resta saber se a Igreja Católica vai esperar 500 anos para se arrepender e pedir perdão por atitudes extremas, como fez com os índios, admitindo que cometeu abusos quando tentou catequizá-los no período colonial.

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terça-feira, 3 de março de 2009

Melamina?


Não bastassem os produtos de qualidade duvidosa fabricados na China, o país foi envolvido em um escândalo depois de milhares de pessoas passarem mal por ingerir leite adulterado.

Mais de 300 mil pessoas foram afetadas com leite contaminado e pelo menos seis bebês morreram vítimas de intoxicação. O consumo do leite provocou, em muitas crianças, infecção urinária e o surgimento de pedras nos rins, o que não é comum na infância.

Pouco mais de seis meses após o escândalo do leite, a China investiga, agora, a produção de ovos falsos. Mais baratos que os ovos de galinha verdadeiros, eles têm, no lugar da proteína, metais e componentes sintéticos.

A gema é colorida artificialmente e a casca é feita à base de carbonato de cálcio. Há, inclusive, empresas que dão curso ensinando como produzir ovos falsos.

Voltando ao caso do leite contaminado, no começo deste ano a Justiça chinesa condenou vários acusados de comandar o esquema de adulteração à prisão perpétua e três deles à pena de morte.

A melamina é um produto químico utilizado na fabricação de plástico e materiais antichama. Na China, a substância foi misturada ao leite em pó para falsificar o controle de qualidade, e assim fazer com que o produto parecesse rico em proteínas.


Em menos de dois meses, a companhia agrária Sanlu - principal responsável pela adulteração do leite - envasou e vendeu mais de 813 mil toneladas de leite contaminado. O produto foi exportado para o mundo todo e os casos de contaminação foram registrados em vários países, principalmente na Europa, Ásia e Oceania.

A Associação da indústria Leiteira Chinesa prometeu indenizações às famílias afetadas pela contaminação do leite, como forma de amenizar o sofrimento e ganhar o seu perdão (sem comentários!)

Memória

Não se pode esquecer que há pouco tempo - em 2007 - o Brasil também esteve envolvido em esquema de adulteração de leite. Aqui foi acrescentada soda cáustica e água oxigenada ao leite UHT, para disfarçar a adição de água.

Isso porque a água misturada à substâncias como a soda cáustica gera um pH que altera os resultados de exames de crioscopia, feito para verificar se o leite contém água.

Estes são apenas alguns exemplos de fraudes que vem à tona, denunciados por alguém que não entrou no esquema da bandidagem; ou como no caso chinês, em que crianças tiveram que morrer para que a sociedade fosse alertada. Agora imagine quanta falcatrua acontece nos bastidores de indústrias e empresas sem que se tenha conhecimento.

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domingo, 1 de março de 2009

Guacamole?


O nome não é lá muito atrativo, mas é sempre bom descobrir os benefícios de um alimento para a saúde, além de apenas satisfazer o paladar, é claro.

O guacamole é uma comida típica da cozinha mexicana, feita à base de abacate e outros temperos.

O que poucos sabem é que a iguaria ajuda a controlar o colesterol, melhorar o sistema circulatório e a pele. Por ser rico em ácido fólico é bastante eficiente no combate à anemia e doenças cardiovasculares.

Durante a gravidez, a ingestão de ácido fólico previne a má-formação do bebê.

Além disso, o abacate é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajuda a reduzir o colesterol ruim, e antioxidantes, que impedem a ação dos radicais livres, adiando o envelhecimento.


A palavra guacamole vem da língua asteca "náuatle", na qual ahuacatl deu origem à palavra aguacate, em espanhol (abacate em português); e molli quer dizer mistura, molho. A fusão resultou em guacamole: mistura de abacate.

Agora, já sabendo das vantagens do guacamole, resta experimentar o sabor deste que pode ser um acompanhamento para saladas e aperitivos. Ele pode ser servido com tortilla ou salgadinhos de milho (Doritos) e cada 100g tem, em média, 170 Kcal.

Receita:

Ingredientes
1 abacate médio;
3 colheres sopa de azeite de oliva;
2 tomates médios sem sementes;
1 pimenta de sua preferência;
1/2 maço de coentro;
1 cebola média picada;
suco de 1 limão médio;
sal à gosto.

Modo de Preparo
Pique os tomates em cubos bem pequenos. Abra a pimenta ao meio, tire as sementes, e pique em pedacinhos. Pique as folhas de coentro bem finas e reserve.

