terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Idec?


Começou mal o primeiro dia das novas regras do SAC, exigidas pelo decreto 6.523/2008, assinado pelo presidente Lula.

Como era de se esperar, os serviços de atendimento não respeitam nem sequer uma das regras mais polêmicas: o tempo de espera.

Segundo o decreto, os operadores de call center são obrigados a atender o cliente em, no máximo, um minuto, mas não é o que tem acontecido.

Já no primeiro dia de aplicação das novas regras, vários veículos de comunicação testaram o serviço e constataram falhas.

Pior que isso, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) também pôs à prova o atendimento telefônico de algumas empresas e obteve resultados insatisfatórios.


Em uma ligação o técnico do Idec chegou a esperar sete minutos para ser atendido. Outro problema é que nem todos oferecem ligação gratuita, mais uma das exigências do decreto.

Vale lembrar que as multas, em caso de descumprimento das regras, podem chegar R$ 4,8 milhões.

O Idec é uma associação de consumidores e foi criado em 1987. O instituto orienta e informa os associados sobre os direitos como consumidor; faz testes e avalia produtos e serviços; e move ações judiciais contra empresas e governo, defendendo o interesse dos associados.

Se você achou que ia ser fácil e que as mudanças seriam implementadas de imediato, aguarde mais um momento, por gentileza, que estarei transferindo a ligação para o setor responsável.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Unaids?


Hoje é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, mas não há muito que comemorar.

Apesar de o acesso ao tratamento ter aumentado consideravelmente nos últimos anos, assim como a sobrevida dos pacientes, o número de contágios não pára de crescer.

De acordo com dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids, do inglês United Nations Programme on HIV/Aids), para cada duas pessoas que iniciam o tratamento da doença (anti-retroviral), outras cinco são infectadas pelo vírus.

O Unaids foi criado em 1996 e tem como objetivo prevenir o avanço do vírus da Aids, oferecer tratamento e assistência aos infectados, além de tentar diminuir os impactos sociais e econômicos da epidemia.


A realidade atual mostra que mais importante que ampliar o atendimento e tratamento aos pacientes de Aids é investir em prevenção.

Difícil entender como ocorre tamanha disseminação da doença em uma época na qual a informação sobre métodos contraceptivos chega a cada vez mais lugares.

Entretanto, por mais contraditório que possa parecer, a resistência em usar preservativo e debater questões a respeito de sexo são alguns entraves que dificultam ações preventivas.

Outro ponto a ser destacado, principalmente no Brasil, é o crescente número de infectados pelo vírus HIV entre maiores de 50 anos. Mais uma vez, o preconceito em relação ao uso da camisinha é o grande vilão desta história.

Estima-se que 33 milhões de pessoas vivem com Aids atualmente no mundo, e destas 2,7 milhões contraíram a doença em 2007.

Resta saber até quando o sexo vai ser tratado como tabu em nossa sociedade.


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domingo, 30 de novembro de 2008

Calamidade pública ou emergência?


Nos últimos dias temos ouvido, lido e assistido várias notícias sobre as cidades atingidas pelas chuvas, não só no estado de Santa Catarina como no Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Em cada uma delas observa-se a divulgação de dados, que variam desde a quantidade de pessoas afetadas até os prejuízos ambientais causados pelo desastre.

E são justamente estas - e outras - características que determinam a decretação de situação de emergência ou estado de calamidade pública.

Para a correta avaliação sobre qual medida tomar são levados em conta os:

danos humanos - número de feridos graves, desaparecidos, desabrigados e mortos.

danos materiais - residências, escolas, hospitais e prédios públicos, em geral, destruídos e/ou danificados.

danos ambientais - contaminação e poluição do solo e da água, além de animais afetados.

prejuízos econômicos - valor do prejuízo comparado à porcentagem do PIB local.

prejuízos sociais - abastecimento de água potável, esgoto, coleta de lixo, controle de pragas, atendimento de emergência e assistência médica.


Geralmente, toma-se essa decisão em caso de desastres súbitos, inesperados. Quando eles são graduais a evolução da situação permite a preparação das autoridades e, por este motivo, não se justifica a decretação.

