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segunda-feira, 2 de março de 2009

Ato obsceno?


A discussão foi acirrada durante o carnaval, quando algumas pessoas aproveitaram o clima festivo pra extravasar. Flagrar homens urinando na rua é muito comum, mas nessa época muitos passam do limite.

Não há respeito pelas pessoas que passam pela calçada, e muitos homens nem fazem questão de se esconder. A desculpa nesses casos - e que não deixa de ser verdade, apesar de não justificar o ato - é que não existem banheiros suficientes para a demanda do carnaval.

O fato é que no Brasil se considera crime expor o órgão genital em público. De acordo com o artigo 233 do Código Penal, "praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público" tem como pena detenção de três meses a um ano, ou multa.

Mas, afinal, o que é o ato obsceno? Pois é, nem a própria legislação define a prática. Por isso, tudo vai depender de como o juiz irá interpretar a situação e é nesse contexto que urinar na rua pode acabar dando dor de cabeça para o mijão.

Foi o que aconteceu com um jovem, no Rio de Janeiro, ontem. Ele foi preso quando urinava perto de um muro, no centro da cidade. Em Diamantina, Minas Gerais, cerca de 20 pessoas foram presas no ano passado pelo mesmo motivo, enquanto dez estão respondendo a processos.

Talvez seja justamente pelo fato de os costumes mudarem com o tempo é que os legisladores tenham deixado a questão em aberto. Sim, porque se hoje é comum mulheres fazerem topless na praia ou casais se excederem nas carícias no meio da rua, houve um tempo em que um beijo em público foi considerado ofensa por muitas pessoas.

De mais a mais, senão pelo fato de que estão praticando ato obsceno ao urinar nas ruas e calçadas, que sejam punidos pela sujeira e, principalmente, pelo mau cheiro que deixam nas portas das casas alheias.

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Capes?


Já não é mais suficiente apenas ter curso superior e falar outro idioma para conseguir se destacar no mercado de trabalho. Para garantir uma boa colocação, além da famigerada indicação, é preciso também vivência internacional.

Se ela vier acompanhada de uma pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), tanto melhor. A valorização do profissional com essa experiência no currículo tende a ser cada vez maior.

Quem mantém e proporciona a oportunidade de estudantes conseguirem estudar no exterior, concedendo bolsas de estudos, é a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A agência, ligada ao Ministério da Educação (MEC), estimula a formação acadêmica e a pesquisa, além de avaliar e aprovar os cursos de pós-graduação no Brasil.


Foi criada em 1951, quando a sigla ainda significava "Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior". Dois anos depois, era implantado o Programa Universitário e as primeiras bolsas de estudo eram concedidas.

Mesmo diante da crise financeira, que assola o mundo inteiro, os programas e instituições que oferecem bolsas continuam mantendo as vagas e, em alguns casos, até aumentaram a oferta.

Nos últimos anos, tem crescido bastante a parceria entre a comunidade internacional, graças a novos acordos de cooperação. O resultado pode ser visto em programas específicos, como o Chevening, cujas bolsas são exclusivas para brasileiros.

O mais importante para quem deseja conseguir uma bolsa no exterior é ter boas notas. O requisito fundamental para a obtenção do benefício é a excelência acadêmica, além, é claro, do conhecimento do idioma do país escolhido.


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PET?


Muito se fala atualmente em reciclagem, consumo consciente, consciência ambiental, mas, pouco se faz, efetivamente, para colocar essas ideias em prática.

As ecobags (sacolas ecológicas que substituem as de plástico), por exemplo, estão por toda parte - no porta-malas do carro, na despensa, ou jogada em algum canto da casa -, mas quem as usa realmente? Quem trocou as tantas sacolinhas plásticas por uma de pano quando vai às compras? Pouca, pouquíssima gente.

Em contrapartida, há que se registrar iniciativas importantes, que começaram meio tímidas e, agora, têm espaço garantido. São objetos, os mais variados possíveis, feitos a partir de garrafas de plástico, as famosas PET.

Desde produtos artesanais, objetos de decoração, brinquedos, roupas, vassouras, telhas, até sistema de aquecimento de água e, acreditem, tijolo. Tudo feito com garrafa PET. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com o meio ambiente e com o destino do lixo que, no caso das PETs, é cruel com a natureza.

Estima-se que são necessários mais de 100 anos para que uma garrafa PET seja decomposta, ou seja, considerando-se que o material foi produzido, pela primeira vez, em 1941, conclui-se que nenhuma teve tempo de se decompor até hoje.


Conceito

O Politereftalato de etila (PET) é um polímero termoplástico super resistente formado pela reação entre um ácido (tereftálico) e um álcool (etilenoglicol).

A grande desvantagem, em relação às latinhas de alumínio, é o fato de a garrafa PET nunca ser transformada em outra igual, por causa da contaminação (da cola, do rótulo, da tinta). O plástico, obtido com a reciclagem, é utilizado para fazer outro produto. Outra questão é quanto à coleta. Catadores preferem latinhas porque a garrafa PET é grande e leve e, por isso, não rende lucro.

O que fazer?

Buscar alternativas que ajudem na preservação do meio ambiente é, sem dúvida, uma forma de se preocupar com as futuras gerações, mas não é o suficiente.

Reciclar é apenas remediar o problema, e não resolver. O que ajuda, de verdade, a preservar a natureza, é diminuir o consumo e reaproveitar. E quando se fala em reduzir o consumo não quer dizer comer menos, mas sim evitar o desperdício. É possível, e nós sabemos disso.


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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

CNPq?


Sabia que tem gente ganhando bolsa de estudo fora do país e abandonando as aulas? Pois é, eles desistem da pós-graduação e, em alguns casos, nem retornam ao Brasil.

