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domingo, 12 de abril de 2009

Cicloturismo?


Eles estão organizados em clubes e espalhados pelo mundo todo. São praticantes de um esporte pouco divulgado, mas com um número cada vez maior de adeptos. A razão de ser pouco conhecido é simples: não se trata de uma competição; portanto não há vencedores, medalhas ou premiações.

O cicloturismo é, antes de tudo, uma modalidade esportiva voltada ao lazer. De acordo com praticantes, é a integração entre homem e natureza da forma mais literal possível, ou seja, montado em uma bicicleta e em contato direto com o sol, vento, chuva, enfim, todas as mudanças climáticas.

No início podem ser pequenos passeios – até mesmo para que se adquira condicionamento físico –, que, com o tempo, se tornam grandes viagens. O cicloturista geralmente segue um roteiro, com os locais por onde vai passar previamente definidos, e prefere estradas alternativas (de terra) em vez de rodovias movimentadas.


Mas isso não quer dizer que não passem por estes caminhos. O objetivo de quem pratica o esporte é, além de manter contato com o meio ambiente, conhecer pessoas e culturas diferentes. As viagens são feitas em grupo ou individualmente e podem durar um fim de semana, alguns dias ou até meses.

Há empresas de turismo que oferecem passeios de travessia entre estados, com roteiros que incluem praias desertas, cachoeiras, trilhas em florestas, entre outros.

No Brasil, os adeptos do cicloturismo preferem bicicletas mais resistentes (mountain bikes) por causa dos terrenos acidentados que podem encontrar no caminho. Para quem se animou e tem vontade de participar de atividades como esta vale a pena conferir algumas dicas no site do Clube de Cicloturismo.

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domingo, 15 de março de 2009

Floral?


Relações mais superficiais, rotina mais estressante, vida mais agitada. Tudo mais intenso, elevado ao quadrado, inclusive os problemas. O ser humano é contraditório mesmo; reclama da solidão e da multidão, do excesso e da falta.

E aí inventa (ou tenta) soluções para sentir-se aliviado de sentimentos de culpa, cansaço, tristeza, depressão, medo, ansiedade, raiva, aflição. Procura médicos e medicamentos, terapeutas e terapias, em busca de equilíbrio.

Quem nunca ouviu falar em floral de Bach? É uma terapia antiga, dos idos de 1930, que tem como filosofia o tratamento da pessoa, e não da doença, ou como acreditava seu criador, da causa e não do efeito.

O inglês Edward Bach foi quem criou os florais, essências naturais preparadas a partir de flores e água mineral. Eles são usados não só no tratamento de pessoas, como também de plantas e animais.


E por que um animal precisaria de tratamento à base de florais? Para superar a perda do dono (em caso de falecimento); por ser agitado demais; para aceitar um novo integrante na família, enfim, as aplicações são diversas, afirmam especialistas.

Não há contra-indicação quanto ao uso do floral, podendo ser utilizado por pessoas de qualquer idade e também junto com medicamentos convencionais. É por isso que o floral não é considerado um remédio, afinal ele não age sobre nenhuma doença específica.

E, apesar de usado há tanto tempo e por tantas pessoas em todo o mundo, as propriedades do floral de Bach não são reconhecidas cientificamente como forma de tratamento médico. Com ou sem o aval da medicina, o sucesso dos florais atravessa gerações e continentes, conquistando adeptos onde chega.

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terça-feira, 10 de março de 2009

One degree less?

Para os que dizem não saber o que fazer para combater o aquecimento global, agora já têm um ponto de partida. É claro que separar o lixo doméstico, evitar o uso de sacolas plásticas, usar menos o carro, enfim, todas essas medidas contribuem para a preservação do meio ambiente, mas o que se propõe é algo novo.

E é justamente disso que o mundo precisa; soluções inovadoras, simples e, principalmente, ao alcance de todos.

Especialistas fazem previsões catastróficas para os próximos anos, também como forma de alerta, com base em estudos científicos. A sociedade, que antes não levava o assunto tão a sério, hoje se preocupa porque o problema bateu em sua porta, em forma de enchentes, furacões, queimadas etc.

E agora, o que fazer? Mobilizações, projetos, parcerias e, no meio disso tudo, uma campanha mundial começa a ser conhecida no Brasil. One Degree Less, ou Um Grau a Menos, em português, consiste em pintar os telhados das casas de branco para diminuir a temperatura dentro de casa e, ainda, reduzir o aquecimento global em 1ºC.


A campanha, baseada em um estudo científico norte-americano, foi criada por uma entidade que promove o uso de tecnologias sustentáveis na construção civil, a Green Building Council (GBC).

A explicação está no fato de que a cor branca reflete os raios solares (até 90%), reduzindo a temperatura no interior do imóvel em média 6ºC. Com isso, diminui o consumo de aparelhos de ar-condicionado, ventilador e, consequentemente, o valor da conta de luz.

É evidente que apenas uma atitude não vai garantir o sucesso da campanha, nem da sustentabilidade do planeta. No entanto, faz-se necessário apontar soluções e estimular a discussão de um assunto que deveria ser prioridade. É melhor do que apenas mostrar números e estatísticas de uma realidade tão cruel.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

UDR?


Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; é mais ou menos assim que se sentem os fazendeiros cujas propriedades são invadidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST).

Em Presidente Bernardes, São Paulo, uma fazenda foi invadida 20 vezes, sendo a última na semana passada. E se antes os fazendeiros, o poder público e a mídia eram pegos de surpresa, com invasões no meio da noite, hoje eles anunciam com antecedência quando e onde vão atacar.