Descasque o abacate, retire o caroço e coloque a polpa num recipiente. Amasse com um garfo e regue com o suco de limão. Adicione o tomate, a pimenta, o coentro, a cebola, o azeite de oliva e o sal. Misture. Sirva em seguida, logo depois de pronto, para evitar que o abacate escureça e fique amargo.

Se não for servir imediatamente, conserve o guacamole na geladeira junto com o caroço do abacate, que deve ser lavado e seco. Bom apetite.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cão d'água português?


Sasha e Malia ainda devem aguardar um pouco mais antes de conhecer a nova mascote da família. É que está previsto para abril o nascimento do filhote de cão d'água português que vai morar na Casa Branca.

O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, havia prometido às filhas, no fim do ano passado, um cachorro; além do que, esta é uma tradição entre os presidentes americanos.

No início foram cogitadas diversas raças e havia um ponto em comum: o cãozinho deveria vir de um abrigo, de acordo com pesquisas de opinião.

O leitor que chegou até aqui deve estar se perguntando: "que importância tem isso?", e com toda razão. O fato de escolher entre centenas de raças ou mesmo por um vira-lata pouco importa, mas a decisão pode ter, sim, muita relevância.

Isso porque a escolha do animal de estimação dos Obama deve - e certamente vai - influenciar milhares - ou quem sabe até milhões - de pessoas em todo o mundo a fazer o mesmo. Está deverá ser a nova "raça da moda" e isso pode trazer consequências negativas.


Muita gente, tomada pela empolgação do momento, pode adquirir um filhote da raça e, mais tarde, se dar conta de que a escolha foi impulsiva. Essas mesmas pessoas se esquecem de que o filhote cresce, fica doente, precisa de cuidados, enfim, é também uma nova despesa a ser contabilizada.

Resultado: cães abandonados nas ruas sendo vítimas de maus tratos e entregues à própria sorte.

Por enquanto, só se fala nos preparativos para a chegada da mascote. Quem são os pais, para quando está previsto o nascimento, de onde virá, entre outras preocupações.

A justificativa da escolha da raça é mais um atrativo, quase um comercial de TV. O cão d'água português é um excelente cão de guarda, bom companheiro, dócil, obediente e adora crianças.

Além disso, é uma raça hipoalergênica (mais essa!), ou seja, os cães não trocam os pelos, reduzindo o risco de uma crise, visto que a filha mais velha, Malia, tem alergia a animais.

Consciência
Se você não mora na Casa Branca e, mesmo assim, deseja muito ter um animal de estimação, pense bem antes de adquirir um. Cães vivem, em média, 15 anos, precisam de cuidado e atenção, além de alimentação adequada.

Os abrigos de animais abandonados estão cheios deles à espera de um novo dono. Sim, porque quem gosta realmente de animais não se importa se eles têm ou não raça definida e nem de onde vêm.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Nano?


Nem adianta ficar muito animado porque, pelo menos por enquanto, ele não vem para o Brasil; e pode ser que não venha nunca.

Trata-se do Nano, o carro mais barato do mundo, fabricado pelo grupo indiano Tata Motors e que será lançado oficialmente no dia 23 de março, em Mumbai - ou Bombaim, como queiram -, na Índia.

Antes mesmo de seu lançamento, já ganhou status de 'carro do povo' e deve ser vendido a pouco mais de US$ 2 mil, ou cerca de R$ 4,8 mil.

Quando se diz que o Nano talvez nunca venha para o Brasil, afirma-se isso por dois motivos principais: a alta carga tributária, que inviabiliza a fabricação de um carro como este, e o nível de exigência do consumidor brasileiro, que ainda não se rendeu aos encantos de um 'supercompacto'.


O grupo indiano Tata foi fundado em 1868 e é formado por 93 empresas, que atuam em sete áreas de negócio: sistemas de comunicação, engenharia, materiais, serviços, energia, produtos químicos e para consumo.

Seus produtos e serviços, que são exportados para 140 países, vão desde chá e temperos, até softwares e redes de hotéis.

Dimensões
De qualquer maneira, os indianos vão desfrutar do pequeno Nano a partir de abril, a uma velocidade aproximada de 70 km/h. É o que o pequeno motor, de 624 cm³ de cilindrada (o mesmo que uma moto) deve aguentar sem sobressaltos, apesar de o carrinho atingir a marca de 120 km/h.

Por incrível que pareça, o Nano tem quatro portas em menos de três metros de comprimento. O modelo popular não possui acessórios, como rádio, nem opcionais, como direção hidráulica, vidros elétricos e ar-condicionado.