Diante de fatos como estes é possível pensar em várias conclusões, como, por exemplo, que o estudante agiu de maneira premeditada, com o único objetivo de entrar legalmente em outro país. E tantas outras possibilidades.

Nessa "brincadeira" quem sai prejudicado são os outros estudantes, que perdem a chance de aprimorar os estudos em outro país. De 2002 a 2008, a Controladoria Geral da União (CGU) recebeu processos do CNPq que totalizam aproximadamente R$ 71 milhões.

O CNPq, cuja sigla original era Conselho Nacional de Pesquisa, hoje tem outra denominação: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A sigla, no entanto, permaneceu a mesma.

O órgão é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e foi fundado em 1951. Entre as atribuições estão o incentivo à pesquisa científica e a formação de profissionais para a pesquisa brasileira.


Sabia que tem gente ganhando bolsa de estudo fora do país e abandonando as aulas? Pois é, eles desistem da pós-graduação e, em alguns casos, nem retornam ao Brasil.

Diante de fatos como estes é possível pensar em várias conclusões, como, por exemplo, que o estudante agiu de maneira premeditada, com o único objetivo de entrar legalmente em outro país. E tantas outras possibilidades.

Nessa "brincadeira" quem sai prejudicado são os outros estudantes, que perdem a chance de aprimorar os estudos em outro país. De 2002 a 2008, a Controladoria Geral da União (CGU) recebeu processos do CNPq que totalizam aproximadamente R$ 71 milhões.

O CNPq, cuja sigla original era Conselho Nacional de Pesquisa, hoje tem outra denominação: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. A sigla, no entanto, permaneceu a mesma.

O órgão é ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia e foi fundado em 1951. Entre as atribuições estão o incentivo à pesquisa científica e a formação de profissionais para a pesquisa brasileira.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

MSU?


A polêmica começou quando a Justiça Federal do Paraná obrigou uma faculdade a conceder bolsa do ProUni (Programa Universidade para Todos) a uma aluna.

O problema é que a estudante concluiu o ensino médio em escola particular, o que contraria as regras do programa, afinal somente estudantes vindos da rede pública podem concorrer à bolsa.

O juiz, no entanto, desconsiderou o critério, julgando que a mensalidade paga pela estudante tinha um valor muito baixo, além de ela ter provado que não poderia arcar com as mensalidades da faculdade.

Quem não gostou nada dessa história foi o Movimento dos Sem Universidade (MSU). Assim que soube do ocorrido, o MSU encaminhou uma representação à Advocacia Geral da União (AGU) contra a decisão da Justiça de beneficiar a estudante.

Para o movimento, a decisão pode abrir precedente para outros casos semelhantes.


O MSU surgiu em São Paulo na década de 1990, fruto de movimentos e lutas em defesa dos interesses estudantis.

Entre as bandeiras que o movimento defende estão o fim do vestibular, a criação de universidades populares e a democratização do ensino público superior.

O MSU se diz apartidário, apesar de ter alguns militantes com histórico de atuação no PT. O movimento também realiza um importante trabalho social, promovendo o pré-vestibular gratuito.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Braile?


O processo de aprendizagem convencional, no qual o aluno frequenta aulas na escola já é bastante complexo, tanto que são necessários pelo menos cinco anos para que alguém seja alfabetizado.

Agora, imagine passar por tudo isso sem o auxílio da visão. Ler com as mãos foi a maneira encontrada para que deficientes visuais pudessem ser mais independentes.

O sistema de leitura por meio do tato é conhecido como braile e tem este nome em homenagem ao seu criador, o frânces Louis Braille.

Braille perdeu a visão aos três anos, o que não o impediu de estudar. Aos 15 anos aperfeiçoou um método de leitura, baseado em relevos impressos em papelão.

O braile representa letras, números, sinais de pontuação, acentuação, entre outros. Cada um dos símbolos é representado por pontos em relevo.


O sistema chegou ao Brasil em 1856 e, desde então, auxilia crianças, jovens e adultos que nasceram cegos ou perderam a visão.

Mudanças

A nova reforma ortográfica, que entrou em vigor este mês, também trouxe mudanças para quem lê em braile.

Isso acontece porque as palavras em braile são escritas letra por letra, portanto cada hífen ou acento faz diferença no entendimento.

E não são poucas as pessoas atingidas por essa transformação. Estima-se, somente no Brasil, que existam aproximadamente 950 mil deficientes visuais, segundo a Organização Mundial da Saúde.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

ICMS?


Muitos ainda aproveitam as férias, principalmente as crianças, enquanto pais começam a se preocupar com a volta às aulas e a inevitável compra de material escolar.

Ano novo, cadernos, livros, lápis, canetas, enfim, tudo novo. E, em ano de crise, tudo parece mais difícil. Em comparação com o ano passado, a constatação é desanimadora: o preço aumentou e, para piorar, os impostos que incidem sobre o material escolar são altos.

Só para se ter uma idéia, em uma caneta os impostos representam quase metade (47,49%) do valor de mercado.

Entre os tributos cobrados na lista escolar estão o IPI, a Cofins e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS).

Como a própria sigla sugere o imposto é cobrado independente da venda do produto, basta que haja circulação. A diferença de cobrança se deve ao fato de que os Estados têm autonomia para estabelecer suas próprias regras.


O ICMS, assim como a maioria dos impostos, é repassado ao consumidor embutido no preço da mercadoria. A tributação ocorre de acordo com a essencialidade, ou pelo menos deveria ser.

Funciona assim: produtos essenciais como arroz, feijão, óleo, entre outros, têm cobrança de ICMS menor, enquanto os supérfluos, como cigarros, têm incidência maior de tributos.