É isso que fez com que a União Democrática Ruralista (UDR) entrasse com uma representação junto à Polícia Civil e o Ministério Público, pedindo a punição dos responsáveis pelas invasões de terras no Pontal do Paranapanema.

No comando dos sem-terra que invadiram 20 fazendas em 16 municípios paulistas está José Rainha Júnior, dissidente do MST, mas que continua liderando invasões.

De acordo com a UDR, a ação dos sem-terra foi premeditada e ganhou até mesmo nome: Operação Carnaval Vermelho. A UDR defende os direitos dos ruralistas e reivindica a ação preventiva da polícia em casos como este.

O processo de Reforma Agrária no país caminha a passos lentos, ou melhor, já nem anda mais e, por isso, as brigas por terra se tornaram batalhas sem lei.

O MST já não existe como unidade, perdeu o foco e hoje atua na clandestinidade. Há invasões, destruição, baderna, homicídios e, pelo fato de o movimento não existir juridicamente, não há como punir seus dirigentes.

Não há dúvida de que existem terras improdutivas no país e que a maneira de classificá-las ainda é obscura. Também é de conhecimento de todos que muitos integrantes desses movimentos são aproveitadores tentando levar vantagem.

Apontar quem está certo ou errado não é solução para o problema, tampouco põe fim aos conflitos. Enquanto isso, a mesma terra que mantém o homem vivo, por meio da produção de alimentos, serve também de cemitério para os que se enfrentam nessa guerra.

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PET?


Muito se fala atualmente em reciclagem, consumo consciente, consciência ambiental, mas, pouco se faz, efetivamente, para colocar essas ideias em prática.

As ecobags (sacolas ecológicas que substituem as de plástico), por exemplo, estão por toda parte - no porta-malas do carro, na despensa, ou jogada em algum canto da casa -, mas quem as usa realmente? Quem trocou as tantas sacolinhas plásticas por uma de pano quando vai às compras? Pouca, pouquíssima gente.

Em contrapartida, há que se registrar iniciativas importantes, que começaram meio tímidas e, agora, têm espaço garantido. São objetos, os mais variados possíveis, feitos a partir de garrafas de plástico, as famosas PET.

Desde produtos artesanais, objetos de decoração, brinquedos, roupas, vassouras, telhas, até sistema de aquecimento de água e, acreditem, tijolo. Tudo feito com garrafa PET. Ainda bem que existem pessoas preocupadas com o meio ambiente e com o destino do lixo que, no caso das PETs, é cruel com a natureza.

Estima-se que são necessários mais de 100 anos para que uma garrafa PET seja decomposta, ou seja, considerando-se que o material foi produzido, pela primeira vez, em 1941, conclui-se que nenhuma teve tempo de se decompor até hoje.


Conceito

O Politereftalato de etila (PET) é um polímero termoplástico super resistente formado pela reação entre um ácido (tereftálico) e um álcool (etilenoglicol).

A grande desvantagem, em relação às latinhas de alumínio, é o fato de a garrafa PET nunca ser transformada em outra igual, por causa da contaminação (da cola, do rótulo, da tinta). O plástico, obtido com a reciclagem, é utilizado para fazer outro produto. Outra questão é quanto à coleta. Catadores preferem latinhas porque a garrafa PET é grande e leve e, por isso, não rende lucro.

O que fazer?

Buscar alternativas que ajudem na preservação do meio ambiente é, sem dúvida, uma forma de se preocupar com as futuras gerações, mas não é o suficiente.

Reciclar é apenas remediar o problema, e não resolver. O que ajuda, de verdade, a preservar a natureza, é diminuir o consumo e reaproveitar. E quando se fala em reduzir o consumo não quer dizer comer menos, mas sim evitar o desperdício. É possível, e nós sabemos disso.


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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Fitoterápico?


Há quem passe longe deles e faz de tudo para não ter de tomá-los; outros, no entanto, fazem uso até sem necessidade e são chamados de hipocondríacos.

Os remédios, cuja eficácia depende de uma série de fatores, são usados com cada vez mais frequência e, muitas vezes, sem orientação médica.

E a sabedoria popular, que durante tanto tempo orientou pessoas no cuidado com a saúde, tem ganhado mais respeito e prestígio no campo da medicina.

O Ministério da Saúde acaba de divulgar uma lista com plantas medicinais que poderão ser usadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, 71 espécies de plantas devem ser utilizadas como medicamentos fitoterápicos.

O medicamento fitoterápico, de acordo com a definição da Anvisa, é todo medicamento farmacêutico obtido por meio de matérias-primas vegetais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

Ou seja, o fitoterápico é uma mistura de substâncias, no qual o princípio ativo é desconhecido.

Assim como outros remédios, apresenta riscos quanto ao uso e, ao contrário do que muitos podem pensar, é industrializado. A diferença do fitoterápico para outros medicamentos é o fato de que, em sua composição, usa-se exclusivamente matéria-prima vegetal.


Para que fique claro, uma planta medicinal, por si só, mesmo que em forma de chá ou infusão, não é considerada um fitoterápico.

Os medicamentos fitoterápicos podem ser divididos em:

novo: cuja eficácia, segurança e qualidade sejam comprovadas cientificamente, por ocasião do registro, podendo servir de referência para o registro de similares.

tradicional: elaborado a partir de planta medicinal conhecida pela tradição popular, sem evidências de risco à saúde do usuário, cuja eficácia é validada por meio de levantamentos farmacológicos e de utilização, documentações tecnocientíficas ou publicações indexadas.

similar: contém as mesmas matérias-primas vegetais, na mesma concentração de princípio ativo ou marcadores, utilizando a mesma via de administração, forma farmacêutica, posologia e indicação terapêutica de um medicamento fitoterápico considerado como referência.