Até agora, a curiosidade e/ou interesse do público tem provocado reações surpreendentes. O site do grupo Tata registrou mais de 30 milhões de acessos no ano passado, além da criação de mais de seis mil grupos e comunidades de interesse do carro na internet.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

ANP?


Antes de começar, é bom esclarecer que não se trata da nossa Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, já explicada aqui.

A ANP de que falamos dessa vez é a Autoridade Nacional Palestina, que ontem libertou presos do grupo islâmico Hamas, na Cisjordânia.

A atitude aconteceu poucas horas depois de o Hamas anunciar que vai ao encontro no Cairo, que tem como objetivo reconciliar as duas facções rivais palestinas, Hamas e Fatah.

A rivalidade entre as facções, que já é antiga, está dividida entre o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o grupo palestino Fatah, que controla a Cisjordânia, e da qual faz parte o presidente da ANP, Mahmoud Abbas.

A ANP é uma organização criada, por meio de um acordo entre Israel e a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), para ser um governo de transição até que o Estado palestino se torne independente.


O acordo, firmado em 1993, previa que a ANP existisse somente até o ano de 1999, quando o conflito na região deveria estar resolvido, o que não aconteceu.

Em 2006, eleições deram vitória ao Hamas, mas não foram bem aceitas pelos Estados Unidos, União Europeia e Israel; na visão destes países o grupo é tido como terrorista.

Enquanto a questão não é resolvida, os palestinos sofrem com o boicote econômico e o Hamas é pressionado para reconhecer o direito de existência do Estado de Israel. A reunião, que começa amanhã no Egito, pode ser mais uma chance para o avanço do processo de paz no Oriente Médio. É esperar pra ver.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Capes?


Já não é mais suficiente apenas ter curso superior e falar outro idioma para conseguir se destacar no mercado de trabalho. Para garantir uma boa colocação, além da famigerada indicação, é preciso também vivência internacional.

Se ela vier acompanhada de uma pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), tanto melhor. A valorização do profissional com essa experiência no currículo tende a ser cada vez maior.

Quem mantém e proporciona a oportunidade de estudantes conseguirem estudar no exterior, concedendo bolsas de estudos, é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A agência, ligada ao Ministério da Educação (MEC), estimula a formação acadêmica e a pesquisa, além de avaliar e aprovar os cursos de pós-graduação no Brasil.


Foi criada em 1951, quando a sigla ainda significava "Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior". Dois anos depois, era implantado o Programa Universitário e as primeiras bolsas de estudo eram concedidas.

Mesmo diante da crise financeira, que assola o mundo inteiro, os programas e instituições que oferecem bolsas continuam mantendo as vagas e, em alguns casos, até aumentaram a oferta.

Nos últimos anos, tem crescido bastante a parceria entre a comunidade internacional, graças a novos acordos de cooperação. O resultado pode ser visto em programas específicos, como o Chevening, cujas bolsas são exclusivas para brasileiros.

O mais importante para quem deseja conseguir uma bolsa no exterior é ter boas notas. O requisito fundamental para a obtenção do benefício é a excelência acadêmica, além, é claro, do conhecimento do idioma do país escolhido.


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Insulina?


Quem tem diabetes e depende de injeções constantes de insulina sabe o quanto é difícil a rotina de tratamento da doença e, ao mesmo tempo, quão importante é o medicamento para uma vida melhor.

Uma boa notícia para quem faz uso da insulina é que, depois de dez anos, o Brasil vai voltar a produzir o medicamento. Isso porque, atualmente, apenas a Alemanha, a Dinamarca e os Estados Unidos produzem insulina no mundo todo.

A nova fábrica deve ser aberta ainda este ano e a produção do medicamento deve começar em 2011. A expectativa é que sejam produzidos 800 kg do produto anualmente, o que é suficiente para atender a demanda nacional e, ainda, permite exportar para outros países.

Entre os benefícios da fabricação em terras brasileiras estão a redução dos custos, garantindo um preço menor aos pacientes, além do fim da dependência de tecnologia importada.


A insulina é o hormônio utilizado para reduzir os níveis de açúcar no sangue. Normalmente ela é produzida pelo pâncreas, mas, quando isso não acontece, é preciso fornecê-la artificialmente, ou seja, por meio de injeções. Pessoas que apresentam essa disfunção sofrem de diabetes.

Por ser uma proteína, a insulina não pode ser tomada como qualquer outro medicamento. Ela deve ser injetada para que os sucos digestivos não a destruam.



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