Além de produtos, o ICMS incide sobre serviços de telecomunicação e transporte intermunicipais e interestaduais.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Ifets?


A educação no Brasil tem passado por modificações importantes ao longo dos anos, pelo menos no que diz respeito à estrutura.

Sim, porque, por enquanto, o acesso ao ensino de qualidade e investimentos sólidos na educação são apenas promessas.

Mas há que se destacar mudanças relevantes, como a criação do Prouni (Programa Universidade para Todos), que garantiu o acesso das classes mais baixas ao Ensino Superior.

Além disso, a implantação de índices, como o Ideb, ajuda a definir metas para o futuro da educação no país.

Na semana passada, o presidente Lula assinou o projeto de lei que cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets). Eles são instituições de educação superior, básica e profissional, especializados na oferta de educação profissional e tecnológica nas diferentes modalidades de ensino.


No começo serão 38 institutos espalhados por todo o país, num total de 168 campi. Metade das vagas dos institutos será destinada ao ensino médio integrado ao profissional e no Ensino Superior serão incentivados cursos de engenharia e bacharelados tecnológicos.

Com isso, os já conhecidos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) serão transformados em Ifets, assim como as Escolas Técnicas Federais (ETFs), Escolas Agrotécnicas Federais (EAFs) e Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais.

Todos eles estarão submetidos à mesma política pedagógica, a partir de agora. A boa notícia é que o número de vagas deve ser ampliado de 215 mil para 500 mil, até 2010.

Também devem ser contratados mais 15 mil professores e construídos mais 143 novos campi.

Os Ifets fazem parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e vão poder criar cursos, nos limites de sua atuação territorial, além de registrar diplomas dos cursos oferecidos.

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Licenciatura ou bacharelado?

Começo do ano, novos planos, expectativas. Para muitos jovens, o novo ano pode marcar a escolha de uma carreira e é importante estar preparado.


Na hora de escolher um curso de graduação são levados em conta gostos, afinidades, conhecimentos sobre a área, enfim, tudo o que possa direcionar o novo caminho a ser seguido.

Depois de escolhido o curso, alguns ainda têm de definir entre licenciatura e bacharelado. Mas qual é a diferença?

Ao contrário do que muitos podem pensar, esta é uma decisão importante e que vai determinar o futuro da profissão.

Entre as principais características da licenciatura estão as técnicas que ensinam como transmitir o aprendizado, ou seja, tornam o estudante apto a desenvolver um trabalho como professor.

Os cursos de licenciatura têm duração de quatro ou cinco anos, nos quais o aluno estuda, entre outras disciplinas, assuntos relacionados à didática, psicologia e filosofia, fundamentos da política educacional, gerenciamento e avaliação do aprendizado, além de fazer estágios em escolas, colocando em prática as habilidades aprendidas na faculdade.


Já no bacharelado a formação é voltada para o mercado de trabalho, capacitando o profissional para o desenvolvimento de uma atividade específica em uma área de atuação.

Os cursos de bacharelado têm duração de quatro a seis anos, dependendo da habilitação. Eles possibilitam que os graduados entrem numa carreira pública, ou sejam profissionais liberais, abrindo suas próprias empresas.

Assim como os cursos de bacharelado, a licenciatura permite ao aluno continuar a sequência acadêmica, como pós-graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Também é possível, em alguns cursos, optar pelas duas modalidades e se formar tanto em licenciatura quanto em bacharelado, ou seja, obter dupla certificação.

Pedagogia, Matemática, Física, Química, Biologia, História, Geografia, Artes e Educação Física são alguns exemplos de cursos de licenciatura, que formam professores aptos a lecionar no Ensino Infantil, Fundamental e Médio.

Importante

Originalmente, o licenciado também podia ser professor em universidades, mas, atualmente, é impedido pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Apenas os cursos ligados a alguma área tradicional do conhecimento, como, por exemplo, o curso de Letras, permitem a obtenção de tal diploma; ou ainda cursos ligados a alguma atividade artística, como o de Educação Artística, que licencia seus diplomados a serem professores de artes em geral.

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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

UCA?


Não tem mais jeito, estamos na era digital. Celulares, computadores, câmeras digitais, enfim, uma infinidade de produtos que facilitam a nossa vida.

Mas espere um momento: estamos quem? Para quem lê esse post pode até parecer normal falar em novas tecnologias, internet e outras mídias, mas muita gente (muita mesmo) nem faz idéia do que isso significa.

Mesmo assim, o Ministério da Educação (MEC) realizou, ontem, um pregão eletrônico para a compra de notebooks populares.

A medida faz parte do programa Um Computador por Aluno (UCA) do MEC, que tem como objetivo informatizar o ensino público no Brasil.

O MEC acredita que, se cada estudante tiver seu próprio laptop, a aprendizagem acontece de modo mais completo, porque além da mobilidade, ele estará imerso na cultura digital.

Em 2007 cinco escolas participaram de um projeto piloto em São Paulo, Porto Alegre, Palmas, Piraí e Brasília.

Dessa vez, são 150 mil equipamentos, no valor de R$ 553 cada um, que serão distribuídos em escolas públicas do país.


No valor estão incluídos os serviços de entrega nas escolas, imposto, garantia, manutenção e configuração.

A empresa que venceu o pregão é a Encore e o modelo escolhido é o Mobilis. O notebook deve ter, entre outras coisas, no mínimo 512 MB de memória, tela LCD a partir de sete polegadas, duas portas USB e teclado protegido contra derramamento de líquidos.

No ano passado o governo cancelou uma licitação de compra de notebooks por considerar alto demais o valor das máquinas.

Com tanta tecnologia à disposição dos menos favorecidos, resta saber se os professores vão ensinar os alunos a fazer um download de um prato de comida. Em muitos casos, esta é a necessidade mais imediata de que muitos precisam.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Esterilização?


