sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cosméticos orgânicos?



Para quem gosta de cuidar da beleza, do corpo e também do meio ambiente, uma ótima opção é utilizar os cosméticos orgânicos. Mais do que produtos naturais, eles são uma filosofia de vida.

Esses cosméticos são feitos com maior concentração de extratos naturais de flores, sementes e frutas, não agridem a pele, além de conter menos substâncias sintéticas, como corantes, fragrâncias e conservantes. As matérias-primas desses produtos são livres de substâncias tóxicas e passam por um processo, ecologicamente correto, de produção e teste.

O cheiro também é um ponto forte desses produtos, afinal, aromas agradáveis geram bem-estar e equilíbrio. Eles atuam nos sistemas nervoso e respiratório, como a lavanda, que alivia o stress e melhora a capacidade respiratória.


No Brasil, os cosméticos são certificados pelo Instituto Biodionâmico (IBD), que fiscaliza e certifica os produtos e processos orgânicos de acordo com normas internacionais. O instituto também orienta a produção e processamento dos orgânicos.

Ele garante não só o resultado final, mas todo o processo que levou à fabricação do produto, verificando diversos fatores, como procedência isenta de contaminação química, manejo sustentável dos recursos naturais e respeito ao meio ambiente e ao trabalhador. A certificação do IBD garante um diferencial de mercado, por isso é importante ficar de olho nos selos de qualidade.

Para o cosmético ser classificado como orgânico ele deve seguir algumas determinações na fórmula:

• Precisa ter 95% de matéria-prima orgânica;
• Não apresentar substância sintética ou química;
• Não ser testado em animais e não utilizar espécies de frutas ou flores em extinção;
• E também deve estar inserido em normas rígidas de controle, como pureza, segurança, sustentabilidade e eficácia.

As empresas fabricantes dos cosméticos orgânicos devem ter atitude ecologicamente correta, optando por recipientes recicláveis e embalagens biodegradáveis. Como não utilizam flores e frutas em extinção devem fazer o replantio planejado, sem prejudicar o solo e beneficiando social e economicamente as comunidades envolvidas na produção.

Exemplos

Como exemplo de produtos orgânicos e empresas que os fabricam é possível citar desodorantes, da empresa Magia dos Aromas, com calêndula e manjericão, que previnem e neutralizam o desenvolvimento bacteriano. A Amazon Secrets, com uma linha completa feita com açaí. A Florestas, com óleos para massagem, produtos para relaxamento dos pés, cremes corporais, entre outros.

A brasileira Natura lançou a linha Natura Ekos, que substitui o óleo mineral, resultado da purificação do petróleo, por matéria-prima renovável. Produtos com fórmulas desenvolvidas com ingredientes derivados de óleos naturais nobres, sem petroquímicos da Éh Cosméticos.

E ainda empresas estrangeiras, como a inglesa Lush, com lojas no Brasil, tem produtos feitos à mão e com quantidade mínima de conservantes, privilegiando as altas concentrações dos extratos de frutas, legumes, temperos e óleos.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Células-tronco?



O que pessoas com esclerose múltipla, diabetes, distrofia muscular ou insuficiência cardíaca têm em comum? Aparentemente essas doenças não têm qualquer correlação, mas a cura para elas pode ter a mesma origem: as células-tronco.

Esta semana cientistas brasileiros divulgaram um avanço histórico no estudo com células-tronco. O país acaba de produzir a primeira linhagem de células-tronco embrionárias feita totalmente em território nacional. Antes era preciso importar linhagens congeladas de laboratórios estrangeiros.

O resultado significa que os pesquisadores conseguiram remover células-tronco de um embrião e fazer com que essas células se multiplicassem. A polêmica em torno das pesquisas e do uso dessas células acontece, principalmente, porque, para a obtenção é preciso destruir o embrião.


Por esse motivo, atualmente são utilizadas células-tronco adultas, retiradas de tecidos do organismo, como a medula óssea. De forma simplificada se pode explicar o que são e para que servem as células-tronco.

