sábado, 7 de fevereiro de 2009

Chá verde?


Ele já é o queridinho das dietas de muita gente que busca emagrecer. Quase um milagre, o chá verde tem defensores que não só recomendam o uso, mas também argumentam em favor da bebida.

O chá verde é consumido há vários séculos, sendo mais conhecido no Oriente. Acredita-se que é originário da China e, mais tarde, teria sido levado ao Japão. Lá ele se popularizou de tal forma que se tornou a bebida mais consumida no país, à frente de refrigerantes e bebidas alcoólicas.

O chá verde é feito a partir da erva Camellia Sinensis e tem esse nome porque suas folhas sofrem pouca oxidação, permanecendo com a cor original.

Nos últimos tempos, tem-se falado sobre outros benefícios do chá verde, como o combate ao envelhecimento precoce e até contra o câncer.

Entretanto, uma pesquisa da Sociedade Americana de Hematologia acaba de ser divulgada alertando para os riscos do consumo da bebida.


Alguns componentes do chá verde podem, segundo o estudo, anular os efeitos de um medicamento utilizado no tratamento de pacientes com mieloma múltiplo (um tipo de câncer que ataca os ossos) e linfoma.

Essa notícia confronta, inclusive, o que muitos especialistas acreditavam ser verdade. O chá verde era receitado, em alguns casos, por agir contra os efeitos desagradáveis da quimioterapia.

Na dúvida, o melhor mesmo é, antes de iniciar qualquer dieta, consultar um médico. E essa ressalva vale, inclusive, para os tratamentos tidos como “naturais”. É a sua saúde que está em jogo.


Continue lendo…

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

ONG ou Oscip?


Se fôssemos fazer uma pesquisa para avaliar o grau de conhecimento que as pessoas têm das siglas ONG e Oscip, provavelmente teríamos uma maioria esmagadora de entrevistados que já ouviram o termo ONG, enquanto Oscip seria uma incógnita.

E não há nada de surpreendente nessa constatação, afinal os meios de comunicação, dos quais se obtêm grande parte das informações cotidianas, propagam à exaustão a famosa sigla ONG. Dá até pra dizer que virou moda.

Mas, afinal, qual a diferença entre Organização Não-Governamental (ONG) e Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)?

Em termos simplistas, pode-se dizer que as duas têm a mesma finalidade, isto é, promover ações dentro de um determinado espaço de maneira não-lucrativa.

Entretanto, perante a lei existem diferenças que precisam ser esclarecidas. Apesar de regidas por estatutos, assim como as OSCIPs, as ONGs não têm o reconhecimento da justiça.  


ONG é, geralmente, uma associação civil organizada espontaneamente para a execução de algum tipo de atividade de interesse público, como a defesa de interesses coletivos, por exemplo.

Resumindo, a ONG faz aquilo que o Estado tem por obrigação, mas, muitas vezes, não consegue atender a todas as demandas. É importante ficar claro que esta não é uma crítica, afinal diversas organizações recebem verba pública para se manter.

Por outro lado, a Oscip é uma ONG que obteve certificação do poder público, por meio da Lei do Terceiro Setor (9.790 de 23/03/1999), comprovando o cumprimento de certos requisitos. O certificado é emitido depois que o Ministério da Justiça analisa e aprova o estatuto da instituição.

Sua principal característica, e que a qualifica como confiável perante a sociedade, é a transparência administrativa, ou seja, todos têm acesso aos recursos arrecadados e a forma como eles são empregados.

Entre os objetivos em que devem se enquadrar estão:

Promoção da assistência social, cultura, educação, saúde, voluntariado, cidadania, além da experimentação de sistemas alternativos de produção, comércio e emprego, sem fins lucrativos.

Portanto, pode-se concluir que toda Oscip é uma ONG, apesar de nem toda ONG ser uma Oscip.

Continue lendo…

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Marmota?


Já é uma tradição que acontece há mais de um século, embora no Brasil muita gente não faça a mínima ideia do que isso representa.

Aliás, para nós brasileiros, marmota é sinônimo de desajeitado, lerdo, bagunçado. Mas nos Estados Unidos e Canadá o roedor tem uma função muito especial, tanto que há, inclusive, o Dia da Marmota - em inglês, Groundhog day.

Todos os anos, no dia 2 de fevereiro, a marmota de Punxsutawney, no estado da Pensilvânia, faz seu prognóstico sobre o fim do inverno.

Phil, como é chamado o animal, sai da toca e, dependendo do seu comportamento, conclui-se quanto tempo falta para a primavera chegar.