É difícil resistir aos encantos de um filhote. Mesmo as pessoas que não têm muita afeição por animais, acabam comprando ou aceitando uma doação. Às vezes, apenas por empolgação do momento, esquecendo-se de que o animal vai crescer, trazer despesas e, se tudo correr bem, viver por longos anos.

Outras vezes, porque acabam sendo convencidas pelas crianças, que querem um animal de estimação. Mas, depois de algum tempo, o filhote deixa de ser somente "bonitinho" e começa a fazer bagunça, comer mais, ficar doente, enfim, cuidados que muitos proprietários não estão dispostos a ter.

O resultado pode ser visto nas ruas de pequenas e grandes cidades, na forma de abandono. Estes cães e gatos descartados pelos donos acabam se reproduzindo e aumentando ainda mais a população de animais de rua. Sem contar que vagam com fome e sede, são vítimas de doenças e, muitas vezes, maus-tratos.

Apesar de muitas entidades desenvolverem um importante trabalho no cuidado destes animais, como as Sociedades Protetoras, Organizações Não-Governamentais (ONGs), prefeituras, entre outros, muitos acabam sendo sacrificados. Somente na cidade de São Paulo, cerca de 20 mil animais capturados pela carrocinha são exterminados a cada ano.


Um meio de evitar a superpopulação de animais de rua é a esterilização. Uma forma simples e eficaz, que consiste na retirada do útero e de ovários - no caso de fêmeas - e dos testículos – quando se trata de machos.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral e deve ser feita por um médico veterinário. O procedimento pode ser adotado em qualquer idade, porém é recomendado ainda no primeiro ano de vida do animal.

A recuperação é rápida e os preços variam de acordo com a clínica veterinária. Há veterinários que cobram apenas o custo e ONGs que fazem campanhas de castração a preços acessíveis.

É evidente que apenas a esterilização não resolve o problema de animais abandonados. É preciso que as pessoas se conscientizem de que criar um cão ou gato exige responsabilidade.

Mitos

Não há nenhuma evidência científica de que uma fêmea deve ter ao menos uma cria e que um macho deve cruzar, pelo menos uma vez.

A esterilização não altera a personalidade do animal, não afeta o seu instinto natural de proteção, nem modifica seu comportamento.

O sobrepeso só vai ocorrer se houver aumento da quantidade de comida, portanto este não é um argumento para evitar a esterilização.

Curiosidades

Uma cadela e seus descendentes podem gerar, em 6 anos, 73.000 cãezinhos; e uma gata com vida reprodutiva pode deixar até 240.000 gatinhos.

Após seis meses, tanto os machos quanto as fêmeas estão aptos à reprodução. Cada fêmea canina pode ter dois partos por ano (aproximadamente 16 filhotes por ano). Cada fêmea felina pode ter até três partos por ano (aproximadamente 15 filhotes por ano).

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

EaD?


É cada vez maior o número de pessoas que ingressam no Ensino Superior, visto a quantidade de faculdades espalhadas pelo país, além das facilidades que elas oferecem aos estudantes.

Cursos com menor duração, vestibular agendado e tele-aulas são apenas alguns recursos que têm atraído alunos.

A Educação a Distância (EaD) é a modalidade educacional em que as aulas são ministradas com o auxílio da tecnologia, ou seja, em que alunos e professores estão separados fisicamente, mas conectados de alguma forma.

Pode ser via Internet, televisão, vídeo, enfim, qualquer meio capaz de tornar possível a transmissão de informações.


A eficácia deste tipo de método é colocada em xeque por especialistas, professores e até mesmo alunos. Defensores de um lado, críticos de outro e o Ministério da Educação (MEC) no meio da polêmica.

As instituições que oferecem a EaD devem ser credenciados pelo MEC e, assim como as universidades e faculdades presenciais, são avaliadas e devem seguir regras, estabelecidas no Decreto 5.622, de 2005.

E é por causa deste controle que, esta semana, o MEC divulgou uma lista de 1.279 pólos de EaD que serão desativados. Os pólos fechados pertencem à Universidade Estadual de Tocantins (Unitins), em parceria com a Faculdade Educacional da Lapa e com o sistema Eadcon. Ao todo, cerca de 60 mil alunos estudam nestes locais.

O fechamento faz parte de um processo de vistoria da qualidade dos pólos de EaD. O próximo passo do MEC é avaliar mais quatro pólos e diagnosticar a qualidade de ensino que oferecem. Com essa medida, outras instituições correm risco de fechar.

Antes de optar por um curso a distância é importante verificar a instituição escolhida, sua idoneidade e reputação, assim como a dos professores e coordenadores; conferir se existe o credenciamento e autorização junto ao MEC; e conversar com ex-alunos e atuais para que não haja nenhuma surpresa desagradável.

Aqui você confere as instituições credenciadas pelo MEC, que oferecem cursos de graduação a distância.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Paleontologia?


Nos últimos anos muitos filmes mostraram essa área do conhecimento. A Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis, evidências da vida pré-histórica preservadas nas rochas, vestígios de seres vivos que viveram no passado. Eles podem aparecer como restos de seres vivos, seus moldes ou mesmo uma pegada ou rastro.

Esta ciência visa esclarecer não apenas o significado evolutivo e temporal do fóssil, mas também a aplicação na busca de bens minerais e energéticos. A palavra paleontologia vem do grego palaios/paleo (antigo), onto (ser), logos (conhecimento/estudo), ou seja, "conhecimento de seres antigos".

Para ingressar nesse campo é preciso adquirir conhecimentos geológicos e sólidos fundamentos biológicos. É uma área do conhecimento situada entre a Biologia e a Geologia, usando conhecimentos de ambas. O trabalho é difícil, o registro fóssil é bastante incompleto e os achados fósseis representam apenas uma pequena parte das formas de vida que já existiram.