São células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo, capazes de se dividir dando origem a células semelhantes
. Existem vários tipos de células-tronco:

Totipotentes: podem produzir todas as células embrionárias e extra embrionárias;
Pluripotentes
: podem produzir todos os tipos celulares do embrião, menos placenta e anexos;

Oligopotentes
: podem produzir células dentro de uma única linhagem;

Multipotentes
: podem produzir células de várias linhagens;

Unipotentes
: produzem somente um único tipo celular maduro.


As células-tronco se dividem em embrionárias e adultas. Como o próprio nome sugere as embrionárias são encontradas no embrião humano, enquanto as adultas estão presentes em diversos tecidos, como a medula óssea, sangue, fígado, cordão umbilical, placenta, entre outros.

As células-tronco já são utilizadas em tratamentos de pacientes com leucemia, mal de Chagas, diabetes e anemia falciforme. O avanço das pesquisas pode viabilizar o uso para o tratamento de doenças, como o Mal de Parkinson, Alzheimer, traumatismo da medula espinhal, infarto, queimaduras, doenças do coração, osteoartrite, entre outras.

O grande diferencial das células-tronco embrionárias é o fato de elas serem pluripotentes (capazes de se converter em uma série de tecidos diferentes).

Países como África do Sul, China, Cingapura, Coréia do Sul, Israel, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia estão entre os que permitem a pesquisa e uso de células-tronco embrionárias.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Voto branco ou nulo?


Faltam poucos dias para o primeiro turno das eleições municipais. Você já escolheu seu candidato a prefeito? E vereador? É importante saber que existe a possibilidade de não votar em candidato algum, mas será que vale a pena?

É muito comum ouvir comentários de que o voto nulo é um meio de protesto, uma demonstração de indignação em relação ao atual cenário político. Há inclusive um mito, espalhado pela Internet, de que mais de 50% de votos nulos anulariam a eleição.

Antes de explicar os verdadeiros motivos capazes de invalidar uma eleição, é preciso esclarecer algumas dúvidas a respeito dos votos brancos e nulos.

Na prática a diferença é muito simples. Para votar em branco existe uma tecla na urna eletrônica com essa finalidade. Já para votar nulo é preciso digitar um número inexistente, inválido. A urna vai exibir a mensagem de erro “número incorreto, corrija seu voto”. É só apertar a tecla confirma e pronto: o voto é considerado nulo.


Os votos brancos não são computados para os resultados da votação desde 1997, com a Lei 9.504/97. Eles são excluídos dos cálculos tanto para determinar quem vence, quanto para o cálculo do quociente eleitoral (quantidade de vagas a que cada partido tem direito). E, ao contrário do que alguns podem pensar, os votos brancos não são acrescentados a nenhum candidato.


Voto nulo e nulidade da votação

Voltemos à polêmica do voto nulo. O Código Eleitoral prevê, no artigo 224, que “Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias”.

O problema é que muita gente não sabe que existe diferença entre VOTO NULO E NULIDADE DA VOTAÇÃO. Uma eleição pode ser anulada por ocorrências específicas previstas na Lei 4.737, dos artigos 220 a 222, do Código Eleitoral. Entre os motivos para que isso aconteça estão atos ilícitos, como fraudes em documentos, coação de eleitores, entre outros.

É importante destacar que a anulação acontece por decisão judicial e não pelo voto nulo. Se mesmo assim o eleitor decidir pelo voto nulo ou branco, ele deve fazê-lo consciente, ou seja, sabendo que este não é um instrumento de mudança, mas que pode, pelo menos, demonstrar sua insatisfação.

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Zooterapia?


A frase que se tornou clichê quando se fala da relação homem-animal faz cada vez mais sentido. "O cão é o melhor amigo do homem" tem se mostrado eficaz no tratamento de pacientes com os mais diversos diagnósticos.

Idosos com mal de Alzheimer, crianças com câncer e pessoas com deficiência são exemplos de quem pode receber o tratamento da zooterapia. Criada na década de 1950, por acaso, pelo psicólogo infantil americano Boris Levinson, a zooterapia consiste no uso de animais no tratamento de pessoas doentes. Levinson, que tinha um cachorro, descobriu que crianças autistas expressavam melhor suas emoções quando em contato com o animal.

