terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mononucleose?


Já faz algum tempo que "ficar" se tornou hábito entre jovens. Aquela velha história de conhecer, pedir em namoro e só depois trocar o primeiro beijo, ficou num passado muito distante.


Atualmente, é comum homens e mulheres beijarem várias pessoas na mesma noite. O que muitos não sabem é que a quantidade de parceiros esconde um risco perigoso.

Mais conhecida como "doença do beijo", a mononucleose é uma infecção transmitida pelo vírus Epstein-Barr, por meio da troca de saliva, ou seja, do beijo.

A doença ganhou esse apelido por causa de uma epidemia que tomou conta de uma universidade nos Estados Unidos, quando vários estudantes que participavam de um piquenique foram infectados pelo vírus.


Sintomas

Muitas pessoas não manifestam os sintomas nunca, apesar de o vírus permanecer no organismo.

Os que apresentam os sintomas sentem dores no corpo, febre, dor de garganta, vômito, mal-estar e cansaço.

A doença pode durar entre um e dois meses e, em casos mais graves, pode evoluir para uma meningite.

Confusão

Por causa do mal-estar que causa, a mononucleose pode ser confundida com uma gripe forte ou amidalite e, por este motivo, o diagnóstico tende a demorar.

Diagnóstico

Um exame de sangue pode comprovar a doença, porque há um aumento dos linfócitos. Um outro indício é o inchaço de gânglios.

Prevenção

Por enquanto não há um meio eficaz de prevenir a doença, a não ser evitando o beijo. Pesquisadores desenvolveram uma vacina para impedir a transmissão do vírus, mas o máximo que conseguiram foi reduzir o risco de infecção da mononucleose.

Mesmo assim, o medicamento ainda precisa passar por outros testes antes de ser comercializado.

A notícia boa é que a grande maioria dos infectados tem um curto período de mal-estar, e logo estão recuperadas. Muitos, aliás, nem chegam a saber que tiveram a “doença do beijo”.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Pesquisa de opinião?


Quer saber se um produto é bem aceito pelo consumidor? O que pensam os brasileiros sobre a doação de órgãos? Qual a intenção de voto nas próximas eleições? A crise mundial vai prejudicar o país?

As respostas à estas e outras perguntas podem ser obtidas por meio de pesquisas de opinião, o que muitas empresas especializadas fazem.

Institutos de pesquisa realizam levantamento de informações a respeito de determinado assunto, geralmente de interesse coletivo.

A pesquisa de opinião é a maneira encontrada para refletir a opinião de todos, por meio de entrevistas com algumas pessoas escolhidas, geralmente, por amostragem.


Ontem, por exemplo, foi divulgada pesquisa de opinião em que 49% dos brasileiros aprovam a atuação do presidente Lula frente à crise financeira. Além do percentual, a pesquisa aponta as regiões do país onde é maior ou menor o índice de aprovação.

Para esta pesquisa, em especial, foram ouvidas quase 3.500 pessoas e é sempre colocada uma margem de erro - por se tratar de estatísticas e não números absolutos - que, neste caso, foi de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A mesma pesquisa, realizada pelo Instituto Datafolha, revelou que 45% dos brasileiros consideram como ruim ou péssimo o desempenho do presidente dos Estados Unidos, George Bush. O presidente eleito Barack Obama, em contrapartida, tem o otimismo do povo brasileiro a seu favor. A expectativa de que sua atuação contra a crise será ótima ou boa representa 57% das opiniões.

As pesquisas de opinião podem ser realizadas por meio de entrevistas pessoais, por telefone, via e-mail ou ainda questionários encaminhados pelo correio.

Apesar de os cálculos realizados em pesquisas terem bases científicas que comprovam sua eficácia, muita gente duvida da veracidade das informações. Principalmente quando a taxa de aprovação do nosso presidente chega a, incríveis, 70%.

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domingo, 7 de dezembro de 2008

FNSP?


Você se sente seguro ao sair de casa? Ou melhor, você se sente seguro dentro de casa? A resposta a estas perguntas tem preocupado cada vez mais a sociedade, que já não sabe mais a quem recorrer.

O Estado, há muito tempo, já não garante mais a segurança da população, que, acuada, aceita proteção secundária de milícias, segurança particular ou até mesmo de armas.

Foram o medo, o desespero e a falta de confiança que levaram os brasileiros a dizer "não" no referendo sobre a proibição da venda de armas no país.

Mas tudo muda se você estiver do outro lado, se você fizer parte da população carcerária, amontoada em condições indignas, mas que, ao mesmo tempo, tem em sua defesa comissões de direitos humanos e entidades jurídicas.

Já reparou como a justiça neste país é contraditória? Nem precisa responder.

Esta semana o Ministério Público do Maranhão vai receber denúncia acusando a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) de tortura contra presos do Centro de Detenção de São Luís, no Maranhão.

De acordo com entidades de defesa dos direitos humanos, a Força Nacional tem praticado abusos contra os presos, sem motivo algum, como tapas, pontapés, murros, além de disparos de balas de borracha e uso de spray de pimenta.