Muitas espécies se extinguiram sem deixar rastro, por terem existido em um curto período de tempo ou por terem habitado em ambientes que não facilitavam a sua preservação, entre outros motivos.


Atualmente essa profissão é bem desenvolvida e ampla. O trabalho consiste, entre outras ações, em descrever novas espécies, estudar a evolução dos diferentes grupos, estimar as idades em que os organismos viveram, estabelecer as relações ecológicas entre eles, reconstruir seu meio ambiente e identificar as possíveis causas da sua extinção.

A paleontologia vem passando por uma real revolução científica nas últimas décadas e isso se deve, em parte, à grande popularidade de filmes e documentários sobre os mais intrigantes seres pré-históricos, como os dinossauros.

Mas a revolução também se dá em função de novas maneiras de investigar os fósseis no campo e de estudar o passado da vida no laboratório. Novas tecnologias têm propiciado grandes avanços na compreensão dos princípios de vida na Terra.

Hoje essa ciência não é mais restrita aos cientistas e universidades, e sim a todos se interessam pela história da Terra e de seus habitantes no passado geológico. Poucas áreas de conhecimento têm fornecido tantas evidências em favor da evolução das espécies como a Paleontologia.


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sábado, 8 de novembro de 2008

Enade?


Até que ponto é importante avaliar a educação no Brasil? Será que a preocupação do governo é mesmo com a qualidade do ensino? A dúvida surge porque o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), como o próprio nome sugere, avalia somente um lado.

Em outras palavras, a prova do Enade leva em conta o que o estudante aprendeu nos anos em que esteve na universidade, mas deixa de fora as condições a que o aluno esteve submetido.

De acordo com o Ministério da Educação, o exame avalia o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos programáticos, suas habilidades e competências.

Mas qual é a estrutura das universidades? Os professores são qualificados? O material didático, os laboratórios, o projeto pedagógico, são adequados?


Por isso, a União Nacional dos Estudantes (UNE) propõe, pelo segundo ano consecutivo, o boicote ao Enade. Eles sugerem que os estudantes compareçam aos locais de prova, mas deixem-na em branco. De acordo com os representantes do órgão, o exame não tem sido justo.

É que o Enade é um dos componentes do Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior), que avalia não só o desempenho dos alunos, mas também aspectos como a gestão, o corpo docente, a responsabilidade social da instituição, o projeto pedagógico do curso e outras variáveis que influenciam na qualidade do ensino.

Segundo a UNE isso não tem acontecido e, desde 2004, quando o Sinaes foi criado, o Enade tem tido peso maior que os outros componentes.

O exame, que acontece amanhã, deve reunir mais 560 mil estudantes ingressantes - que estão no fim do primeiro ano - e concluintes - que cursam o último ano.

A seleção dos participantes é feita por amostragem e a responsabilidade pela inscrição dos estudantes é da universidade. É também a instituição quem divulga a lista dos alunos convocados, que são obrigados a realizar o exame.

Isso mesmo, a prova é obrigatória e quem não participa, apesar de ter sido convocado, não recebe o diploma ao final do curso.

A cada ano são escolhidos diferentes cursos para a avaliação. O Enade 2008 abrange as graduações de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química. Além destes também serão avaliados alguns cursos superiores de tecnologia.

Aí fica a dúvida. Boicotar ou não? Se por um lado os estudantes temem pelo fechamento do curso, caso a nota seja baixa, por outro tentam pressionar o governo a mudar a forma de avaliação.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Fies?


Desde 1962 a Caixa Econômica Federal administra as Loterias Federais, sendo responsável por repassar ao governo federal uma parte da arrecadação dos jogos lotéricos. Quase metade do total arrecadado com os jogos é repassado para os ministérios beneficiários e entidades não governamentais para investimentos em áreas prioritárias para o país.

Um dos programas beneficiados pelas Loterias Federais é o Financiamento Estudantil (Fies). Ele foi criado em 1999 em substituição do Programa de Crédito Educativo (CREDUC), que terminou em 1996. É caracterizado como um empréstimo que o governo faz, por meio do Ministério da Educação (MEC), tendo a Caixa como mediadora da parte financeira.

O programa é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes de renda menor e que estejam matriculados em instituições privadas, cadastradas no Fies e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.


Até o ano de 2004 o percentual de financiamento do Fies era de 10% até 70% do valor da mensalidade. A partir de 2005 passou a ser de até 50%. Também a partir de 2005, o FIES passou a financiar os estudos de quem foi selecionado pelo Programa Universidade para Todos (PROUNI) para recebimento da bolsa parcial de 50%. O valor não financiado é pago diretamente à instituição pelo estudante, e a renovação do financiamento é feita semestralmente.

Juros

Como todo empréstimo, o Fies possui taxa de juros. Para os contratos a partir de 2006, a taxa foi fixada em 3,5% ao ano ou 0,28% ao mês, para cursos ligados à educação e tecnólogos; e 6,5% ao ano ou 0,51% ao mês, para os demais cursos. Para os contratos feitos antes de 2006 aplica-se a taxa de 9% ao ano ou 0,72% ao mês.

Critérios

São priorizados pelo Fies os cursos de Licenciatura, Pedagogia e Normal Superior e aqueles com melhores conceitos na Avaliação das Condições de Graduação (ACG), realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Também é levada em consideração, na seleção do candidato, a renda total da família, se existe alguém com alguma doença grave em casa, se estudou ou não em escola pública e se trabalha na área de educação. Estes fatores são pontuados e analisados, juntamente com o perfil do estudante.