No começo, muitos médicos não levaram a proposta a sério, mas no início dos anos 1980, depois da morte de Levinson, estudos comprovaram a eficácia do experimento. Entre os benefícios da interação com o cachorro estavam o reforço do sistema imunológico, alívio de stress, combate à depressão, diminuição da ansiedade, melhora da coordenação motora, entre outros.


Atualmente, no tratamento de pacientes com Alzheimer - doença degenerativa que destrói os neurônios - o resultado tem sido muito bom. A escovação do cachorro estimula a coordenação e muitos pacientes recuperam a memória imediata. Já as crianças ficam mais calmas, lidam melhor com a ansiedade e têm o tempo de internação reduzido.

Assim como os cães, os cavalos também costumam ser utilizados em tratamentos, principalmente com crianças portadoras da síndrome de Down, paralisia cerebral e dislexia. Há mais de 15 anos o Brasil aplica a terapia, que nesse caso recebe o nome de equoterapia. O animal ajuda no fortalecimento da coluna, melhora a postura e o equilíbrio, além de aumentar a segurança e a auto-estima da criança.

Outros animais também são usados no tratamento, como gatos, coelhos, ratos, porquinhos-da-índia e até algumas aves. Por enquanto a zooterapia é restrita a alguns hospitais e instituições, mas, aos poucos, vem ganhando espaço. Prova disso é a inclusão da disciplina de zooterapia no currículo do curso de Medicina Veterinária, da Universidade de São Paulo (USP).

Alguns projetos que atendem crianças e idosos, por meio da zooterapia:

Cão Cidadão
Organização Brasileira de Interação Homem-Animal Cão Coração
Ande (Associação Nacional de Equoterapia)

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Lei de estágio?


Antes de entrar no mercado de trabalho como profissional há um longo caminho a percorrer. Pelo menos para aqueles que almejam uma boa colocação, em uma empresa conceituada, e um salário razoável.

Esta trajetória nem sempre é fácil porque é preciso conciliar estudo e trabalho, em uma fase da vida em que nem todos estão, suficientemente, amadurecidos. Além disso, trabalhos acadêmicos, provas e estágio acabam sacrificando a vida social.

O estágio, como a própria palavra define, é a fase, a etapa em que se aprende o ofício com profissionais experientes e casos reais, ou seja, é a chance de pôr em prática o que se aprende, na teoria, na universidade. É vantagem para o aluno, que pode ser contratado no final do estágio, e para a empresa, que pode treinar o futuro profissional a seu modo. Além, é claro, de não pagar encargos sociais e trabalhistas, como faria a um empregado comum.


O problema é que até agora estagiários não tinham muitos privilégios e muitos, aliás, trabalhavam de graça, nos chamados "estágios de observação" ou ainda nos estágios obrigatórios. Não havia controle do horário, nem dos valores pagos.

A nova lei de estágio, que acaba de ser sancionada, prevê bolsa-auxílio, vale-transporte e férias. Alunos do ensino médio podem trabalhar quatro horas por dia e do ensino superior, seis horas diárias.

A empresa que desobedecer a lei terá o estágio caracterizado como vínculo de emprego, estando sujeita à legislação trabalhista. O estágio na mesma empresa pode ter duração máxima de dois anos e as atividades devem ser compatíveis com o curso.

Após um ano de trabalho o estagiário tem direito a férias, de 30 dias, que deve ser remunerada no caso de o estudante receber bolsa-auxílio. A quantidade de estagiários nas empresas também é estipulada na lei. Se a empresa tem até cinco empregados, pode ter apenas um estagiário; de seis a dez funcionários, até dois; de 11 a 25 empregados, até cinco estagiários; e mais de 25 funcionários, até 20% de estagiários.

Uma lei para regulamentar o estágio é, sem dúvida, um importante instrumento na defesa dos direitos dos estudantes. No entanto é essencial que ela não fique somente na teoria, porque, hoje, a realidade de muitos estagiários é atender ao telefone, servir café e tirar fotocópia.