Qualquer que seja a escolha, medicamentos sempre devem usados mediante orientação profissional.

A seguir a lista das plantas, divulgadas pelo Ministério da Saúde:

Achillea millefolium
nome popular: Mil-folhas, Dipirona
uso:combate úlceras, feridas, analgesica

Allium sativum
nome popular: Alho
uso: Anti-séptico, Antiiflamatório e Anti-hipertensivo

Aloe spp (A. vera ou A. barbadensis)
nome popular: Babosa, áloes
uso: combate caspa, calvíce e é antisseptico, tira lendia de piolhos e é cicatrizante

Alpinia spp (A. zerumbet ou A. speciosa)
nome popular: Colônia
Uso: Anti-hipertensivo

Anacardium occidentale
nome popular: Caju
uso:Antisseptico e cicatrizante

Ananas comosus
Nome popular: Abacaxi
Uso: mucolítica e fluidificante das secreções e das vias aéreas superiores.

Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea
Nome popular: Jucá, pau-ferroverdadeiro, ibirá-obi
Uso: Infecção catarral, garganta, gota, cicatrizante
Localização: Centro Oeste e Mato Grosso

Arrabidaea chica
nome popular: Crajirú, carajiru
uso: Afeções da pele em geral (impigens), feridas, Antimicrobiano
Centro Oeste

Artemisia absinthium
Nome popular: Artemísia
Uso: Estômago, fígado, rins, verme (lombriga e oxíuru, giárdia e ameba)

Baccharis trimera
nome popular: Carqueja, carquejaamargosa
Uso: combate feridas e estomáquico

Bauhinia spp (B. affinis, B. forficata ou variegata)
Nome popular: Pata de vaca

Bidens pilosa
nome popular: Picão
uso: combate úlceras

Calendula officinalis
Nome popular: Bonina, calêndula, flor-de-todos-osmales, malmequer
Uso: feridas, úlceras, micoses

Carapa guianensis
nome popular: Andiroba, angiroba, nandiroba
uso: combate úlceras, dermatoses e feridas

Casearia sylvestris
nome popular: Guaçatonga, apiáacanoçu,bugre branco, café-bravo
uso: combate úlceras, feridas, aftas, feridas na boca

Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
nome popular: Camomila
uso: combate dermatites, feridas banais

Chenopodium ambrosioides
nome popular: Mastruz, erva-de-santa- maria, ambrosia, erva-debicho, mastruço, menstrus
uso: Corrimento vaginal, antisseptico local

Copaifera spp
Nome popular: Copaíba
Uso: antiinflamação

Cordia spp (C. curassavica ou C. verbenacea)
Nome popular: Erva baleeira
Uso: Antiiflamatoria

Costus spp (C. scaber ou C. spicatus)
nome popular: Cana-do-brejo
uso: combate leucorréia e infição renal

Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
nome popular: Alcanforeira, herva-mular, péde-perdiz
Uso:combate feridas, úlceras

Curcuma longa
nome popular: Açafrão

Cynara scolymus
nome popular: Alcachofra
uso: combate ácido úrico

Dalbergia subcymosa
nome popular: Verônica
uso: Auxiliar no tratamento de inflamações uterinas e da.anemia

Eleutherine plicata
nome popular: Marupa, palmeirinha
uso: Hemorróida, vermífugo

Equisetum arvense
nome popular: cavalinha
uso: diurético

Erythrina mulungu
nome popular: Mulungu
uso: Sistema nervoso em geral

Eucalyptus globulus
nome popular: eucalipto
uso: combate leucorréia

Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana
nome popular: Pitanga
uso: Diarréia

Foeniculum vulgare
nome popular: Funcho
uso: anti-séptico

Glycine max
Nome popular: Soja
Uso: sintomas da menopausa, oesteoporose

Harpagophytum procumbens
Nome popular: garra-do-diabo
Uso: Artrite reumantoide

Jatropha gossypiifolia
nome popular: Peão-roxo, jalopão, batata-de-téu
uso: antisseptico, feridas

Justicia pectoralis
Nome popular: anador
Uso: cortes, afecções nervosas, catarro bronquial

Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum
nome popular: Folha-da-fortuna
uso: furúnculos

Lamium album
nome popular: Urtiga-branca
uso: leucorréia

Lippia sidoides
Nome popular: estrepa cavalo, alecrim, alecrim-pimenta

Malva sylvestris
Nome popular: malva, malva-alta, malva-silvestre
Uso: furúnculos

Maytenus spp (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
Nome popular: concorosa, combra-de-touro, espinheira-santa, concerosa
Uso: antiséptica em feridas e úlceras

Mentha pulegium
Nome popular: poejo

Mentha spp (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
Nome popular: hortelã-pimenta, hortelã, menta

Mikania spp (M. glomerata ou M. laevigata)
Nome popular: Guaco
Uso: broncodilatador

Momordica charantia
Nome popular: Melão de São Caetano

Morus sp
Nome popular: amora

Ocimum gratissimum
Nome popular: alfavacão, alfavaca-cravo

Orbignya speciosa
Nome popular: babaçu

Passiflora spp (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
Nome popular: maracujá
Uso: calmante

Persea spp (P. gratissima ou P. americana)
Nome popular: abacate
Uso: ácido úrico, prevenir queda de cabelo, anti-caspa

Petroselinum sativum
Nome popular: falsa

Phyllanthus spp (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
Nome popular: erva-pombinha, quebra-pedra