Exigências

Para se obter o Fies é exigida a apresentação de um fiador com idoneidade cadastral e renda comprovada de, no mínimo, o dobro da mensalidade integral do curso financiado. No site do MEC é possível realizar uma simulação do Fies.

O aluno interessado pelo financiamento se inscreve pela Internet, se for selecionado faz uma entrevista na faculdade e, logo após, a contratação na Caixa Econômica. E, ao contrário do que muitos pensam, o aluno que consegue o Fies não fica impedido de efetuar um outro financiamento.

É permitido ao estudante com Fies a mudança de instituição ou de curso, se estes estiverem credenciados no programa e concordarem com a continuidade do financiamento.

Mas se o estudante, por qualquer motivo, encerrar o financiamento não poderá financiar mais semestres ou obter outro financiamento estudantil do MEC. O contrato é feito uma vez só.


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ideb?



Como você escolhe onde seu filho vai estudar? E que garantia você tem de que ele vai aprender de maneira adequada? Estas e outras dúvidas preocupam pais que, muitas vezes, não têm outra opção, a não ser acreditar que o ensino das escolas públicas é de qualidade.

Ou isso, ou aceitar que, pelo menos, os pequenos têm onde ficar enquanto eles trabalham. No entanto, para vangloriar-se das conquistas obtidas nos últimos anos, como, por exemplo, o aumento dos índices de alfabetização, o governo criou o Ideb.

Mais uma das infinitas siglas que compõem o Ministério da Educação. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) é calculado com base na aprovação e evasão escolar, e no desempenho dos alunos no SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) e na Prova Brasil.


Quanto maior a nota das escolas avaliadas, somada à menor repetência e desistência, melhor é a classificação no índice, que varia de zero a dez. Além de medir o nível das escolas por todo o país, o Ideb serve de referência para o repasse de verbas na área da educação.

No primeiro ano em que foi verificado, baseado em dados de 2005, o Ideb nacional ficou assim: para os anos iniciais do Ensino Fundamental, média 3,8. Para os anos finais do Ensino Fundamental, média 3,5. E para o Ensino Médio, média 3,4. A média é calculada entre escolas públicas (federais, estaduais e municipais) e privadas.

Em 2007 houve avanço (mínimo, mas aconteceu) e a média dos anos iniciais do Ensino Fundamental foi de 4,2. Os anos finais tiveram média de 3,8 e o Ensino Médio, 3,5.

Metas

As metas para o ano de 2021 variam entre 5,2 e 6,0, médias consideradas de países desenvolvidos. E para isso as escolas são capazes de tudo, até mesmo aprovar mais alunos para melhorar a nota.

É o que revela reportagem da Folha de São Paulo publicada esta semana. Mesmo sem melhorar o desempenho dos alunos em matérias tidas como mais difíceis - como matemática e português - é possível aumentar as taxas de aprovação de forma espantosa. Em Itapirucu, na Bahia, a taxa média de aprovação, que em 2005 era de 53%, passou para 100% em 2007.

Resta saber até quando a educação no Brasil vai ser tratada na base do "professor finge que ensina, enquanto o aluno finge que aprende".

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Cineb?


Por causa de inúmeros alunos de escolas particulares que não pagam as mensalidades em dia, foi criado o Cadastro Nacional de Informação dos Estudantes Brasileiros (Cineb). Em parceria com a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), o serviço passou a funcionar oficialmente nesta quarta-feira.

No Brasil existem cerca de 37 mil instituições de ensino particulares, com um número de alunos que gira em torno de 13 milhões.

Segundo a Confenen, o que preocupa a escola ou universidade não é o inadimplente ocasional, que procura acertar a situação o mais breve possível, mas sim aquele que deixa de pagar de propósito, usando uma brecha legal. Com isso, não só o estabelecimento sai no prejuízo, mas também o aluno que paga a mensalidade corretamente, afinal o custo-ensino tende a aumentar.

O objetivo do cadastro nacional é fazer com que as instituições particulares não tenham novos alunos com histórico devedor, já que não podem tomar providências contra eles durante o ano letivo.


Como funciona

A ferramenta consiste em um dispositivo eletrônico, em escala nacional, que permite aos estabelecimentos da rede privada implementar e utilizar um banco de informações. O cadastro pode ser consultado por escolas e universidades de todo o país.

Nele vão estar os nomes dos alunos, ou responsáveis, que estão inadimplentes com algum estabelecimento de ensino particular. Se for comprovada inadimplência de um determinado estudante, a instituição pode recusar sua matrícula.

Adesão

O Cineb estava em processo de elaboração desde julho. De acordo com a Check Check - empresa de informação de crédito que desenvolveu essa ferramenta - mais de 700 estabelecimentos já aderiram ao projeto nessa fase inicial. Para participar, a instituição se cadastra e paga uma mensalidade de acordo com o pacote solicitado.

Instituição

Antes deste cadastro as escolas já consultavam o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e, em geral, incluíam o CPF dos devedores em serviços locais de proteção ao crédito, sem abrangência nacional.

De acordo com os responsáveis, o Cineb segue as normas de proteção ao consumidor. Os dados cadastrais são sigilosos e antes de alguém ter o nome incluído entre os mau pagadores recebe uma carta de aviso. Ele tem o prazo de dez dias para regularizar a situação.

Consumidor

Para o Procon, este cadastro de inadimplentes é abusivo, porque não se pode tratar a educação como uma mercadoria qualquer. Caso haja inclusão no Cineb e matrícula negada por este motivo a orientação é procurar o Procon e denunciar, para que medidas sejam tomadas contra o estabelecimento de ensino.



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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dislexia?


Muitas crianças tidas como preguiçosas, sem interesse e com mau comportamento podem, na verdade, apresentar dislexia. Apesar de não ser considerada uma doença, ela é um transtorno que impede a criança de ler e compreender com a mesma facilidade de outras da mesma faixa etária.