A Força Nacional de Segurança Pública foi criada pelo Ministério da Justiça, em 2004, e é formada por policiais e bombeiros militares de elite de todos os estados, inclusive da Polícia Federal.

É uma espécie de Swat brasileira, cujos treinamentos acontecem dentro e fora do país. Ela atua em momentos de crise, a pedido do governador do estado, permanecendo sempre de prontidão em casos de emergência em qualquer lugar do país.

Que a polícia comete excessos não é novidade, mas e os presos, cometem o quê? Em sua defesa, comissões de direitos de humanos. E em defesa dos policiais? E em nossa defesa?



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sábado, 6 de dezembro de 2008

Isotônico?


Ele já foi indicado por médicos e nutricionistas, em caso de desidratação provocada por algumas doenças, como a dengue, ou mesmo como sugestão de cardápio saudável durante o carnaval.

Para repor líquidos e manter o corpo hidratado ele sempre esteve ao lado da água, suco e água de coco, nas recomendações de profissionais.

Até nos comerciais de televisão ele aparece como um alívio, depois da prática de exercícios.

O isotônico é uma bebida composta por água, sais minerais e carboidratos, usado para reposição de líquidos e sais minerais perdidos pelo suor.

Existem os isotônicos naturais, como a água de coco, e os artificiais, enfoque deste texto.

Até aqui nenhuma novidade. Mas agora a Anvisa defende que os isotônicos sejam consumidos apenas por atletas.

E por atleta a agência define o "indivíduo que pratica exercício físico de alta intensidade com o objetivo de rendimento esportivo ou competição".

Ou seja, não é atleta "quem pratica atividade física de forma regular ou esporádica com objetivo de promoção da saúde, recreação ou estética", por exemplo.


Por enquanto é apenas uma recomendação, mas a Anvisa já abriu processo de consulta pública para avaliar a proposta.

Serão analisadas sugestões de especialistas, da população e de fabricantes para que uma nova resolução seja publicada e passe a valer como regra nacional.

A sugestão é que o rótulo seja alterado do atual “alimentos para praticantes de atividade física” para “alimentos para atletas”.

Além disso, haverá uma advertência para que gestantes, crianças e "portadores de enfermidades" não bebam isotônicos.

A justificativa da Anvisa é que existe um consumo inadequado da bebida atualmente e, apesar de não ter sido registrado nenhum problema de saúde provocado pelo mau uso, essa é uma medida de precaução. Resta saber se não existem interesses escusos por trás de tudo isso.

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Leptospirose?


Já era de se esperar. Depois das chuvas que castigaram Santa Catarina nos últimos dias, era só uma questão de tempo até que fossem anunciados os primeiros casos de doenças provocadas por enchentes.

Era inevitável o contato com a água, afinal boa parte das cidades atingidas ficou submersa. A água invadiu casas e, em muitos locais, obrigou os moradores a sair apenas com a roupa do corpo.

A Secretaria de Saúde de Santa Catarina já confirma cinco casos de leptospirose e mais de 140 casos suspeitos foram notificados.

A leptospirose é uma das doenças relacionadas com a chuva, causada por uma bactéria presente na urina de ratos e outros animais, como porcos, cães e bois.

Quando a água das chuvas se mistura à urina desses animais, que estão em bueiros e esgotos, e entra em contato com a pele, ocorre a transmissão da doença.


A bactéria penetra por meio da pele e mucosas ou pela ingestão de água e alimentos contaminados. Pequenos ferimentos facilitam a entrada, mas, mesmo que não haja machucado, é possível a transmissão se o contato com a água ou lama for prolongado.

Outra maneira de transmissão da doença é o contato direto da boca com latas de refrigerante e cerveja, que podem ter sido contaminadas com urina de rato enquanto estavam estocadas em depósitos e armazéns.

Há um período de incubação da leptospirose, que varia de um a 30 dias, mas é comum a doença se manifestar de uma a duas semanas após o contato com a água contaminada.

Sintomas

Os primeiros sintomas são febre, dor de cabeça, fraqueza e dor muscular, o que pode ser confundido com gripe. O caso é agravado com fortes dores na barriga, dor na panturrilha (batata da perna) e amarelamento da pele.

O paciente pode ficar desidratado por conta dos vômitos e diarréia. O diagnóstico é confirmado por meio de exame de sangue.

Tratamento

O tratamento é realizado com antibióticos e hidratação constante. É importante consultar um médico porque se os sintomas forem confundidos com a gripe e o paciente fizer uso do ácido acetilsalisílico - como, por exemplo, AAS, Aspirina ou Melhoral - pode haver sangramento e complicação da doença. Também devem ser evitados os antiinflamatórios.

Recomendações

A primeira recomendação é que não haja contato com água de enchente, porém se isso for inevitável, é fundamental que se use luvas e botas de borracha ou, na falta delas, sacos plásticos amarrados nos pés e nas mãos. A limpeza dos objetos atingidos deve ser feita com água sanitária.