Se ao sair da toca o dia estiver nublado, a marmota deixa o abrigo e dá por encerrado o inverno. Isso significa que a estação terminará mais cedo.

Porém, se a marmota deixar a toca e se assustar com a própria sombra por causa do sol, ela volta para o abrigo e permanece hibernando mais seis semanas. E foi o que aconteceu este ano; portanto o frio deve continuar por mais algum tempo.

A tradição centenária remonta aos imigrantes alemães, que observavam as marmotas para escolher a melhor data para o plantio.


As marmotas parecem com esquilos, mas são um pouco maiores. Elas vivem em tocas e utilizam o local para hibernar durante seis ou sete meses do ano.

São animais herbívoros e se alimentam das ervas encontradas próximas às suas tocas. As marmotas vivem, geralmente, em pequenas colônias e entre seus predadores naturais estão os gaviões, águias e falcões.

Desde 1886, os membros do Clube da Marmota se reúnem para ver o animal fazer a previsão. Quando uma marmota morre ou fica doente, é substituída e recebe o mesmo nome: Phil.

A tradição ficou mais conhecida no restante do mundo por conta do filme "Feitiço do Tempo", lançado em 1993, que conta a história de um repórter que é escalado para cobrir a festa do Dia da Marmota.

Continue lendo…

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Mesa diretora?


O plenário do Senado elegeu a Mesa Diretora ontem, mas a escolha do 4º secretário ficou para hoje. E, por acaso, você sabia que existiam outros três secretários? E mais, qual a função de cada um deles?

Não se preocupe se você não sabe responder, muitos políticos também não têm esse conhecimento. O líder do PDT, Osmar Dias, não soube explicar o que faz a quarta secretaria, tampouco o senador Expedito Júnior. No entanto, ambos brigam para que seus partidos levem a vaga.

A votação já definiu o presidente da Mesa Diretora, José Sarney; o 1º vice-presidente, senador Marconi Perillo; a 2ª vice-presidente, senadora Serys Slhessarenko; o 1º secretário, senador Heráclito Fortes; o 2º secretário, senador João Claudino; e o 3º secretário, senador Mão Santa.

A Mesa Diretora é responsável, ao lado da presidência do Senado, por tomar decisões administrativas da Casa, muitas vezes sem o aval dos outros parlamentares.


A divisão de cargos acontece pelo tamanho das bancadas no Senado, ou seja, quanto mais parlamentares por legenda, maiores as chances de se dar bem. O PMDB, com 20 senadores, levou a presidência, enquanto PSDB e DEM, com 14 e 13 senadores, ficaram com a 1ª e 2ª vice-presidência.

Para efeito de esclarecimento, inclusive para alguns parlamentares, seguem abaixo algumas atribuições da 4ª secretaria:

- Fazer a chamada dos senadores;
- Contar os votos, em verificação de votação;

- Auxiliar o presidente na apuração das eleições, anotando os nomes dos votados e organizando as listas respectivas.


Essas atribuições constam do regimento interno do Senado, mas não sejamos ingênuos. Estas atividades de "ajudante de turma" com certeza não são as únicas - e nem as mais vantajosas - do cargo.

Para conhecer as "competências" dos demais envolvidos na Mesa Diretora ou para dar um pouco de risada, clique aqui.

O mais importante nesse jogo de interesses, do qual é formada a política, é estar no poder de alguma maneira. Melhor, é claro, se forem os cargos mais elevados, mas, na falta deles, vale até 4ª secretaria.

Continue lendo…

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Transparência orçamental?


Parece até piada falar em transparência num país que, volta e meia, está envolvido em casos de corrupção, malandragem e falcatrua.


Tudo bem, não vamos esculhambar o Brasil, afinal ainda existe gente honesta aqui, e, com certeza, a maioria não está na política.

E olha que, diante de tantos escândalos, ainda é possível encontrar resultados positivos em algumas áreas. Não vamos falar em taxas de analfabetismo, nem em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Isso é assunto pra outra ocasião.

O que surpreende, ao mesmo tempo que espanta, é a colocação do Brasil em um estudo sobre transparência do orçamento público, realizado por uma Organização Não-Governamental (ONG) norte-americana.

A transparência leva em conta, entre outros aspectos, o fato de o povo ter acesso a informações sobre os gastos do dinheiro arrecadado de impostos.

Entre 85 países analisados, o Brasil ficou em oitavo lugar, à frente de todos da América do Sul, além do BRIC.


A pesquisa aponta que o Brasil fornece dados satisfatórios ao povo e elogia o compromisso do país em divulgar informações, dando oportunidade à população de acompanhar os gastos e planos do governo.