Para elas é difícil assimilar as palavras e reconhecê-las novamente, mesmo depois de ter lido ou estudado várias vezes. A leitura se torna um grande esforço, afinal, todas as palavras aparentam ser novas e desconhecidas.

É uma dificuldade de aprendizado que abrange leitura, escrita, soletração, linguagem expressiva, cálculos matemáticos e linguagem corporal. É o mais freqüente distúrbio de aprendizado e está relacionado à evasão escolar e cerca de 15 % das reprovações.

Muitos casos de dislexia passam pelas escolas sem serem percebidos. Pesquisas mostram que 20% das crianças em idade escolar sofrem de dislexia, ou seja, de cada 10 alunos dois são disléxicos, com grau significativo de dificuldades. Estima-se que cerca de 15% da população mundial tem dislexia.


É importante que pais e professores conheçam esse distúrbio e saibam do alto número de crianças que são atingidas. Caso contrário, podem confundir dislexia com preguiça ou falta de disciplina, porque é normal que essas crianças se expressem através de mau comportamento, dentro e fora da escola.

Não é certo dizer que a pessoa disléxica certamente vai encontrar dificuldades acadêmicas e profissionais, ou que é menos inteligente. A dislexia não implica em falta de sucesso no futuro. Muitos especialistas acreditam a busca inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e habilidades. Exemplo disso são algumas pessoas famosas e bem sucedidas que conviveram com o distúrbio como Leonardo da Vinci, Thomas Edison, Walt Disney, Agatha Christie e Tom Cruise.

A dislexia não é causada por falta de interesse, atenção, motivação, esforço, baixa inteligência ou condição socioeconômica. Ela é relacionada à condição genética, apresentando alterações no padrão neurológico da pessoa. Ela pode vir de um familiar que tenha algum problema fonológico, mesmo que não seja dislexia.

Classificações

Disgrafia: dificuldade em escrever, cometendo diversos erros ortográficos como inversões de letras, sílabas e números. As letras podem ser mal grafadas, borradas ou incompletas, com tendência à escrita em letra de fôrma.

Discalculia: dificuldade em compreender a linguagem matemática em seus diferentes níveis. Também existem dificuldades vindas da imprecisa percepção de tempo e espaço.

Deficiência de Atenção: dificuldade de concentrar e manter a atenção em um objetivo central. A deficiência de atenção pode se manifestar isoladamente ou associada a uma Linguagem Corporal que caracteriza a Hiperatividade ou Hipoatividade.

Hiperatividade: atividade psicomotora excessiva. É caracterizada por alguns fatores como falar sem parar, nunca esperar por nada, interromper e atropelar tudo e todos.

Hipoatividade: baixa atividade psicomotora, reação lenta a qualquer estímulo. Comumente o hipoativo tem memória pobre e comportamento vago, pouca interação social e quase não se envolve com seus colegas.

Diagnóstico

Os sintomas da dislexia podem ser percebidos em casa, mesmo antes da criança ir para a escola. O diagnóstico deve ser realizado por profissionais treinados, que fazem uma série de testes e observações, normalmente trabalhando com uma equipe multidisciplinar, que analisa o conjunto de manifestações de dificuldades. A dislexia não é o único distúrbio do aprendizado, mas é o mais comum.

Alguns sinais podem indicar um caso de dislexia. É preciso ficar atento quando a criança apresenta, na primeira parte da infância, atraso no desenvolvimento motor, na aquisição da fala, dificuldade de entender o que está ouvindo, lento crescimento do vocabulário, dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nome.

A partir do início da alfabetização, pode ter dislexia quem demonstra dificuldade para ler orações e palavras simples, na soletração de palavras, troca das palavras, a mesma palavra escrita de diferentes maneiras, dificuldades com a percepção espacial, em distinguir esquerda e direita, confusão com a sonoridade das letras, na orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano), dificuldade no traço das letras, em aprender o alfabeto, em copiar do quadro, em habilidades auditivas, falta de rapidez e ritmo na leitura, lentidão ao fazer os deveres escolares, repetição de sílabas, inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever, entre outros.

Quando o jovem já está no Ensino Médio também é possível observar algumas disfunções como leitura vagarosa e com muitos erros, vocabulário empobrecido, dificuldades em aprender outros idiomas, em soletrar palavras mais complexas, em escrever redações, reproduzir histórias, nas habilidades de memória e de entender conceitos abstratos.

Tratamento

A falta de conhecimento de muitos pais faz com que eles se envergonhem de ter um filho disléxico e evitem procurar um tratamento, mas a dislexia não é superada com o tempo, não é curada sem um tratamento apropriado. Ela pode ser curada por completo, se tratada desde os primeiros anos de vida, com isso a criança apresenta menor dificuldade ao aprender a ler, evitando com que se atrase na escola ou passe a não gostar de estudar.

Existem diferentes tratamentos para dislexia, afinal, cada indivíduo tem necessidades diferentes, por isso o programa de tratamento deve ser individualizado. A maioria deles prioriza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura, o que ajuda o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases. Também é aconselhado que a criança leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigir os erros. Os resultados surgem de forma progressiva.

Mas não se pode esquecer que juntamente com o tratamento é importante que a criança receba apoio, com a paciência dos pais, familiares, amigos e professores. Muitos estudantes com dificuldade de aprendizado têm auto-estima baixa e se sentem menos inteligentes que seus amigos. Professores podem ajudar uma criança disléxica encorajando o aluno, descobrindo outras habilidades e usando critérios de avaliação diferenciados.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

PNUD?