Plantago major
Nome popular: tanchagem, tanchás
Uso: feridas

Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Nome popular: Boldo

Polygonum spp (P. acre ou P. hydropiperoides)
Nome popular: erva-de-bicho
Uso: corrimentos

Portulaca pilosa
Nome popular: amor-crescido
Uso: feridas, úlceras

Psidium guajava
Nome popular: goiaba
Uso: leucorréia, aftas, úlcera, irritação vaginal

Punica granatum
Nome popular: romeira
Uso: leucorréia

Rhamnus purshiana
Nome popular: cáscara sagrada

Ruta graveolens
Nome popular: arruda

Salix alba
Nome popular: salgueiro branco

Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
Nome popular: araguaíba, aroeira, aroeira-do-rio-grande-do-sul
Uso: feridas e úlceras

Solanum paniculatum
Nome popular: jurubeba

Solidago microglossa
Nome popular: arnica
Uso: contusões

Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
Nome popular: Barbatimão, abaremotemo, casca-da-virgindade
Uso: Leucorréia, feridas, úlceras, corrimento vaginal

Syzygium spp (S. jambolanum ou S. cumini)
Nome popular: jambolão

Tabebuia avellanedeae
Nome popular: ipê-roxo

Tagetes minuta
Nome popular: cravo-de-defunto

Trifolium pratense
Nome popular: trevo vermelho

Uncaria tomentosa
Nome popular: unha-de-gato
Uso: imunoestimulante, antiinflamatório

Vernonia condensata
Nome popular: boldo da Bahia

Vernonia spp (V. ruficoma ou V. polyanthes)
Nome popular: assa-peixe

Zingiber officinale
Nome popular: gengibre
Uso: tosse


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Bolsa geladeira?


Para você que achou que já sabia tudo sobre Bolsa Família, ProUni, Brasil Alfabetizado, enfim todos os "programas sociais" do governo Lula, aí vai mais um: o Bolsa Geladeira.

Não se trata de nenhuma piada, pelo menos não no sentido literal da palavra. O projeto prevê a troca de geladeiras velhas por novas e uma série de benefícios, que merecem ser elencados.

O primeiro, e mais óbvio, pelo menos para você consumidor que vive em um mundo capitalista, é diminuir o consumo de energia elétrica e, consequentemente, a sua conta de luz.

Depois, acabar com o problema de emissão de gás CFC (clorofluorcarbono) que os equipamentos antigos apresentam. A camada de ozônio e as futuras gerações agradecem.

E, por último, vejam vocês, estimular o setor de eletrodomésticos, prejudicado pela crise financeira. Sem comentários. Mas o pior ainda está por vir. Trocar a geladeira é ótimo, dá um up-grade na cozinha, maravilha; mas com que dinheiro?


Calma, tudo está sendo meticulosamente planejado para o segundo semestre. Até lá, a manipulação terá sido muito bem elaborada.

O governo explica o seguinte: trocando a geladeira antiga, automaticamente sua conta de luz será reduzida. Com este valor que você economiza é perfeitamente possível pagar a prestação da nova geladeira.

Aí você se pergunta: por que eu não pensei nisso antes? Geladeira nova, meio ambiente livre da poluição, aquecimento da economia, enfim, tudo perfeito. Esse governo é mesmo uma mãe.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Conama?


Lembra daquela discussão sobre redução de 80% para 50% da reserva legal em propriedades da Amazônia Legal? Pois bem, ela foi explicada aqui quando se falou do embate travado entre ministros.

Agora, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) deve confirmar a decisão de reduzir para 50% a obrigatoriedade de reflorestamento nas proximidades da BR-163 e da Rodovia Transamazônica.

O Conama é um órgão do Sistema Nacional do Meio Ambiente, criado em 1981, e responsável pela análise e decisão de toda política nacional do meio ambiente. Parece redundante; e é.

Na verdade, desde que seja feito o zoneamento ecológico-econômico pelo Estado, é possível fazer a redução da reserva legal dentro da lei, amparado pelo Código Florestal.

Porém, é importante destacar que essa medida só vale para desmatamentos antigos, que tenham sido feitos até 2005.

Enquanto isso, ambientalistas afirmam que o governo está mudando o foco da discussão. Esta ratificação será feita, segundo eles, apenas para legalizar a devastação que já existe.


E até o ministro da Defesa entrou na briga. Nelson Jobim não concorda com oito (Carlos Minc), nem 80 (Reinhold Stephanes). Para ele, deve-se combinar a preservação da Amazônia com alternativas de desenvolvimento real, ou seja, desmatar e preservar ao mesmo tempo.

Em uma terra sem lei, onde grileiros matam sem qualquer receio (que o diga irmã Dorothy Stang), tente explicar o que é desenvolvimento sustentável a eles, senhor ministro.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Marmota?


Já é uma tradição que acontece há mais de um século, embora no Brasil muita gente não faça a mínima ideia do que isso representa.

Aliás, para nós brasileiros, marmota é sinônimo de desajeitado, lerdo, bagunçado. Mas nos Estados Unidos e Canadá o roedor tem uma função muito especial, tanto que há, inclusive, o Dia da Marmota - em inglês, Groundhog day.

Todos os anos, no dia 2 de fevereiro, a marmota de Punxsutawney, no estado da Pensilvânia, faz seu prognóstico sobre o fim do inverno.

Phil, como é chamado o animal, sai da toca e, dependendo do seu comportamento, conclui-se quanto tempo falta para a primavera chegar.

Se ao sair da toca o dia estiver nublado, a marmota deixa o abrigo e dá por encerrado o inverno. Isso significa que a estação terminará mais cedo.