Segundo a Defesa Civil, a grande maioria dos desastres de grande porte no Brasil é caracterizada como situação de emergência. Menos de 2% dos desastres declarados e reconhecidos justificariam o estado de calamidade pública.

Ainda de acordo com o órgão, a diferença básica entre um e outro é a intensidade dos danos causados. Enquanto na situação de emergência eles são suportáveis e superáveis pela comunidade, no estado de calamidade pública o agravamento é tamanho, que vidas são expostas a risco.

A declaração da situação de anormalidade é feita pelo prefeito municipal, que antes deve comunicar o evento ao Órgão Estadual de Defesa Civil e à Secretaria de Defesa Civil, em Brasília. O governo federal é quem reconhece a situação por meio de decreto oficial.

Entre os benefícios concedidos pelo governo aos atingidos por tais situações está a liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com o dinheiro, o trabalhador pode reconstruir ou fazer a manutenção do imóvel danificado.

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sábado, 29 de novembro de 2008

Ai Chi?


Os orientais são especialistas em técnicas de relaxamento, harmonização, enfim, maneiras de viver a vida com mais qualidade.

São procedimentos milenares e que ganham cada vez mais espaço no mundo ocidental, principalmente pelo estresse enfrentado na correria do dia-a-dia.

Já bastante difundido no Japão, Europa e Estados Unidos o método Ai Chi começa a se popularizar no Brasil.

O Ai Chi é um exercício realizado dentro de uma piscina aquecida, em que o praticante executa movimentos lentos e seguidos, combinados a técnicas de respiração.

Semelhante ao Tai Chi Chuan, no qual se baseiam os movimentos, o Ai Chi ajuda a relaxar o corpo, diminuindo dores e aumentando o equilíbrio.


Ai Chi significa amor-energia e o método ganhou esse nome em homenagem à filha do criador, um especialista em Educação Física.

O japonês Jun Konno tem uma filha portadora de necessidades especiais, chamada Ai (amor).

No Brasil, o método tem sido utilizado como complemento às aulas de hidroginástica e é indicado, também, para quem tem problemas respiratórios ou alguma disfunção muscular.

A prática do Ai Chi melhora, ainda, a flexibilidade, coordenação motora, circulação sanguínea, além de deixar os alunos mais calmos.

Seja qual for a escolha, manter hábitos saudáveis e realizar atividades físicas é sempre o melhor caminho quando se fala em qualidade de vida.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Defesa Civil?


As chuvas que assolam Santa Catarina trouxeram destruição, prejuízo e mortes. Milhares de pessoas estão desabrigadas e muitas, ainda, desaparecidas.

A solidariedade das pessoas nessa hora é, sem dúvida, maior que qualquer ação negativa que alguém tente promover.

Não se pode condenar os saques a lojas e supermercados - até porque fica difícil definir o real sentido da palavra diante do ocorrido - porque só quem experimenta tal situação é capaz de entender atitudes extremas.

O problema é que enquanto pessoas com boas intenções tentam amenizar os efeitos da tragédia e ajudar as vítimas das enchentes, outras, mal-intencionadas, se aproveitam da desgraça alheia para ironizar e fazer piada com a situação ou, o que é pior, aplicar golpes.

A Defesa Civil de Santa Catarina alerta sobre ação de golpistas que, pela Internet, enviam mensagens falsas, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro.

As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em www.defesacivil.sc.gov.br


A Defesa Civil tem um papel fundamental em momentos de desastre, tanto na prevenção como no socorro e assistência às vítimas, além dos trabalhos de recuperação posteriores ao incidente.

No Brasil, o surgimento da Defesa Civil coincide com participação do país na Segunda Guerra Mundial, quando navios de passageiros afundaram em nosso litoral, culminando na morte de dezenas de pessoas.

A Defesa Civil é uma organização do governo federal, cuja hierarquia é dividida entre diversos órgãos. O órgão superior é o Conselho Nacional de Defesa Civil e a partir dele estão o órgão central - Secretaria Nacional de Defesa Civil - os órgãos regionais, estaduais, municipais e setoriais.

Ela orienta a população sobre como agir diante das várias catástrofes naturais que podem acontecer, como vendavais, geadas, incêndios florestais, deslizamentos, raios e tempestades, granizo e tornados.