Quantas vezes você sentiu fome? E quantas deu de comer a alguém?
Quantas peças de roupa possui? E quantas doou no último ano?
Quantas lições aprendeu até hoje? E quantas ensinou neste período?
Quanto tempo perdeu reclamando da vida? E quanto agradeceu por tudo que tem?

Responder a estas questões pode nos trazer constatações não muito agradáveis e que preferimos evitar. Sonhar com um futuro melhor, em que a miséria não faça parte do cotidiano, é fácil; difícil é colocar isso em prática. Só no ano passado, de acordo com a FAO, o número de famintos no mundo chegou a 925 milhões.

Mas o que esses números realmente representam? Para alguns, apenas estatísticas cruéis que deflagram as condições subumanas em que muitas pessoas ainda vivem. Para outros, a oportunidade de desenvolver ações efetivas de combate à pobreza.

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem um órgão dedicado a lutar contra a pobreza no mundo, realizando estudos sobre o desenvolvimento humano e executando projetos que contribuem para a melhoria das condições de vida das pessoas. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) também é responsável pela propagação das metas de desenvolvimento do milênio.


Ao todo oito objetivos devem ser cumpridos até 2015 e o primeiro da lista está relacionado à pobreza e à fome. O compromisso é reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar por dia; e a proporção da população que sofre com a fome.

Não menos importantes, entre os oito objetivos, estão o acesso à educação, a redução da mortalidade infantil e o combate à AIDS, malária e outras doenças.

Aliás, é o conjunto destas ações que transforma a realidade difícil e, muitas vezes, sem perspectiva de pessoas que, independente do motivo, se encontram desamparadas. Mas, às vezes, quem quer ajudar tem dúvida, não sabe direito por onde começar, o que fazer.

E na verdade não há regras, manual ou guia explicativo com o passo-a-passo da solidariedade. O que não se pode é ficar indiferente, acostumar-se com o mendigo que dorme na calçada ou com a criança que pede esmola no sinal.

Hoje é o Dia de Ação nos Blogs (Blog Action Day), cujo tema este ano é a pobreza. Blogueiros de todo o mundo escrevem sobre o assunto, doam a renda gerada no dia ou apenas divulgam a ação. Debater, discutir, refletir pode ser um começo. E você, o que vai fazer?



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domingo, 12 de outubro de 2008

Bullying?


Você certamente foi vítima, autor ou, pelo menos, testemunha de bullying durante o período em que esteve na escola. Diferente das brigas eventuais entre crianças, por causa de uma brincadeira, por exemplo, o bullying acontece repetidas vezes e é violento.

A palavra bully (pronuncia-se “búli”), do inglês, significa "valentão" e a expressão bullying diz respeito a intimidação e humilhação, praticada por uma pessoa contra outra incapaz de se defender. As agressões, que podem ser psicológicas ou mesmo físicas, acontecem com freqüência e têm início na infância.

No começo são apelidos, brincadeiras maldosas, discriminação e exclusão do grupo. Com o tempo essas crianças passam a ser vítimas de agressão e apanham, têm o material escolar danificado ou roubado, recebem ordens, são perseguidas, chantageadas e isoladas.


Crianças que sofrem com a prática de bullying tendem a ser inseguras, pouco sociáveis, passam a ter baixo desempenho escolar e podem apresentar quadros de depressão. Os traumas sofridos na infância podem, segundo especialistas, ter conseqüências na vida adulta, quando estas pessoas têm problemas de relacionamento, baixa auto-estima ou, ainda, assumem um comportamento agressivo. Em casos extremos, alguns podem cometer suicídio.

Os autores do bullying crescem sem limites, são crianças intolerantes, querem resolver problemas por meio da força física, desafiam os pais e, quando adultos, reproduzem a violência em casa ou no trabalho. Muitos acabam se envolvendo com drogas, atos de vandalismo e até mesmo o crime.


Tipos de bullying

O bullying escolar é apenas o começo do problema. A prática se estende para o convívio familiar, com os vizinhos, no ambiente de trabalho, entre outros. Se na infância esse comportamento pode ser encarado como inconseqüente, afinal se trata de crianças, na vida adulta o objetivo pode ser desqualificar o profissional para tomar seu lugar ou, no caso de vizinhos, provocações com a intenção de fazê-lo se mudar de endereço.

Medidas

Uma pesquisa divulgada na semana passada, por uma Organização Não-Governamental (ONG) internacional, apontou um dado alarmante. Cerca de um milhão de crianças no mundo todo sofrem algum tipo de violência na escola diariamente. Com base nesses dados terá início, no ano que vem, a campanha global "Aprender sem medo", com o objetivo de erradicar a violência escolar.

Entre as ações para combater a violência estão o estabelecimento de normas de comportamento, treinamento de professores para mudar as técnicas usadas em sala de aula e a conscientização dos direitos infantis.

Casos conhecidos

Muitos casos de tiroteios em escolas americanas, como o massacre de Columbine, ou da Universidade de Tecnologia da Virgínia, quando o estudante Cho Seung-Hiu matou 32 pessoas, podem ter relação com o bullying. Cho Seung-Hiu, por exemplo, era ridicularizado pelos colegas por ser muito tímido.

No Brasil, um caso recente traz esperança às vítimas de bullying. Uma escola particular em Ceilândia, no Distrito Federal, foi condenada a pagar indenização de R$ 3 mil à mãe de um menino de sete anos, agredido por colegas dentro da escola. Ele sofria provocações por causa da baixa estatura, por usar óculos e, freqüentemente, chegava em casa com hematomas e ferimentos.

Não é fácil identificar a prática de bullying, porque geralmente quem sofre a agressão tem medo ou vergonha de dizer. Pais e professores têm de estar atentos às mudanças de comportamento, estimulando o diálogo e dando atenção às reclamações das crianças.


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