Será?

Analisemos alguns pontos. Primeiro, de que adianta "divulgar" dados quando grande parte da população não tem acesso aos meios em que são disponibilizadas estas informações, como a internet, por exemplo?

Mais do que isso, qual é a vantagem da divulgação de dados quando se sabe que a grande massa desconhece os termos técnicos usados e, dificilmente, irá compreender o que eles significam?

Não se iluda, a prestação de contas vai muito além de números e pode ser percebida no dia-a-dia. Como anda a educação na escola dos seus filhos? E o atendimento no posto de saúde? O transporte coletivo é satisfatório? Você se sente seguro ao andar na rua? As respostas a estas e outras perguntas é que devem ser transparentes.

Continue lendo…

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Dekassegui?


Há 100 anos, completados em junho do ano passado, o Brasil via desembarcar no Porto de Santos mais de 700 japoneses, na viagem que foi considerada o marco da imigração japonesa.

Recém-chegados, os imigrantes foram para as fazendas de café no interior de São Paulo e, aos poucos, tentaram a sorte em outros estados.

Já adaptados ao novo continente, os japoneses criaram vínculos, tiveram filhos e adotaram o Brasil como seu novo lar.

Mas o tempo passou e, em meados da década de 1980, a economia brasileira enfrentava problemas. Ao mesmo tempo, no Japão, o crescimento econômico despertava o interesse de muitos brasileiros nikkeis.

Os nikkeis são os descendentes de japoneses que nasceram fora do Japão, ou os japoneses que vivem regularmente no exterior.

Foi aí que o fluxo migratório se inverteu, dando origem ao fenômeno dekassegui, que leva milhares de brasileiros ao Japão, à procura de melhor remuneração no trabalho.

E é justamente o que significa o termo "dekassegui", isto é, pessoas que deixam sua terra natal para trabalhar temporariamente em outras regiões.


A expressão não se refere somente a brasileiros, mas aos próprios japoneses que saem do interior rumo aos grandes centros a trabalho.

E o que era, até pouco tempo, a possibilidade de realização de um sonho para alguns, agora passa a ser um pesadelo para outros.

Diante da crise financeira que afeta o mundo todo, os dekasseguis brasileiros também foram prejudicados na onda de demissões por que passa o Japão.

A reação, ocorrida ontem, foi uma manifestação no centro de Nagóia, capital da província de Aichi, onde estão cerca de 70 mil brasileiros.

Os protestos reuniram mais de 1.500 pessoas, que exigem direitos trabalhistas, pedem a atenção do governo japonês às questões de moradia, educação, além, é claro, da manutenção do emprego.

Muita gente já considera a possibilidade de voltar ao Brasil, mesmo antes de fazer o tão sonhado “pé de meia”. A vida de dekassegui, que já não era fácil, ficou ainda mais complicada.



Continue lendo…

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Transtorno alcoólico?


Ninguém sabe ao certo o que leva homens e mulheres a experimentar bebida alcoólica. Alguns começam por curiosidade, diversão, pressionados por amigos, enfim, qualquer motivo que lhes pareça razoável.

A fase de iniciação acontece, geralmente, na adolescência, por volta dos 15 anos, mas, o período mais intenso de alcoolização se dá entre 18 e 22 anos. Estima-se que, aos 18 anos, mais de 60% dos jovens já ficaram bêbados ao menos uma vez.

No entanto, por que alguns se tornam alcoólicos, enquanto outros se mantêm moderados? Não se tem resposta definitiva sobre o tema, mas, segundo estudo norte-americano, homens são mais propensos a desenvolver transtornos alcoólicos do que mulheres.

De acordo com a pesquisa, mais de 20% dos homens correm risco de ter problemas por causa do consumo excessivo de álcool, enquanto as mulheres têm menos chance, em torno de 10%.


Os transtornos alcoólicos se caracterizam não só pelos efeitos conhecidos da embriaguez, como a alteração dos sentidos e a dependência do álcool, mas também pela depressão, ansiedade e insônia.

Quem sofre do mal também pode apresentar tendências suicidas, além de ingerir outras drogas simultaneamente.

Entre as consequências, embora não aconteça em todos os casos, estão o aumento do risco de enfarte, ataques cerebrais, cirrose e câncer.

Quando se fala em transtornos alcoólicos, deve-se pensar não somente nos prejuízos pessoais que o indivíduo tem ao se envolver com a bebida; deve-se pesar, principalmente, os gastos públicos com saúde, e, aí, todos estão envolvidos, alcoólicos ou não.

Continue lendo…