No caso de inundação, a exemplo do que aconteceu em Santa Catarina, as recomendações são as seguintes:

- Antes de tudo, salve e proteja sua vida, a de seus familiares e amigos. Se precisar retirar algo de sua casa, após a inundação, peça ajuda à Defesa Civil ou ao Corpo de Bombeiros;

- Avise imediatamente ao Corpo de Bombeiros ou Defesa Civil sobre áreas afetadas pela inundação;

- Desconecte os aparelhos eletrônicos da corrente elétrica para evitar curtos circuitos nas tomadas;

- Feche o registro de entrada da água;

A verdade é que nunca se está preparado para viver um desastre, por mais que se conheça toda e qualquer recomendação.

Contudo, se é verdade que se aprende com as experiências, boas ou más, que os catarinenses tenham força para se reerguer o mais breve possível.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Lassa?


Vimos, nos últimos anos, o surgimento de várias doenças como a gripe aviária, mal da vaca louca, enfim, tantas que já nem estranhamos mais quando um novo vírus ou bactéria é noticiado.

Entretanto existe um vírus, responsável pela morte de aproximadamente cinco mil pessoas por ano, que é desconhecido da maioria dos brasileiros: o Lassa.

O vírus provoca a febre de Lassa e ganhou este nome porque foi descrito pela primeira vez na cidade de Lassa, na Nigéria.

Em países africanos, a febre de Lassa é uma doença endêmica, que afeta entre 200 e 500 mil pessoas anualmente. Ela atinge homens e mulheres em todas as idades, principalmente na África Ocidental.


É uma febre hemorrágica, cujo vírus é hospedado por roedores, principais responsáveis pela transmissão aos seres humanos, por meio do contato com suas fezes ou urina.

Esses roedores normalmente se encontram em ambientes rurais, afastados dos centros urbanos, onde proliferam em condições pouco higiênicas. Menos comum, a transmissão também pode acontecer entre pessoas.

A doença se caracteriza pela febre – daí o nome –, dores musculares, torácica, abdominal, na garganta, náusea, vômito e hemorragias. Derrames também são comuns e nos casos mais graves ocorrem hipotensão e convulsões. Normalmente requer um isolamento rigoroso do paciente.

O tempo de incubação da febre de Lassa varia entre cinco e 16 dias. Cerca de 15% das pessoas com a doença morrem, mas aproximadamente 80% das infecções com Lassa são suaves e comuns.

A medida mais viável para o controle do vírus é a vacinação. Alguns casos isolados já foram registrados na Europa e nos Estados Unidos, mas entre os africanos, mais de cem mil pessoas já morreram infectadas pelo Lassa. Em 1997, Serra Leoa foi atingida pela pior epidemia da doença até então registrada.

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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

OIT?


Já percebeu como notícia ruim nunca vem sozinha? Desde que a crise financeira se instalou no mundo - sua origem foi explicada aqui - previsões têm sido anunciadas dia após dia, e cada vez mais pessimistas.

E não é pra menos. Com as sucessivas quedas das bolsas de valores e prejuízos amargados pelas empresas, era apenas uma questão de tempo até que a economia real fosse atingida.

E agora vem a pior parte: seu salário deve ser afetado em breve. A combinação de baixo crescimento econômico e a oscilação dos preços dos alimentos e energia é a explicação para a estagnação do salário.

Pra variar quem mais vai sofrer com o problema serão os mais pobres. E nem adianta reclamar que o aumento será pequeno (em torno de 1%), porque em países desenvolvidos - não é o nosso caso - os salários devem recuar 0,5%, isso mesmo, diminuir.

Quem afirma é a Organização Internacional do Trabalho (OIT), por meio do Relatório Mundial sobre salários 2008/2009, divulgado ontem.


A OIT foi criada logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1919 e é ligada à Organização das Nações Unidas.

A sigla original, em inglês, é ILO (International Labour Organization).

Entre as atribuições da organização está a busca de soluções que permitam a melhoria das condições de trabalho no mundo.

Mas nem tudo está perdido. A OIT recomenda aos governos que adotem medidas de fortalecimento do salário mínimo, que estimulem o consumo interno e que complementem a renda dos trabalhadores. No mais é rezar e dar graças a Deus por ter um emprego, afinal as coisas podiam ser piores.

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