Porém, se a marmota deixar a toca e se assustar com a própria sombra por causa do sol, ela volta para o abrigo e permanece hibernando mais seis semanas. E foi o que aconteceu este ano; portanto o frio deve continuar por mais algum tempo.

A tradição centenária remonta aos imigrantes alemães, que observavam as marmotas para escolher a melhor data para o plantio.


As marmotas parecem com esquilos, mas são um pouco maiores. Elas vivem em tocas e utilizam o local para hibernar durante seis ou sete meses do ano.

São animais herbívoros e se alimentam das ervas encontradas próximas às suas tocas. As marmotas vivem, geralmente, em pequenas colônias e entre seus predadores naturais estão os gaviões, águias e falcões.

Desde 1886, os membros do Clube da Marmota se reúnem para ver o animal fazer a previsão. Quando uma marmota morre ou fica doente, é substituída e recebe o mesmo nome: Phil.

A tradição ficou mais conhecida no restante do mundo por conta do filme "Feitiço do Tempo", lançado em 1993, que conta a história de um repórter que é escalado para cobrir a festa do Dia da Marmota.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Código Florestal?


Sabe aquela desculpa do "eu não sabia", que muita gente usa depois de fazer coisa errada? Pois é, ela não pode ser usada quando se fala em devastação do meio ambiente.

Não é de hoje que vemos atitudes irresponsáveis serem cometidas, tendo como resultado catástrofes sem tamanho. São aquelas "queimadinhas" para limpar o terreno para o plantio e que acabam, invariavelmente, causando incêndios florestais de proporções gigantescas.

E se engana quem pensa que as discussões são travadas entre ambientalistas e fazendeiros. A briga avançou aos gabinetes e as trocas de acusações entre os ministros da Agricultura e Meio Ambiente se tornaram comuns.

Tudo isso acontece por causa do Código Florestal, que passa por exame no Congresso. De um lado, os ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel; e do outro, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Minc, assim como os ambientalistas, defende as restrições ao desmatamento, com exigência de 80% de floresta nas propriedades rurais da Amazônia.

Stephanes e Cassel, junto com os ruralistas, querem permitir a derrubada de até 50%, principalmente porque a safra 2009 deve ser menor que a do ano passado.

Não é novidade ver os ânimos exaltados no governo. Em outubro de 2008, o ministro Carlos Minc já havia provocado mal-estar quando divulgou dados apontando o Incra como maior responsável pelo desmatamento no Brasil.


O Código Florestal existe desde 1934 e passou por diversas reformas e revisões nesse período. Suas leis são consideradas uma das mais modernas do mundo, o que fez com que, em 1996, o então presidente Fernando Henrique, pressionado por números assustadores sobre os desmatamentos, elevasse o percentual de Reserva Legal para os atuais 80%.

Sem fiscalização, pouco importa se são 80% ou 50%. A verdade é que, em todos esses anos, a Amazônia, as florestas brasileiras, enfim, todos nós, perdemos muito mais que isso. E continuamos perdendo, só resta saber até quando.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Eclipse solar?


Ele não ocorre com tanta frequência e, por esse motivo, desperta a curiosidade e aguça a imaginação das pessoas há tanto tempo.

Se atualmente ele ainda é um mistério pra muita gente, imagine há milhares de anos quando não havia todo o aparato científico que o explicasse.

Ontem, o primeiro eclipse solar do ano pôde ser visto completamente no oeste da Indonésia e, parcialmente, em alguns países no sul da África e Austrália.

Em agosto de 2008, Canadá, Groenlândia, Rússia, Mongólia, China e Ártico foram presenteados com o eclipse total do Sol e o próximo está previsto para o dia 22 de julho.

O eclipse solar é um fenômeno que ocorre quando a lua passa em linha reta entre a Terra e o Sol. Neste momento, a sombra da lua passa sobre a superfície terrestre e encobre a luz do Sol.

Isso só acontece duas vezes por ano, quando a lua atravessa o plano orbital da Terra. Mas isso não é condição suficiente para que o eclipse aconteça. É preciso que a lua esteja, no caso do eclipse solar, na fase de lua nova.


O eclipse pode ser classificado como sendo total, quando a parte central do Sol é encoberta; parcial, quando a porção da superfície do Sol é encoberta; e anular, quando uma pequena parte do disco solar é vista em forma de anel. Isso tudo, claro, em relação ao observador que se encontra na Terra.

Cuidado

Não se deve olhar diretamente para o Sol no momento em que acontece um eclipse, principalmente quando há maior escuridão.

Acontece que a pupila, por causa da falta de luz, se dilata deixando que mais luz passe. O brilho da coroa solar que se forma fica visível e pode causar dano irreversível à retina.

Chapa de raio-X, filme fotográfico, óculos escuros ou qualquer outra invenção caseira não protegem os olhos e, portanto, não são formas seguras.

O que fazer

O melhor é projetar a imagem do sol. É só pegar dois pedaços de papelão, furar um deles com a ponta de um lápis e ficar de costas para o Sol.

Com uma das mãos segurar o papelão com o furo e o outro pedaço atrás dele. A luz passa pelo furo e projeta a imagem no papelão.

Existem, é claro, óculos especialmente desenvolvidos para isso, mas que não são fáceis de encontrar. Agora é só esperar o próximo eclipse e aproveitar.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

DOF?


Não bastassem os desmatamentos que acontecem livremente por todo o país, em especial na região Norte, ainda temos de aceitar a estrutura de fiscalização precária que "toma conta" das nossas florestas.

Alguns problemas já são velhos conhecidos, como o do pequeno número de fiscais trabalhando, comparado a enorme área de florestas ameaçadas.