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domingo, 28 de setembro de 2008

Cingapura?


É hoje. Essa é a primeira vez na história que pilotos da Fórmula 1 correm à noite e no inédito circuito de Cingapura. Aliás, inédito também é o sistema de iluminação preparado para a ocasião, com holofotes espalhados por toda a pista e 12 geradores, para garantir a segurança em caso de blecaute.

Outro diferencial do Grande Prêmio de Cingapura é que, assim como em Mônaco, o circuito é na rua. Pouco mais de cinco quilômetros é o trajeto que os pilotos devem percorrer em velocidades próximas de 300 km/h.

Mas por que Cingapura? E por que à noite? Tanto o país como a cidade de Cingapura, homônimos, têm crescido a uma velocidade impressionante nos últimos anos. Cingapura é uma pequena ilha do sudeste asiático, conhecida pela exportação de produtos e tem um dos portos mais movimentados do mundo. E, junto com o progresso, chegam investimentos e interesses comerciais.


A escolha do período noturno é muito mais uma questão de fuso horário do que mera extravagância. Os Grandes Prêmios Mundiais costumam ser realizados à tarde ou, para nós no Brasil, de manhã. Apesar de acontecer às 20h em Cingapura, na Europa a corrida será transmitida, ao vivo, às 14h e no Brasil, às 9h. Foi a maneira encontrada para manter o padrão.

O que não se manteve dentro da normalidade foi a rotina da cidade de Cingapura. Jornais do país afirmam que a fórmula 1 fez crescer, em 20%, o mercado da prostituição na cidade. De acordo com eles, entre os principais clientes estão gerentes de empresas ligadas a combustíveis e assuntos financeiros.

E mesmo com toda a euforia das novidades, nem todo mundo está satisfeito. Muitos pilotos, depois de fazerem o reconhecimento do percurso, reclamam das condições da pista, alegando ondulações, além de problemas na entrada e saída dos boxes. Quase R$ 200 milhões gastos e um ano de planejamento não foram suficientes para agradar todo mundo. Mas, no final das contas, o que todos querem saber é quem leva o campeonato, Hamilton ou Massa?

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sábado, 27 de setembro de 2008

Impugnação?


Essa palavra tem sido bastante repetida nos últimos meses em virtude das eleições. Nessa época sempre aparecem escândalos sobre candidatos e a oportunidade de impugnar suas candidaturas.

A impugnação é uma tentativa de impedir que o candidato prossiga na disputa eleitoral e os motivos vão desde a incapacidade, até denúncias de corrupção. Em Goiás, por exemplo, a Promotoria entrou com ação contra um candidato a vereador que sofre de esquizofrenia. Ele já havia respondido processo por provocar um incêndio na cidade anos atrás.

Este é apenas um dos casos que integram a lista de candidatos que sofreram pedidos de impugnação pelo Ministério Público. Em Pernambuco, um ex-policial militar responde por oito homicídios e, mesmo assim, tenta se candidatar. Existe até caso de dupla filiação, em que um candidato que já era filiado ao PT se registrou no PSDB.


A impugnação é um termo jurídico utilizado para expressar oposição, refutação. É um conjunto de razões com que se contraria um pedido. Está prevista em lei e pode ser solicitada por candidatos, partidos políticos, coligações e pelo Ministério Público (MP). O cidadão comum também pode fazê-lo, por meio de denúncia ao MP, que analisa e define se o pedido é válido.

O prazo estipulado para o pedido de impugnação é de cinco dias corridos, contados a partir da publicação do edital de registro da candidatura.

Se o candidato for considerado inelegível, o partido pode substituí-lo. Mesmo assim é possível continuar a campanha até que o processo seja julgado, o que pode acontecer depois das eleições. Nesse caso os votos só serão válidos se houver deferimento do processo, ou seja, se ele for inocentado.

Falta uma semana para o primeiro turno das eleições municipais e, apesar de ter encerrado o prazo para o pedido de impugnação, ainda é possível verificar a situação do seu candidato. É a famigerada lista dos "ficha suja".


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