Os alimentos que entraram em contato com esta água devem ser descartados e jamais consumidos. Vale lembrar que não existe vacina contra leptospirose, portanto a prevenção é o melhor remédio.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Fio dental?


Não, não falaremos sobre a peça íntima do vestuário feminino. O fio dental de que falamos é aquela linha que deve ser usada toda vez que se escova os dentes, mas que muitos esquecem.

Ou dizem que não conseguem passar, ou usam de vez em quando, ou, ainda pior, só usam quando entra um pedaço de carne ou outro alimento que dificilmente sai de outro jeito.

Muita gente nem repara, quando vai às compras, que existe fio dental e fita dental. Isso mesmo, apesar de muito semelhantes podem fazer diferença no hábito de limpeza bucal.

O incômodo que muitos relatam a respeito da dificuldade ou mesmo do desconforto ao usar fio dental pode estar ligado à escolha do item.

A fita dental é mais espessa, por isso, quem tem dentes mais unidos pode ter certa dificuldade em usá-lo. Entretanto, por ser mais larga, consegue remover mais resíduos.

Em um ponto dentistas concordam: fio ou fita dental têm a mesma eficácia quanto à remoção de placa bacteriana. E é pra isso que eles servem, para chegar aos locais onde a escova não tem acesso.

As bactérias da placa, em contato com o açúcar, são responsáveis pela formação de ácidos que atacam o esmalte do dente e dão início às cáries.


O fio ou fita dental, aliado à escovação correta, impede a formação da placa bacteriana, da inflamação da gengiva (gengivite) e da inflamação do osso que segura o dente (periodontite).

Incrementados

Os mais atentos podem perceber que existem fios ou fitas enceradas e até com sabor. A intenção, nesse caso, é facilitar o deslizamento entre os dentes, além de deixar uma sensação de hálito refrescante.

Antes ou depois

O fio ou fita dental pode ser passado tanto antes como depois da escovação. A dica, para aqueles que não estão habituados, é passar o fio antes, porque é mais fácil associá-lo a um costume já estabelecido, como o de escovar os dentes.

Mito

Não é necessário escovar os dentes logo após cada refeição. Acreditava-se que restos de alimentos causavam cárie, mas hoje já se sabe que as bactérias da placa são as responsáveis pelo desenvolvimento dessa doença.

Portanto, a limpeza adequada, de uma a duas vezes por dia, é suficiente para manter a saúde de dentes e gengivas. Porém, isso não é desculpa para deixar de escovar os dentes sempre que achar necessário, afinal a sensação proporcionada pela escovação, principalmente após comer cebola, por exemplo, é bastante agradável.

Cuidado

Se houver sangramento da gengiva, insista na escovação e no uso do fio dental. Com isso, você elimina as bactérias e a inflamação. Se ao passar o fio sentir dor, desconforto ou alguma sensibilidade, pode ser cárie. É importante procurar um dentista para orientação.

Por fim, siga sempre as recomendações do seu dentista e faça uma visita a ele regularmente. Não se esqueça também de escovar a língua - ela armazena bactérias - e evite, por uma questão de higiene e educação, o uso de palito de dente.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

AVC?


Apesar de ser mais comum em pessoas com idade mais avançada, é crescente o número de jovens que sofrem com a doença. Homens estão mais sujeitos que mulheres e alguns fatores, como obesidade, diabetes e hipertensão (pressão alta) podem ser agravantes.

Sedentários, fumantes e pessoas que bebem também correm mais risco de sofrer um AVC.

Mais conhecido como derrame cerebral, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) ainda é a principal causa de incapacitação física e mental.

O AVC acontece quando vasos do cérebro são rompidos, restringindo a irrigação sanguínea e provocando a diminuição da função neurológica. Isso pode acontecer de repente e, em alguns casos, evoluir rapidamente.


Muitas pessoas têm os sintomas e não sabem identificar se é um AVC. O mais comum é ter formigamento ou paralisação em um lado do corpo, mas pode também ocorrer fraqueza muscular repentina, perda de memória, tontura, perda de visão em um dos olhos, dificuldade na fala e, em casos mais graves, até convulsão.

O AVC pode ser de dois tipos: isquêmico e hemorrágico.

Isquêmico - é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. O vaso sanguíneo é obstruído por um coágulo que se forma impedindo a passagem do sangue.

Hemorrágico - nesse caso o vaso dilata e se rompe, causando sangramento no cérebro. Os sintomas, além dos descritos anteriormente, podem incluir dor de cabeça muito forte, além de náuseas e vômito.

Mesmo que haja melhora depois de alguns minutos é importante procurar um médico imediatamente após o ocorrido. Em até três horas do início dos sintomas, a chance de cura - sem seqüelas - é maior.

Tratamento

O tratamento, muitas vezes, requer cirurgia para a retirada do coágulo e controle da pressão intracraniana. Outras vezes é preciso controlar os fatores de risco – como a pressão arterial –, mudar hábitos alimentares, iniciar a prática de atividade física, parar de fumar, entre outros.

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