Mas, quem diria, a questão vai mais longe e diz respeito à gestão florestal, cujo sistema eletrônico apresenta falhas.

Isso mesmo, o sistema oficializado em 2006 pelo Ministério do Meio Ambiente e que deveria estar integrado desde abril de 2007, simplesmente não funciona.

O Documento de Origem Florestal (DOF) é o documento obrigatório para o controle do transporte de produto e subproduto florestal de origem nativa, inclusive o carvão vegetal.

Com ele é possível acompanhar a trajetória da madeira, desde a retirada da mata até a loja onde será comercializada.


No entanto, os estados do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Maranhão escolheram outro tipo de rastreamento, diferente do DOF; e Minas Gerais não tem sistema eletrônico.

As divergências acontecem porque a União não pode obrigar que os estados usem o DOF, afinal a gestão florestal é de responsabilidade dos governos estaduais.

Já é difícil controlar o corte ilegal de árvores e a consequente destruição das florestas. E a dificuldade só aumenta com entraves burocráticos como este.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Raiva humana?


A impressão que se tem ao tomar conhecimento de casos de raiva humana é de estar assistindo a um filme ou ouvindo alguma história fantasiosa.

O que ocorre é tão absurdo que fica difícil acreditar. No ano passado, mais precisamente em setembro, um adolescente de 15 anos contraiu a raiva humana após ter sido atacado por um morcego enquanto dormia.

Mais impressionante é o fato de o adolescente pernambucano estar curado da doença, mesmo a raiva sendo considerada mortal em quase 100% dos casos. Só pra se ter uma ideia, este é o primeiro caso de cura registrado no Brasil.

Ele permanece internado desde outubro, respira sem a ajuda de aparelhos, mas ainda se alimenta por sonda. Por enquanto, não há previsão de alta.


A raiva humana pode ser contraída por meio de mordida ou arranhadura de morcegos, cães, gatos, macacos, entre outros.

A doença é causada pelo vírus rábico, transmitido pelo animal infectado. O período de incubação varia de alguns dias até anos, mas, geralmente dura de 45 a 90 dias.

Os primeiros sintomas são ansiedade, insônia e, em seguida, paralisia muscular. Depois de um tempo os músculos respiratórios são afetados e a pessoa morre por asfixia.

Como já mencionado, pouquíssimas são as chances de sobrevivência depois que os sintomas aparecem. Por isso, qualquer pessoa ferida por um animal, mesmo que seja conhecido, deve procurar atendimento médico imediatamente.


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domingo, 18 de janeiro de 2009

UV?


Quase ninguém resiste à tentação de comprar óculos de sol na praia, em camelô ou mesmo em lojas de departamentos. Tem gente que nem é habituado a usar, mas no verão eles são praticamente obrigatórios.

Depois de passar protetor solar, colocar um boné ou chapéu parece que fica faltando alguma coisa e os óculos acabam sendo o último detalhe.

O que muita gente não leva em conta é o cuidado na hora de adquirir óculos escuros. O preço baixo e a comodidade de comprar em locais populares facilitam a compra errada, além do que o modelo de óculos acaba pesando na decisão.

E muita gente se engana se pensa que lente escura é sinônimo de proteção. Na hora de comprar é importante prestar atenção se a lente tem proteção UV.

A radiação é a energia que vem do sol e é distribuída em vários comprimentos de onda, que vão desde o infravermelho até o ultravioleta (UV).


Os raios ultravioleta são divididos em três categorias:

Raios ultravioleta C, que são os mais perigosos para a saúde, no entanto praticamente não alcançam a terra, sendo absorvidos pela camada de ozônio; raios B, principais causadores de câncer de pele; e raios A, responsáveis pelo bronzeado e consequente envelhecimento da pele.

Daí que se originam os termos bastante ouvidos quando se compra óculos de sol: com proteção UVA e UVB.

Lentes com essa proteção são mais caras e, por este motivo, os óculos adequados têm custo maior. Usar óculos sem proteção é mais prejudicial do que não usar nenhum óculos de sol.

Vale lembrar que as lentes não devem provocar distorções na imagem e o ideal é que a proteção seja de, no mínimo, 90%. Verifique sempre a certificação do Inmetro.

Apesar de os efeitos não serem imediatos, a longo prazo pode haver irritação, diminuição na percepção de detalhes, formação de catarata e, em casos mais graves, até câncer. Cuidar dos olhos é fundamental.


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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

GNV?


É cada vez maior o número de carros circulando nas ruas, seja nas grandes ou pequenas cidades. Facilidade de financiamento, redução de IPI, e mesmo o desejo de realizar um sonho podem ajudar a explicar o fenômeno.

Novo ou usado, à gasolina ou álcool, o fato é que brasileiro tem verdadeira paixão por carros. E, mais recentemente, descobriu uma maneira de diminuir os gastos, sem ter que abrir mão de dirigir.

Primeiro foram as frotas de ônibus, veículos de carga e táxis; depois foi a vez dos carros particulares usarem o Gás Natural Veicular (GNV) como principal fonte de combustível.

No início, a conversão era cara e os postos que forneciam o gás, escassos. Mas, com o tempo, tornou-se vantajoso optar pelo novo combustível, cuja economia pode ultrapassar 60%.


Tudo depende, é claro, de como se comporta a economia mundial, afinal o preço do GNV está diretamente ligado à variação do barril do petróleo.

Em 2008, o metro cúbico do gás passou de R$ 1,70, ficando mais caro que o álcool na média nacional. A perspectiva é que os preços estabilizem este ano e é possível, inclusive, haver queda.

O GNV é um combustível distribuído na forma gasosa e armazenado em um cilindro que, geralmente, é colocado no porta-malas do automóvel.

O gás natural pode ser obtido diretamente na natureza juntamente com o petróleo, como subproduto do processo de refino ou ainda de biodigestores, num processo de decomposição de material orgânico.

Em comparação com a gasolina, tem as emissões de monóxido de carbono e hidrocarbonetos reduzidas porque sua queima é mais completa.

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domingo, 28 de dezembro de 2008

Torianita?


A Polícia Federal do Amapá tem conhecimento da extração ilegal de torianita no estado, mas nada pode fazer.

Desde 2004, ela investiga o comércio clandestino do minério e, agora, por falta de lugar para armazenar o material, o contrabando acontece livremente.

A torianita é um minério radioativo, de tonalidade escura que possui em sua composição de 8% a 10% de urânio, de 70% a 76% de tório, e o restante de zircão, ilmenita e badeleita.

Encontrada nos municípios de Porto Grande, Pedra Branca e Serra do Navio, no Amapá, a torianita é extraída de jazidas minerais.

O urânio encontrado na torianita pode ser usado na fabricação de armas nucleares e como combustível atômico.

Já o tório, além de utilizado na fabricação de lâmpadas, também pode ser aproveitado em componentes de armas nucleares.


Tanto o urânio quanto o tório representam um risco à saúde, podendo causar câncer de pulmão, pâncreas, ossos e leucemia.

Só para se ter idéia, uma lata de leite condensado cheia de torianita pesa 1,7 kg e, fora do Brasil, pode custar até US$ 5,1 mil.

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domingo, 21 de dezembro de 2008

Balneabilidade?


Hoje começa, oficialmente, o verão no hemisfério Sul e para muitos brasileiros isto é sinônimo de férias, viagem, praia.


A verdade é que muitos já vivem esse clima durante o ano todo, com muito sol e calor, ainda mais nos últimos anos, por conta do aquecimento do planeta.

Para quem está arrumando as malas com destino às praias do nosso extenso litoral, alguns cuidados.

Os efeitos do sol são, sem dúvida, uma das maiores preocupações durante a estação, daí os diversos conselhos de especialistas quanto ao uso de protetor solar e restrições de horários para os banhos de sol.

Mais do que isso, deve-se prestar atenção também à qualidade da água das praias. Muita gente não leva a sério, mas os testes que medem a poluição determinam se a água está própria para o banho.

É o que os especialistas chamam de balneabilidade, isto é, a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário.


Por contato primário entende-se a relação direta e prolongada com a água, na qual pode haver ingestão do líquido.

A balneabilidade é determinada após análise microbiológica para verificação da quantidade de coliformes presentes na água.

Nessa época do ano alguns fatores influenciam, negativamente, na qualidade das águas, como o aumento do número de freqüentadores e as chuvas.

Ademais, algumas praias apresentam problemas antigos, como despejo de esgoto doméstico diretamente na água ou vindo de córregos que deságuam no mar.

O contato com a água contaminada pode causar desde doenças simples, como infecção intestinal, até mais graves, como hepatite A e cólera.

Por isso, fique atento aos relatórios sobre balneabilidade - bastante divulgados no verão - e placas espalhadas nas praias, que alertam sobre as condições da água.

Evite tomar banho em águas classificadas como impróprias e naquelas que recebem esgotos; cuide para que as crianças não bebam água do mar e não leve animais de estimação à praia.

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

WWF?


É difícil falar de meio ambiente, preservação da natureza, luta em defesa do planeta e não lembrar dele.

Marcante também é a imagem do urso panda que representa uma das mais famosas Organizações Não-Governamentais (ONG) ambientalistas do mundo.

O WWF (Worldwide Fund for Nature), Fundo Mundial para a Natureza, em português, se dedica à defesa do meio ambiente desde 1961.

Quando foi fundado a sigla WWF significava “World Wildlife Fund” o que foi traduzido como “Fundo Mundial da Natureza”, em português. No entanto, a atuação da instituição mudou de foco e as letras passaram a simbolizar o trabalho de conservação de maneira mais ampla. Com isso, a sigla ganhou sua segunda tradução: "World Wide Fund For Nature" ou “Fundo Mundial para a Natureza”.

Esta semana, o alerta do WWF é com relação aos peixes. Estudos da ONG apontam que mais de 75% da população de peixes mundial está ameaçada de extinção.

Isso acontece, principalmente, por causa da pesca predatória. Uma das espécies mais ameaçadas é o cantarilho ou peixe vermelho, comum na América do Norte.


Um outro problema está relacionado à captura desses peixes: a destruição de corais de água fria milenares. Por isso, o WWF pede a proibição da pesca em águas profundas.

O WWF tem sede na Suíça e uma rede mundial com representantes nos principais países do mundo. O WWF já atua no Brasil há 37 anos e iniciou o seu trabalho apoiando estudos sobre as tartarugas marinhas e o Mico-Leão-Dourado.

WWF-Brasil

Em 1996, foi criado o WWF-Brasil cujo primeiro projeto teve como foco o ecoturismo, a educação ambiental, a criação e implementação de áreas protegidas nos municípios da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

A ONG se dedica à preservação da natureza, integrando atividade humana e conservação da biodiversidade, além de promover o uso racional dos recursos naturais.

No site do WWF-Brasil é possível encontrar dicas de como ajudar o meio ambiente, como, por exemplo, economizando água. Seja no banho, na hora de lavar roupa, nas regas de jardim ou lavando o carro, é importante ter consciência do desperdício.

Só pra se ter idéia, uma torneira mal fechada pode desperdiçar 46 litros de água em um dia. Com uma abertura de 1 mililitro, o fiozinho de água escorrendo será responsável pela perda de 2068 litros de água em 24 horas.

A falta de informação já não pode mais ser usada como justificativa para continuar de braços cruzados, enquanto o mundo dá sinais de cansaço. Resta saber se você faz a sua parte.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Leptospirose?


Já era de se esperar. Depois das chuvas que castigaram Santa Catarina nos últimos dias, era só uma questão de tempo até que fossem anunciados os primeiros casos de doenças provocadas por enchentes.

Era inevitável o contato com a água, afinal boa parte das cidades atingidas ficou submersa. A água invadiu casas e, em muitos locais, obrigou os moradores a sair apenas com a roupa do corpo.

A Secretaria de Saúde de Santa Catarina já confirma cinco casos de leptospirose e mais de 140 casos suspeitos foram notificados.

A leptospirose é uma das doenças relacionadas com a chuva, causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais, como porcos, cães e bois.

Quando a água das chuvas se mistura à urina desses animais, que estão em bueiros e esgotos, e entra em contato com a pele, ocorre a transmissão da doença.


A bactéria penetra por meio da pele e mucosas ou pela ingestão de água e alimentos contaminados. Pequenos ferimentos facilitam a entrada, mas, mesmo que não haja machucado, é possível a transmissão se o contato com a água ou lama for prolongado.

Outra maneira de transmissão da doença é o contato direto da boca com latas de refrigerante e cerveja, que podem ter sido contaminadas com urina de rato enquanto estavam estocadas em depósitos e armazéns.

Há um período de incubação da leptospirose, que varia de um a 30 dias, mas é comum a doença se manifestar de uma a duas semanas após o contato com a água contaminada.

Sintomas

Os primeiros sintomas são febre, dor de cabeça, fraqueza e dor muscular, o que pode ser confundido com gripe. O caso é agravado com fortes dores na barriga, dor na panturrilha (batata da perna) e amarelamento da pele.

O paciente pode ficar desidratado por conta dos vômitos e diarréia. O diagnóstico é confirmado por meio de exame de sangue.

Tratamento

O tratamento é realizado com antibióticos e hidratação constante. É importante consultar um médico porque se os sintomas forem confundidos com a gripe e o paciente fizer uso do ácido acetilsalisílico - como, por exemplo, AAS, Aspirina ou Melhoral - pode haver sangramento e complicação da doença. Também devem ser evitados os antiinflamatórios.

Recomendações

A primeira recomendação é que não haja contato com água de enchente, porém se isso for inevitável, é fundamental que se use luvas e botas de borracha ou, na falta delas, sacos plásticos amarrados nos pés e nas mãos. A limpeza dos objetos atingidos deve ser feita com água sanitária.

Os alimentos que entraram em contato com esta água devem ser descartados e jamais consumidos. Vale lembrar que não existe vacina contra leptospirose, portanto a prevenção é o melhor remédio.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Defesa Civil?


As chuvas que assolam Santa Catarina trouxeram destruição, prejuízo e mortes. Milhares de pessoas estão desabrigadas e muitas, ainda, desaparecidas.

A solidariedade das pessoas nessa hora é, sem dúvida, maior que qualquer ação negativa que alguém tente promover.

Não se pode condenar os saques a lojas e supermercados - até porque fica difícil definir o real sentido da palavra diante do ocorrido - porque só quem experimenta tal situação é capaz de entender atitudes extremas.

O problema é que enquanto pessoas com boas intenções tentam amenizar os efeitos da tragédia e ajudar as vítimas das enchentes, outras, mal-intencionadas, se aproveitam da desgraça alheia para ironizar e fazer piada com a situação ou, o que é pior, aplicar golpes.

A Defesa Civil de Santa Catarina alerta sobre ação de golpistas que, pela Internet, enviam mensagens falsas, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro.

As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em www.defesacivil.sc.gov.br


A Defesa Civil tem um papel fundamental em momentos de desastre, tanto na prevenção como no socorro e assistência às vítimas, além dos trabalhos de recuperação posteriores ao incidente.

No Brasil, o surgimento da Defesa Civil coincide com participação do país na Segunda Guerra Mundial, quando navios de passageiros afundaram em nosso litoral, culminando na morte de dezenas de pessoas.

A Defesa Civil é uma organização do governo federal, cuja hierarquia é dividida entre diversos órgãos. O órgão superior é o Conselho Nacional de Defesa Civil e a partir dele estão o órgão central - Secretaria Nacional de Defesa Civil - os órgãos regionais, estaduais, municipais e setoriais.

Ela orienta a população sobre como agir diante das várias catástrofes naturais que podem acontecer, como vendavais, geadas, incêndios florestais, deslizamentos, raios e tempestades, granizo e tornados.

No caso de inundação, a exemplo do que aconteceu em Santa Catarina, as recomendações são as seguintes:

- Antes de tudo, salve e proteja sua vida, a de seus familiares e amigos. Se precisar retirar algo de sua casa, após a inundação, peça ajuda à Defesa Civil ou ao Corpo de Bombeiros;

- Avise imediatamente ao Corpo de Bombeiros ou Defesa Civil sobre áreas afetadas pela inundação;

- Desconecte os aparelhos eletrônicos da corrente elétrica para evitar curtos circuitos nas tomadas;

- Feche o registro de entrada da água;

A verdade é que nunca se está preparado para viver um desastre, por mais que se conheça toda e qualquer recomendação.

Contudo, se é verdade que se aprende com as experiências, boas ou más, que os catarinenses tenham força para se reerguer o mais breve possível.

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